Torre Eiffel reabriu e será pintada de dourado

A atração está limitada a receber 13 mil visitantes por dia e vem passando por uma repaginação para os Jogos Olímpicos de Paris em 2024

Por Bárbara Ligero Atualizado em 20 jul 2021, 19h11 - Publicado em 20 jul 2021, 16h21

A Segunda Guerra Mundial foi a última ocasião em que a Torre Eiffel permaneceu tanto tempo desativada. O monumento pago mais visitado do mundo esteve fechado durante oito meses seguidos devido à pandemia, mas reabriu com mensagens de boas-vindas em diferentes línguas e apresentação de uma banda marcial no dia 16 de julho. Além de receber um número reduzido de 13 mil visitantes por dia (antes, eram 25 mil), a atração-símbolo de Paris exigirá a apresentação de um “passe sanitário”, que informa se o titular está vacinado contra a Covid-19 ou testou negativo para a doença recentemente. O documento faz parte das novas (e polêmicas) diretrizes do governo francês: de 21 de julho em diante todos os maiores de 18 anos deverão mostrar o passe antes de entrar em espaços e eventos com grande quantidade de pessoas. A ideia é que em agosto a regra se estenda para restaurantes e cafés, além de ônibus e trens de longa distância.

Ainda não está claro, porém, se estrangeiros também deverão portar o tal “passe sanitário”, visto que é recente a reabertura da França para viajantes vacinados, inclusive brasileiros (veja mais informações aqui). Por enquanto, as vendas de ingressos antecipados para a Torre Eiffel mostram como o turismo em Paris está diferente. As mudanças na demografia dos visitantes foram apontadas por Jean-François Martins, responsável pelo turismo da Cidade Luz. “Antes da Covid-19, eram 80% estrangeiros e 20% franceses. No ano passado, eram 80% franceses e 20% estrangeiros. Este ano também é incrível, porque é meio a meio”, disse à Agence France Press. O representante também afirmou estar ansioso pela volta dos estrangeiros. Afinal, a receita da torre caiu 75% em 2020 e o governo francês teve que injetar 60 milhões para garantir que a obra-prima de Gustave Eiffel mantivesse o seu brilho.

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Torre Eiffel será pintada de dourado

A ideia é que a Dama de Ferro esteja brilhando mais do que nunca até os Jogos Olímpicos de Paris em 2024. Desde que foi construída para a Exposição Universal de 1889, a Torre Eiffel recebe uma nova demão de tinta a cada sete anos, em média. Ela já foi pintada de vermelho (1889), marrom ocre (1892), amarelo (1899), amarelo amarronzado (1907), marrom avermelhado (1954) e marrom acobreado (1968). O trabalho costuma durar 18 meses e custar pelo menos € 4 milhões, já que é feito manualmente por 25 trabalhadores responsáveis não só pela pintura como também por uma manutenção geral nas 18 mil peças de metal que compõem os 300 metros de altura e a superfície de 250 mil metros quadrados.

Com a proximidade dos Jogos Olímpicos, porém, a atração passará por uma repaginada histórica. As 19 camadas de tinta que foram aplicadas no passado serão descascadas e substituídas por uma tonalidade mais dourada, que o próprio Gustave Eiffel desejava que a torre tivesse. A empreitada teve início em 2019, motivo pelo qual já é possível ver uma pequena diferença de cor no topo da Torre Eiffel, mas só anunciada oficialmente em fevereiro de 2021. Na ocasião, Patrick Branco Ruivo, diretor-geral da SETE, empresa que administra a atração, disse em entrevista à France 24 que o projeto custaria € 50 milhões e seria concluído até 2022, dois anos antes da realização dos Jogos Olímpicos na capital francesa.

De lá para cá, no entanto, o trabalho teve que ser interrompido por causa dos altos níveis de chumbo detectados no local, que representam um risco para a saúde dos trabalhadores. Testes estão em andamento e a pintura deve ser retomada apenas no outono do Hemisfério Norte, entre setembro e dezembro. Enquanto isso, uma parte da fachada da Torre Eiffel está tampada por andaimes e redes de segurança. Lembrando que, desde junho de 2018, o monumento também é cercado por um muro de vidro à prova de balas.

Como visitar a Torre Eiffel

Antes da pandemia, cerca de 20 mil pessoas visitavam a Torre Eiffel todos os dias. Se naquela época já era recomendado comprar o ingresso com antecedência pela internet, agora é ainda mais. O problema, além da fila, é que os ingressos estão limitados a 13 mil por dia e vêm se esgotando muito depressa. Entre 17 de julho a 29 de agosto, a atração ficará aberta diariamente das 9h30 às 22h30. Os horários de setembro em diante serão divulgados futuramente no site. De resto, a precificação continua variando de acordo com os andares que você pretende subir.

No 1º andar, a 57 metros de altura, ficam uma exposição sobre a vida de Gustave Eiffel, o famoso piso de vidro que permite fotos incríveis e o Restaurant 58 Tour Eiffel, que atualmente está fechado para reforma.

No 2º, andar, a 114 metros do chão, o visitante pode comprar lembrancinhas, comer alguma coisa na lanchonete e aproveitar para ir ao banheiro. Do andar, já é possível ter uma visão clara de pontos importantes da cidade, como o Louvre, o Grand Palais, partes do rio Sena e a Catedral de Notre-Dame. O destaque do andar é o restaurante Jules Verne, estrelado pelo Guia Michelin e comandado pelo MasterChef Frédéric Anton.

No 3º – e último – andar, localizado a 324 de altura, se tem a vista mais completa da cidade, que, dependendo da neblina, pode dar uma visão de até 60 km de raio de Paris. Além do observatório, no topo da torre fica uma réplica do escritório de Gustave Eiffel e o Champagne Bar, ainda fechado por conta da pandemia.

Confira os preços dos ingressos:

Adultos (maiores de 24 anos)  Jovens (12 a 24 anos) Crianças (de 4 a 11 anos) Abaixo de 4 anos
Acesso ao 1º e 2º andar de elevador 16,70 8,40 4,20 Gratuito
Acesso ao 1º, 2º e 3º de elevador 26,10 13,10 6,60 Gratuito
Acesso ao 2º andar de escadas (*) 10,50 5,20 2,60 Gratuito
Acesso ao 2º andar de escadas e ao 3º andar de elevador (*) 19,90 9,90 5,00 Gratuito

(*) Tipo de ingresso vendido apenas nas bilheterias do local.

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