Atrações turísticas reabrem no Brasil e no mundo

O turismo está sendo retomado aos poucos e com uma série de restrições. Veja as principais medidas

O mundo do turismo está lentamente retornando às suas atividades em vários lugares do mundo, inclusive no Brasil. Mesmo que ainda não tenhamos atingido o pico da pandemia do coronavírus no país, algumas cidades já estão autorizando a reabertura de hotéis, restaurantes e atrações turísticas – com as devidas precauções sanitárias. 

Os primeiros destinos a tomar essa atitude foram na Serra Gaúcha, fortemente dependentes do turismo. Em Gramado, hotéis, museus e parques turísticos foram reabertos desde o dia 6 de maio, assim como algumas atrações de Canela, cidade vizinha. Pontos turísticos como o Parque do Caracol, Alpen Park, Mini Mundo e GramadoZoo já estão operando – com até 50% da sua capacidade e horário de funcionamento reduzidos. Outras atrações, como o Snowland e Aldeia do Papai Noel, estão previstas para reabrir no dia 5 de junho. O uso de máscara é obrigatório, tanto por visitantes quanto por funcionários. 

Outra destino popular entre os viajantes também anunciou recentemente o seu plano de retomada do turismo: Foz do Iguaçu. Desde o dia 11 de maio, um decreto da prefeitura autorizou a abertura de hotéis, bares e restaurantes, depois de 50 dias sem atividades. No setor hoteleiro, porém, só voltaram a operar hotéis com público corporativo, em viagens a trabalho – hotéis de lazer e resorts só serão permitidos a partir de 10 de junho – e com capacidade limitada. 

O 10 de junho também é a data que várias atrações da cidade estão previstas para reabrir, entre elas o Parque Nacional do Iguaçu, que abriga as famosas Cataratas, a usina Itaipu, o Marco das 3 Fronteiras (apenas do lado brasileiro) e o Parque das Aves. Tais pontos turísticos funcionarão com 30% de capacidade e o uso de máscara é obrigatório, assim como em bares e restaurantes. Distanciamento de dois metros, limpeza constante e disponibilização de álcool em gel são algumas das medidas sanitárias adotadas. 

E no exterior?

Vários países, principalmente da Europa, começaram a afrouxar suas medidas de confinamento e reabrir atrações diante da queda do número de casos de coronavírus. O desconfinamento é feito em fases e, primeiro, muitos governos estão retirando as restrições de viagem dentro do país antes das internacionais, como é o caso da Espanha

Uma alternativa para o turismo internacional é a formação de “bolhas de viagem”, em que a circulação de turistas é feita dentro de um número restrito de países. Lituânia, Letônia e Estônia, por exemplo, já estabeleceram a sua bolha, e seus cidadãos já podem se deslocar entre os três países. 

A tendência é que os governos estabeleçam, primeiramente, bolhas entre nações da União Europeia e no mesmo “nível” da pandemia – como fizeram Alemanha, França, Suíça e Áustria ao reabrir parte de suas fronteiras para circulação – para depois receberem turistas de outros lugares do mundo. 

A Eslovênia foi o primeiro país da Europa a declarar o fim da pandemia de coronavírus e abriu fronteiras para toda União Europeia.

Na Itália, duramente atingida pelo coronavírus, a vida está aos poucos voltando, com a reabertura de hotéis, sítios históricos, lojas, restaurantes e cafés. Neste mês, os museus do país foram autorizados a funcionar e, no Vaticano, os Musei Vaticani e a Basílica de São Pedro já começaram a receber visitantes desde o dia 1 de junho. No mesmo dia também reabriu o Coliseu após quase três meses fechados, mas com uma série de restrições.

A tendência é que as máscaras sejam obrigatórias, os ingressos sejam adquiridos online e os estabelecimentos funcionem com capacidade limitada – e até mais tarde, para incentivar que os italianos frequentem após o trabalho. As praias italianas também poderão ser desfrutadas neste verão, mas com um esquema de hora marcada

Em Portugal, o acesso às praias é permitido diante de uma série de regras. O país começou a reabrir museus, igrejas, monumentos, restaurantes e cafés – todos com 50% de capacidade. Em Sintra, nos arredores de Lisboa, atrações como o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros, o Palácio Nacional e o Chalet da Condessa d’Edla já podem ser visitadas. A ilha da Madeira anunciou que irá voltar a receber viajantes internacionais a partir de 1º de julho. Para entrar na região, é preciso apresentar um teste negativo de Covid-19, feito até 72 horas antes, ou fazer um teste providenciado pelo governo no momento da chegada. 

