Recife: passeios, roteiros, onde ficar, onde comer e mais

Site: http://recife.pe.gov.br

População: 1.633.697 hab

DDD: 81

Estado: Pernambuco

Distância de outras cidades: João Pessoa, 119 km, Maceió, 266 km, Natal, 287 km, Fortaleza, 778 km, Salvador, 809 km, Belém, 2065 km, Brasília, 2197 km, Rio de Janeiro, 2359 km, São Paulo, 2667 km

Atualizado em junho de 2019.

Após um período em baixa turística, com ataques de tubarão em sua principal praia, Recife vem em uma crescente, apostando em atrações culturais e uma gastronomia capitaneada por jovens chefs que introduziram ingredientes regionais em técnicas contemporâneas.

Soma-se a isso a lenta, mas importante, revitalização do Recife Antigo, que, desde o final da década de 90, voltou a ser um dos points turísticos da cidade. Duas das melhores atrações recifenses estão lá. O Paço do Frevo, em linda construção, disseca a frenética dança recifense. A poucos passos dali, em um armazém do porto, o Museu Cais do Sertão homenageia o cotidiano do homem sertanejo contando, entre outras histórias, a do Rei do Baião, Luiz Gonzaga.

A capital do frevo e do maracatu não se resume a um bairro, esquadrinhá-la é a pedida. Respeitando os limites de segurança, é possível dar um mergulho no mar de Boa Viagem. Mas se quiser, basta caminhar no Parque Dona Lindu, na orla, com uma marquise projetada por Oscar Niemeyer. A família Brennand comanda os atrativos da periferia recifense. Separados pela BR-101, a Oficina de Cerâmica Francisco Brennand e Instituto Ricardo Brennand são dois passeios imperdíveis.

COMO CHEGAR

O aeroporto fica a 3 km da orla de Boa Viagem (15 minutos de ônibus) e a 11 km do Centro (30 minutos de ônibus). Localizada no município vizinho de Jaboatão dos Guararapes, a rodoviária é ligada ao Centro por metrô (30 minutos). Quem vem de carro desde a Paraíba ou Alagoas acessa a cidade pela BR-101. Pelo sul, há a opção de chegar pela AL-101 margeando o litoral e, depois, pelas PE-060 e PE-009 – a última, duplicada e pedagiada. A BR-232, duplicada até São Caetano, liga Recife ao interior.

COMO CIRCULAR

O título de “Veneza brasileira” soa mesmo exagerado. Mas é fato que Recife tem pontes e viadutos para todos os lados, interligando as regiões. A Avenida Agamenom Magalhães, a principal da cidade, liga os bairros da orla (Pina e Boa Viagem) com Olinda, passando pela região central. Da Agamenom saem as avenidas Conselheiro Rosa e Silva e Norte, que seguem para os bairros Graças, Casa Forte e Casa Amarela (redutos de restaurantes).

Fique atento ao circular de carro por Recife Antigo e Santo Antônio – em alguns horários, há ruas que se tornam exclusivas para ônibus, motos e táxis. Quem não está de carro pode seguir de Boa Viagem à região central de táxi ou ônibus (a linha 32, que passa na Avenida Conselheiro Aguiar, leva ao Recife Antigo).

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QUANDO IR

No Carnaval a cidade, assim como a vizinha Olinda, fica lotada, e as diárias dos hotéis disparam – o mesmo ocorre em junho, mês de São João em todo o estado. Em julho, a cidade organiza a Fenearte. Chove muito entre maio e julho.

UM DIA PERFEITO

Reserve o dia para conhecer o Recife Antigo, região com um consistente conjunto de atrações. A melhor maneira de explorá-lo é a pé. Comece o giro pela Praça do Marco Zero – dali partem os barquinhos que levam ao Parque das Esculturas de Francisco Brennand. Na volta, faça compras no Centro do Artesanato de Pernambuco e conheça o Museu Cais do Sertão, que retrata o cotidiano do interior nordestino. Após beber um maltado na lanchonete As Galerias, conheça a história do principal ritmo pernambucano no Paço do Frevo. Um jantar no Wiella Bistrô, em Boa Viagem, fecha o dia com estilo.

A VT RECOMENDA

Continuando o giro pelo Centro, visite a Capela Dourada, em Santo Antônio, e os museus do Pátio de São Pedro. Um pouco à frente, o Mercado de São José e a Casa da Cultura de Pernambuco também são bons programas. Almoce no Leite, mais antigo restaurante em funcionamento no Brasil.

Reserve um dia para conhecer o trabalho da família Brennand – a Oficina Cultural Francisco Brennand e o Instituto Ricardo Brennand – e outro para explorar o Centro Histórico da vizinha Olinda. Devido à presença de tubarões, cair nas águas de Boa Viagem pode não ser o melhor programa, mas vale caminhar ou pedalar pela orla, cheia de restaurantes e barracas de praia.

