Recife: passeios, roteiros, onde ficar, restaurantes e mais

Distância de outras cidades: João Pessoa, 119 km, Maceió, 266 km, Natal, 287 km, Fortaleza, 778 km, Salvador, 809 km, Belém, 2065 km, Brasília, 2197 km, Rio de Janeiro, 2359 km, São Paulo, 2667 km

Atenção: a pandemia pode ter afetado o funcionamento de atrações e restaurantes. Antes de sair de casa, pesquise nas redes sociais ou ligue para confirmar o funcionamento

Por Mirela Mazzola

Uma das capitais mais vibrantes do Nordeste, Recife aposta em atrações culturais e gastronômicas, deixando o apelo das praias para as vizinhas Porto de Galinhas e Tamandaré (município onde fica a Praia dos Carneiros) – sem falar na imbatível Fernando de Noronha. No Carnaval, o circuito Recife-Olinda está entre os mais tradicionais do país e movimenta as duas cidades, que ficam com as hospedagens e ruas lotadas de artistas e foliões. Ritmos locais, como frevo, maracatu, caboclinho, ciranda, coco e manguebeat embalam a festa. 

Na região revitalizada do Recife Antigo estão atrações como a Capela Dourada, mais bela igreja da cidade, o Paço do Frevo, que homenageia o mais famoso ritmo recifense, e o Museu Cais do Sertão, uma ode ao cotidiano do homem sertanejo que conta, entre outras histórias, a do Rei do Baião, Luiz Gonzaga. 

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Mas Recife não se resume aos arredores da Praça do Marco Zero: é possível nadar na praia de Boa Viagem (respeitando as medidas de segurança por conta dos tubarões) e Piedade (na vizinha Jaboatão dos Guararapes), passear de catamarã e fazer uma caminhada no Parque Dona Lindu, na orla. Menos turísticos, as regiões de Graças, Espinheiro e Casa Forte guardam boas opções gastronômicas. Afastados do Centro, mas não menos imperdíveis, estão o Instituto Ricardo Brennand e a Oficina de Cerâmica Francisco Brennand

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Recife é de cinema

Quando o assunto é a sétima arte, a cena recifense está entre as mais interessantes do país. À frente desse movimento estão os cineastas pernambucanos Cláudio Assis (Piedade e A Febre do Rato), Marcelo Gomes (Cinema, Aspirinas e Urubus e Era Uma Vez Eu, Verônica) e Kleber Mendonça Filho (Bacurau, O Som ao Redor, Aquarius e o curta-metragem Recife Frio). Aquarius colocou o Recife no imaginário cinematográfico de quem assistiu. O longa conta a história de Clara (interpretada por Sonia Braga), última moradora do Edifício Aquarius, que está prestes a ser demolido para dar lugar a mais um espigão na Avenida Boa Viagem. O prédio que serviu de locação existe, no número 560, e se chama Edifício Oceania – e já virou ponto turístico. O apartamento de Clara, onde muitas das cenas foram gravadas, pode ser alugado no Airbnb. O lugar é um charme, com piso de taco e rede com vista para o mar. A especulação imobiliária também é um dos temas de O Som ao Redor, cujas cenas foram gravadas na Rua Setúbal, também em Boa Viagem – o apartamento do próprio diretor, que mora ali, está entre as locações.

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Melhor época para visitar Recife

No Carnaval, a cidade fica lotada, , assim como a vizinha Olinda, e as diárias dos hotéis disparam – o mesmo ocorre em junho, mês de São João. Em julho, a cidade organiza a Fenearte, feira de artesanato com expositores de Pernambuco e de outros estados e países. Maio, junho e julho são os meses chuvosos.

Como chegar 

O aeroporto fica a apenas 3 km da orla de Boa Viagem (15 minutos de ônibus), que concentra os hotéis e restaurantes, e a 11 km do Centro (meia hora de ônibus). Localizada no município vizinho de Jaboatão dos Guararapes, a rodoviária é ligada ao Centro por metrô (30 minutos). Quem vem de carro desde a Paraíba e de Alagoas acessa a cidade pela BR-101. Pelo sul, há a opção de chegar pela AL- 101 margeando o litoral e, depois, pelas PE-060 e PE-009 – a última, duplicada e pedagiada. 

