Visitar o Vaticano é a arte de ver um país inteiro em um só dia

Ir ao Vaticano, o menor país do mundo, exige métodos e roupas adequadas. Veja um roteiro de um dia perfeito no epicentro do catolicismo, no meio de Roma

Atualizado em fevereiro de 2019

Dicas essenciais para visitar o Vaticano

O dia na terra do papa começa às 8 horas, na estação de metrô Ottaviano-San Pietro (Linha A). No caminho para o Vaticano, a dupla cornetto (croissant) e cappuccino do Forno Feliziani (Via Candia) é tentação a que convém sucumbir.

Os Museus Vaticanos só abrem às 9 horas, porém chegue antes para evitar filas apocalípticas. Além disso, há muitas coisas para ver no menor país do mundo. O conjunto dos Museus Vaticano é o mais importante de Roma e tem milhares de atrações, por isso concentre suas energias nas salas mais significativas.

Detalhe exterior do Museu do Vaticano Detalhe exterior do Museu do Vaticano

Detalhe exterior do Museu do Vaticano (Scapin/Pixabay)

Reserve com antecedência seu ingresso pela internet, especialmente se coincidir com festividades religiosas ou com o verão europeu. Assim você é direcionado para a fila de entrada, sem ter que enfrentar as filas enormes para compra. Na compra, você agenda o dia e horário e pode escolher entre visitas individuais ou guiadas. No último domingo de todo mês, a entrada é grátis. Compre seu bilhete aqui.

E lembre-se também de se vestir adequadamente: nada de shorts, regatas, chinelos ou bonés.

As principais atrações do Vaticano

Hora de explorar os fascinantes e misteriosos Museus do Papa, repletos de tesouros antigos e surpreendentes coleções contemporâneas.

Além de estátuas greco-romanas e de obras-primas do Renascimento italiano, há até artefatos aborígenes australianos, objetos esquimós sagrados e pergaminhos de seda do Extremo Oriente. Em um canto escondido pelos 7 longos quilômetros de percurso dos Museus é possível encontrar até mesmo um pedaço (verdadeiro) da Lua.

Não deixe de olhar para o teto e apreciar os incríveis afrescos e ainda conferir a Galleria delle Carte Geografiche, uma galeria repleta de mapas pintados da Itália.

Teto do Museu do Vaticano Teto do Museu do Vaticano

Teto do Museu do Vaticano (Dezalb/Pixabay)

A arquitetura é incrível, com destaque para a Escada Helicoidal e, obviamente, para a grande estrela, a deslumbrante Capela Sistina, de Michelangelo.

A escada dos Musei Vaticani

A escada dos Musei Vaticani (Juan Carlos Peaguda/Flickr)

Dependendo de quanto você gosta de arte, a visita aos Museus Vaticanos pode demorar mais ou menos tempo. Já passa da hora do almoço, mas o maior pecado da gula que você vai se permitir agora é um pit stop na gloriosa Gelateria Old Bridge (Viale dei Bastioni di Michelangelo, n° 5), bem no caminho da etapa seguinte: a Praça de São Pedro.

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No centro do catolicismo: Praça e Basílica de São Pedro

Chega-se então ao epicentro do catolicismo e belo exemplo da arquitetura barroca, a Praça de São Pedro. Enorme, ela pode acolher até 20 mil pessoas. Aos domingos, fica lotada de fiéis que vêm de todo o mundo para assistir à missa do papa.

Praça de São Pedro, no Vaticano A Praça de São Pedro, no Vaticano, o coração religioso de Roma

A Praça de São Pedro, no Vaticano, o coração religioso de Roma (Fábio Colombini/Reprodução)

Depois de tirar algumas fotos, é a hora de entrar na Basílica de São Pedro, construída sobre o túmulo do santo. A entrada é grátis.

A Basílica de São Pedro é um dos principais símbolos do catolicismo no mundo A Basílica de São Pedro é um dos principais símbolos do catolicismo no mundo

A Basílica de São Pedro é um dos principais símbolos do catolicismo no mundo (Pablo Cabezos/Flickr)

A igreja é caracterizada por mosaicos e grandes obras de arte, como a Pietà, também de Michelangelo. Descendo até as Grutas do Vaticano, embaixo da Basílica, visitam-se capelas dedicadas a vários santos, túmulos de reis, rainhas e papas, incluindo o de João Paulo II.

Após se recuperar da Síndrome de Stendhal que certamente o terá contagiado, ande mais um pouco em direção ao elevador para subir na cúpula de São Pedro.

A primeira etapa dessa subida é o terraço situado na base da cúpula. Para chegar a seu topo, a uma altura de 133 metros, não há elevador, mas a recompensa é Roma surgindo em todo o seu esplendor. O pôr do sol ali costuma ser aplaudido.

Quem não se der por satisfeito pode ainda descansar pertinho do papa, na Residenza Madri Pie, guest house administrada por religiosas e localizada a 150 metros do Vaticano. Do jardim dá para ver a cúpula da Basílica de São Pedro.

Reserve sua hospedagem em Roma 

Revista Viagem e Turismo – Dezembro de 2016 – Edição 254

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