Completando o capítulo Recife Antigo, caminhe pela Rua Bom Jesus, endereço da Sinagoga Kahal Zur Israel, a mais antiga das Américas, e a Embaixada dos Bonecos Gigantes, com o acervo de de peças que embalam o Carnaval da vizinha Olinda.

Para entender a geografia do Rio Capibaribe e admirar as construções da área central, embarque no passeio de catamarã com saídas vespertinas e noturnas.

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CARNAVAL

É um dos mais tradicionais do Brasil, embalado pelo frevo, maracatu, caboclinho, ciranda, coco, samba e manguebeat. Os batuques ecoam em mais de 3 mil apresentações, puxadas por cerca de 500 agremiações. A festa começa em Boa Viagem, uma semana antes, mas durante o feriado a área central representa o verdadeiro epicentro da folia. Na manhã de sábado, o desfile do bloco Galo da Madrugada inunda o lugar com quase 2 milhões de foliões.

ONDE FICAR

Os bairros de Boa Viagem e Pina, que concentram as melhores praias, restaurantes e bares, têm 80% da rede hoteleira. A proximidade com o mar influi no preço da diária: quem se hospeda na Avenida Boa Viagem geralmente paga mais caro do que quem opta por hotéis a mais de três quadras da praia (após a Avenida Engenheiro Domingos Ferreira). De cara para a praia estão o Atlante Plaza, o Radisson Recife, o Jangadeiro e o Marante Plaza. A poucas quadras da orla figuram o Bugan Recife, o Bristol Suites Hotel & Convention, o Manibu e o Aconchego, que foge um pouco da hotelaria executiva ao remeter a uma casa de praia.

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O QUE COMER

As melhores opções se concentram em duas áreas. Na orla, Pina e Boa Viagem têm casas com perfil turístico; na zona norte, o corredor formado pelos bairros Espinheiro, Graças, Parnamirim e Casa Forte inclui uma variada gama de estabelecimentos, geralmente pequenos e frequentados pelos moradores. Para provar alguma das vigorosas delícias locais, vá ao bairro Casa Amarela – lá está o Cozinhando Escondidinho.

A partir da década de 90, então jovens chefs mudaram a cara da cozinha recifense, mixando elementos contemporâneos aos ingredientes regionais. Desse time figuram Joca Pontes e seu Ponte Nova e André Saburó com o japa Quina do Futuro. Em Boa Viagem , o Wiella Bistrô e o Mingus são apostas certeiras. No Centro, o Leite é o mais antigo restaurante em funcionamento no Brasil, sendo inaugurado em 1882. Em Espinheiro, o Chiwake é o local para provar receitas peruanas. Para provar um autêntico café regional, dirija-se ao Parraxaxá, com unidades em Casa Forte e Boa Viagem.

COMIDA TÍPICA

Cozinha Pernambucana — Une elementos indígenas, africanos e europeus. No litoral, são comuns as peixadas e moquecas. No sertão, predominam pratos vigorosos: carne de sol, carne de bode, dobradinha, buchada, sarapatel (cozido de miúdos de porco) e chambaril (cozido de carne da canela do boi, servido com pirão). A galinha cabidela, preparada no próprio sangue, e a feijoada pernambucana, com legumes e feijão-mulatinho, são encontradas em todo o estado. Para a sobremesa, bolo de rolo, queijo coalho com mel de engenho, cartola (banana frita com queijo-manteiga e canela) e bolo sousa leão (com massa de mandioca, ovos, leite de coco e calda quente de açúcar). Onde comer: nos restaurantes de cozinha pernambucana, como o Cozinhando Escondidinho e o Entre Amigos.

LUGARZINHO

O Poço da Panela é famoso pelos seus aristocráticos casarões do século 19 próximos ao Rio Capibaribe. Um deles abriga o Barchef (Avenida 17 de Agosto, 1893; 3204-8500), que funciona como um espaço multifuncional – mercado gourmet, delicatessen, bar e restaurante italiano ocupam salas, varandas, jardins e até a garagem do sobrado.

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SÓ TEM AQUI

Típico de Pernambuco, o bolo de rolo merece um lugar reservado na mala. Feito com massa de bolo enrolada e recheado de goiabada, o doce é encontrado na Casa dos Frios, no Bolo de Rolo JC e na Grandão do Queijo, entre outros. Dica: se não quiser deixar um recifense zangado, jamais chame o quitute de rocambole.

NOITE

Em Boa Viagem, o Entre Amigos Praia, tem chope e petiscos. Em Santo Amaro, o bar Central garante um ótimo início de noite. Para esticar, a Casa da Moeda tem blues e MPB. Funk e samba rock? Vá para o UK Pub. Já o Dowtown Pub é o point roqueiro recifense. De quinta a sábado, a Sala de Reboco tem forró. Outra atração são as festas do coletivo Golarrolê.

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