Como circular

Apesar do título de “Veneza brasileira” soar exagerado, é fato que Recife tem pontes e viadutos interligando as regiões. A Avenida Agamenom Magalhães, principal da cidade, liga os bairros da orla (Pina e Boa Viagem) a Olinda pela região central. Da Agamenom saem as avenidas Conselheiro Rosa e Silva e Norte, que seguem para os bairros Graças e Casa Forte, redutos de restaurantes fora do circuito turístico.

Fique atento ao circular de carro por Recife Antigo e Santo Antônio – em alguns horários, há ruas que se tornam exclusivas para ônibus, motos e táxis. Quem não está de carro pode seguir de Boa Viagem à região central de táxi ou ônibus (a linha 32, que passa na Avenida Conselheiro Aguiar, leva ao Recife Antigo).

O que fazer em Recife

Recentemente, uma iniciativa da prefeitura e do governo estadual criou o Passaporte Pernambuco, documento fictício que pode ser carimbado nos principais pontos turísticos da cidade e se tornar uma simpática lembrança da viagem (eles podem ser adquiridos, gratuitamente, nos Centros de Atendimento ao Turista, veja os endereços aqui

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História e cultura

A Praça do Marco Zero, em Recife Antigo, é o ponto de partida para as atrações que contam a história da cidade e do povo nordestino – o rico conjunto arquitetônico da região foi reconstruído após a invasão holandesa, no fim do século 17, e vem sendo revitalizado desde os anos 1990. Antigo armazém transformado em museu, o Cais do Sertão busca transmitir a experiência cultural sertaneja de forma interativa, com monitores para orientar o passeio. A cenografia inclui um curso d’água que simboliza o Rio São Francisco. Outro ícone sertanejo, o músico Luiz Gonzaga tem um espaço dedicado a sua vida, com história e discografia. Ainda na temática musical, o Paço do Frevo conta a história do popular ritmo pernambucano em um dos prédios mais bonitos do Recife Antigo – entre os recursos usados há uma linha do tempo formada por livros, no térreo. Os outros andares são dedicados a uma escola de música e programação temporária, como workshops e exposições sobre o tema. No último andar, o anfiteatro envidraçado recebe apresentações musicais.

Bem em frente ao Marco Zero, a Caixa Cultural também fica em bonito prédio do início do século 20, com programação itinerante. O Centro Cultural Judaico (Sinagoga Kahal Zur Israel) é a primeira sinagoga das Américas, de 1641. O piso original, típico da tijolaria holandesa do século 17, é observado sob as passarelas metálicas. Escavações revelaram fragmentos de louças, cachimbos e um poço usado no mikvé, o ritual judeu de purificação. Ali pertinho, também na Rua do Bom Jesus, a Embaixada dos Bonecos Gigantes guarda os emblemáticos bonecões que circulam pelo Carnaval de Olinda, retratando personalidades como Roberto Carlos, Rita Lee e Luiz Gonzaga. Da Praça do Marco Zero, barqueiros fazem a travessia para os molhes, onde está o Parque das Esculturas de Francisco Brennand (o local tem sofrido com roubos e depredações de obras). 

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Veja mais atrações históricas de Recife:

Igrejas: as mais famosas entre os turistas se concentram no bairro de Santo Antônio. A linda Capela Dourada (Igreja da Ordem Terceira de São Francisco), de 1697, guarda altares laterais forrados de ouro, além de teto e paredes repletos de pinturas sacras. A Igreja São Francisco, em estilo rococó (aberta só para missas), um pequeno Museu de Arte Sacra e a Igreja Santo Antônio (de 1606), com belíssimo painel de azulejos portugueses, fazem parte do conjunto. Construída em 1790, a Matriz de Santo Antônio tem estilo barroco – a nave, formada por 12 sacadas, dois púlpitos e altares com talhas douradas, chama a atenção. Também erguidas entre os séculos 17 e 18 com características barrocas e rococó, as igrejas Madre de Deus, Basílica e Convento Nossa Senhora do Carmo e Catedral de São Pedro dos Clérigos (Pátio de São Pedro, s/nº) valem a visita.