Vizinho, a Espanha estabeleceu quatro de fases de desconfinamento. No momento, hotéis, restaurantes, museus e centros culturais (como o Museu Picasso de Barcelona ou o Prado, em Madri) já estão funcionando, com um terço da sua capacidade. No fim deste mês, viagens dentro de uma mesma província serão liberadas e o governo anunciou que a previsão de abertura para turistas estrangeiros será em 1 de julho

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França vem avançando no seu processo de desconfinamento: praias, parques, restaurantes e cafés começaram a ser abertos no dia 2 de junho. Museus e monumentos também se preparam para voltar às atividades, como o palácio de Versalhes, em 6 de junho, e o Museu d’Orsay, em 23 de junho. Já o Louvre, fechado desde meados de março, reabrirá no dia 6 de julho. O uso de máscara será obrigatório e os ingressos precisam ser reservados com antecedência – reservas online começarão no dia 15 de junho. Esta também é a data em que o governo da França pretende abrir suas fronteiras para os países da União Europeia. 

A Grécia, que recentemente anunciou que começará a receber turistas estrangeiros a partir de 15 de junho, liberou o acesso às praias e sítios arqueológicos, como a Acrópole de Atenas. O país também divulgou uma lista com 29 países que estão autorizados a entrar para turismo. Shoppings já estão funcionando e restaurantes devem abrir até o final de maio. 

Na Alemanha, restaurantes, cafés, museus e galerias foram autorizados para reabrir e as fronteiras devem ser totalmente abertas para cidadãos da União Europeia em 15 de junho.

Atrações turísticas do Japão estão abrindo aos poucos. Algumas já estão abertas, como a Tokyo Tower, e o número irá aumentar a partir de 1 de junho, com mais museus, galerias e parques temáticos voltando a funcionar. O parque de diversões Fuji-Q Highland, localizado aos pés do Monte Fuji, por exemplo, retomou suas atividades com algumas restrições: apenas as atrações ao ar livre estão abertas e o estabelecimento só está permitindo a entrada de residentes de certas cidades do país.

A Universal Studios Japan também já divulgou a data da sua reabertura: dia 8 de junho para quem mora em Osaka e dia 19 para residentes de regiões próximas, sendo que todos os ingressos precisam ser comprados com antecedência. Neste momento, a entrada no país está proibida para estrangeiros que estiveram no Brasil até duas semanas antes da viagem. O Japão também desmentiu um boato que circulou recentemente dizendo que o país pagaria as despesas de turistas estrangeiros.

Na Austrália, apenas certas regiões do país estão autorizadas a reabrir restaurantes, pubs e cafés, como é o caso do estado de Queensland, e os cidadãos só podem se reunir em grupos de 10 pessoas no máximo. Já no estado de Victoria, por exemplo, a previsão é de funcionamento apenas em junho. O primeiro-ministro australiano afirmou recentemente que as fronteiras internacionais do país não abrirão “tão cedo” – mas uma bolha de viagem com a Nova Zelândia está sendo levada em consideração. 

Por outro lado, a China – que reduziu significativamente o número de novos casos de Covid-19 – reabriu diversas atrações turísticas, como parte da Muralha da China e o complexo Disney de Xangai, o primeiro parque temático da empresa no mundo a retomar suas atividades. 

Os parques americanos da Disney já tem data para reabrir, com uma redução significativa da capacidade e uma série de normas. Por enquanto, o único empreendimento da marca já funcionando nos Estados Unidos, país que recentemente baniu a entrada de brasileiros, é o centro de entretenimento Disney Springs, em Orlando. Além disso, a Universal já reabriu este mês o City Walk e anunciou que o parque Universal Studios receberá visitantes a partir de 5 de junho. Em Las Vegas, grandes cassinos como o MGM e o Bellagio planejam abertura para o dia 4 de junho, com apenas 50% de capacidade, proteções de acrílico nas mesas de jogos e medições de temperatura. 

Essa reportagem está em constante atualização.

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