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Museus: o Museu do Estado de Pernambuco fica em um casarão que pertenceu ao Barão de Beberibe, senhor de engenho do século 19. O acervo reúne peças sacras e mobiliário da época, óleos de Frans Post e telas de Cícero Dias, entre outros artistas. Também instalado em um casarão, que foi sede da prefeitura entre as décadas de 1930 e 1960, o Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (Mamam) expõe o melhor da produção moderna de Pernambuco, com destaque para obras de Francisco Brennand e Vicente do Rego Monteiro.

Palácio do Campo das Princesas: a sede do governo estadual foi restaurada e reabriu para visitação em 2014. A visita guiada, de meia hora, percorre corredores, salões, gabinetes e dormitórios. Quem faz o passeio durante a semana deve estar trajando calça ou saia longa – nesses dias, a tour não passa pelo gabinete do governador ou por salas onde estiver ocorrendo reunião.

Teatro de Santa Isabel: As instalações da construção de 1851, como o hall de entrada e o palco, podem ser visitadas durante a semana, de forma autoguiada (terça a sexta) ou guiada (somente aos domingos, em três horários). Em ambas não precisa agendar. 

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Fortes: as duas principais fortificações da cidade, das Cinco Pontas e do Brum, podem ser visitadas. A primeira foi construída em 1630 pelos holandeses, tomada pelos portugueses e reconstruída com pedras e óleo de baleia em 1677 – nessa época, ganhou o formato atual, com apenas quatro pontas. Também é sede do Museu da Cidade do Recife, que reúne mapas e fragmentos arqueológicos dos séculos 17 ao 20, além de espaço para mostras temporárias. Já o Forte do Brum,  de 1629, guarda uma coleção de armas da Segunda Guerra Mundial, canhões do Brasil Império e reproduções de mapas. 

Nas águas de Pernambuco

Com saídas diurnas e noturnas, o passeio de catamarã pelo Rio Capibaribe está entre os clássicos locais, percorrendo prédios históricos e passando sob cinco pontes. A Catamaran Tours, que opera a atração, também faz roteiros de volta à Ilha do Recife e até praias da região, como Ilha de Itamaracá, Coroa do Avião e Carneiros, com opções de tours privadas. Os mais aventureiros podem optar pelo mergulho com cilindro – Recife reúne mais de 25 embarcações debaixo d’água (a mais profunda, a 58 metros), rodeadas por fauna marinha, como tartarugas, tubarões e mais de uma centena de espécies de peixes. A melhor época é entre setembro e maio. O Centro de Mergulho Aquáticos faz o batismo para iniciantes e fornece saídas e equipamentos para mergulhadores certificados. 

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Compras de artesanato e produtos regionais

Ao lado da Praça do Marco Zero, o Centro de Artesanato de Pernambuco fica em um dos armazéns do cais do porto, com peças de mais de mil artesãos de todo o estado, entre cerâmica, tapeçaria e renda (cada ala é dedicada a um tipo de trabalho). Na Casa de Cultura, as lojas ocupam as antigas celas do presídio erguido em 1865. É possível encontrar xilogravuras de cordel, peças de barro, rendas e cestaria. No Recife Antigo, a Feira do Bom Jesus ocorre aos domingos na rua de mesmo nome, das 10h às 17h, com roupas, artesanato e comidinhas, enquanto em Boa Viagem tem feirinha diariamente, com lembranças como camisetas e peças de crochê.

Fora do Centro

Embora distantes da rota turística, no bairro da Várzea, o Instituto Ricardo Brennand e a Oficina de Cerâmica Francisco Brennand estão entre as atrações culturais mais visitadas de Pernambuco. No instituto, uma estrada ladeada por palmeiras imperiais dá acesso a um jardim de esculturas, com uma obra do colombiano Fernando Botero, a uma galeria dedicada a mostras de arte contemporânea e a uma valiosa pinacoteca, que abriga a maior coleção particular do pintor holandês Frans Post do mundo, com 15 obras. Há ainda pinturas de Debret, Taunay e Rugendas, além de uma coleção de armas e armaduras medievais. Na Oficina de Cerâmica Francisco Brennand, a olaria da família do ceramista, que morreu em 2019, foi transformada em ateliê e museu. Uma atmosfera surreal percorre pinturas, painéis de azulejos e esculturas – muitas com conotação sexual –, além de jardins projetados por Burle Marx. No bairro de Apicucos, a Fundação Gilberto Freyre está instalada na casa onde viveu o escritor, sociólogo e pensador de 1941 até sua morte, em 1987. Os cômodos, intactos, abrigam metade de sua coleção de 40 mil livros. 

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Hotéis em Recife

Boa Viagem concentra a maioria das hospedagens da cidade, várias pertencentes a redes com perfil executivo – as mais caras estão à beira-mar, na Avenida Boa Viagem. É o caso do Radisson Recife com piscina, academia e sauna. Todos os apartamentos, amplos e com ar-condicionado, são voltados para o mar.

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O Bugan Recife Hotel by Atlantica tem características semelhantes, mas está a três quadras da praia. O Marante Plaza Hotel tem piscina de frente para o mar e está a 2 quilômetros do Shopping RioMar. No Kastel Manibu Recife Boa Viagem há quartos confortáveis, com ar-condicionado, TV a cabo e frigobar, além de um lojinha de artesanato no lobby. São opções mais econômicas o Bianca Praia Hotel, a 200 metros da praia de Boa Viagem (há um balcão onde é possível reservar passeios, traslados e aluguel de carros), e o Aconchego, que foge do padrão executivo recorrente na cidade – a área dos quartos rodeia a charmosa área da piscina, com bar e espreguiçadeiras. 

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Busque mais hospedagens em Recife aqui.

  • Onde comer em Recife 

    A cena gastronômica de Recife contempla tanto casas com proposta internacional quanto bons representantes da cozinha do estado – enquanto no litoral o foco são as peixadas e moquecas, no sertão predominam pratos vigorosos, como carne de sol, bode, buchada e sarapatel (cozido de miúdos de porco). Entre as sobremesas, influências locais e europeias aparecem no tradicionalíssimo bolo de rolo, com camadas fininhas de massa com recheio de goiabada, cartola (banana frita com queijo-manteiga e canela) e bolo sousa leão (com massa de mandioca, ovos, leite de coco e calda quente de açúcar). 

    As melhores opções se concentram em duas áreas: na orla, Pina e Boa Viagem têm casas com perfil turístico; na zona norte, o corredor formado pelos bairros Espinheiro, Graças e Casa Forte inclui uma variada gama de estabelecimentos, geralmente mais intimistas.

    Na ala da cozinha regional, o Entre Amigos está entre os mais populares da capital, com duas unidades (em Boa Viagem e no Espinheiro) – a carne de bode fez a fama da casa e atrai a clientela para o almoço e a happy hour. No Parraxaxá, com salão que reproduz uma casa sertaneja, o vistoso bufê enfileira receitas regionais como carne-seca, buchada e arrumadinho, além de sobremesas como a cartola (também há opções a la carte). A ambientação típica nordestina e o bufê de cozinhas regional e brasileira também aparecem na unidade da rede paraibana Mangai, inaugurada em 2020. Em um ambiente charmoso com quintal, o Ca-já serve peixada, dobradinha e bolinho de siri, além de receitas inventivas como o cheeseburger smash e a lasanha, ambas com carne de bode. 

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    Em outra casa com área externa na Zona Norte, Thiago das Chagas comanda o Reteteu Comida Honesta – entre as criações do chef estão a coxinha de costela e a copa lombo com favada, natas, quiabo e maxixe. No Arvo, a cozinha de Pedro Godoy entrega releituras bem-apresentadas de pratos regionais, como o arrumadinho de charque e o chambaril (ossobuco) assado em baixa temperatura com legumes orgânicos e pirão.

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    Na ativa há seis décadas, a cozinha do Tio Pepe prepara receitas como a carne de sol com queijo coalho e a peixada pernambucana. Uma das melhores receitas de cartola da cidade é servida no Leite, o mais antigo restaurante em funcionamento no país, aberto em 1882 – no menu principal, os destaques são os pratos com bacalhau. 

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    O reconhecido chef André Saburó está à frente de três restaurantes de comida japonesa e de uma cafeteria. O pioneiro Taberna Japonesa Quina do Futuro é referência na cidade desde os 80, com ingredientes de qualidade exibidos em uma apetitosa vitrine no balcão. Já o Sushi Yoshi e o Sumô Sushi Bar têm proposta mais descontraída – recentemente, o último incorporou poke ao menu. Outra personalidade local, o chef Joca Pontes comanda o Ponte Nova, com receitas de base francesa e toques regionais – entre elas está o tataki de atum na manteiga de garrafa, creme de wasabi e croquetes de macaxeira – e o Villa Cozinha de Bistrô. Dentro de uma galeria, o endereço caçula enumera pratos como o risoto de pato e a tilápia grelhada com quibebe de abóbora, arroz de brócolis e castanhas.

    Em Boa Viagem, o Mingus Zé Maria pertence ao mesmo dono da Pousada Zé Maria, uma das mais antigas e famosas de Fernando de Noronha – na casa do continente estão entre as sugestões o camarão grelhado com tabule de quinua e o magret de pato com molho de uva. Bom representante da cozinha peruana no Brasil, o Chiwake fica uma bonita casa no bairro do Espinheiro decorada com objetos do país andino – o chef Biba Fernandes também comanda o Chicama, com menu focado em peixes e frutos do mar. Em um casarão centenário em Casa Forte, o charmoso Nez Bistrô traz referências da França e da Itália, com criações como o nhoque ao ragu de ossobuco e o cordeiro ao vinho malbec. 

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    No Shopping RioMar, o polo gastronômico reúne casas como a Pobre Juan, de carnes argentinas, a pizzaria Armazém Guimarães e uma unidade do Camarada Camarão, rede que nasceu em Recife e hoje existe em mais uma dezena de shoppings pelo país. 

    Fora do circuito dos restaurantes, três endereços valem menção: a creperia com jeito de bar Anjo Solto, com unidades no Pina e em Graças, o tradicional Bar Central, com cozinha de influências árabes e regionais, e a Bodega de Véio, filial do clássico boteco de Olinda.

    Comidinhas

    Com origem na doçaria portuguesa, o bolo de rolo é o quitute pernambucano por excelência – o recheio à base de castanhas da receita lusitana teria sido substituído por doce de goiaba por causa da abundância da fruta no Brasil. Hoje, além da goiabada, também é possível encontrar versões de doce de leite e chocolate, por exemplo. O bolo com camadas finíssimas, que se assemelha ao rocambole (não ouse compará-los para um pernambucano!), pode ser encontrado na sexagenária Casa dos Frios, no JC Bolos de Rolo, com dois endereços na cidade, e no Grandão do Queijo, também especializado em queijo coalho. Vale cada caloria e o lugar reservado na mala. 

    Dica de roteiro em Recife

    Em três dias é possível conhecer o melhor das atrações culturais e históricas, incluindo uma esticada até Olinda. Após o check-in, que provavelmente será em Boa Viagem, rume direto para o Recife Antigo – a partir da Praça Marco Zero explore a pé o Museu Cais do Sertão, o Paço do Frevo e a linda Capela Dourada, entre outros pontos. No fim da tarde dá tempo de embarcar no passeio de catamarã ou fazer compras no Centro de Artesanato de Pernambuco. O jantar pode ser no Ponte Nova, mais sofisticado, ou no moderninho Ca-já. Dedique o segundo dia ao bairro da Várzea, onde estão o Instituto Ricardo Brennand e a Oficina de Cerâmica Francisco Brennand. O almoço tardio pode se fundir à happy hour com pratos regionais no Entre Amigos. Se a ideia for algo mais especial, vale esperar o horário do jantar e fazer a refeição no Nez Bistrô ou no Chiwake. No dia seguinte, reserve manhã e tarde para conhecer o casario histórico Olinda. Embora haja a possibilidade de bate e volta para praias da região, como Porto de Galinhas e Praia dos Carneiros, o ideal para conhecer esses destinos com calma é pernoitar. Ah, se você esquecer de comprar bolo de rolo, tem uma lojinha da Casa dos Frios no aeroporto.

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