Além-mar Rachel Verano rodou o mundo, mas foi por Portugal que essa mineira caiu de amores e lá se vão, entre idas e vindas, quase dez anos. Do Algarve a Trás-os-Montes, aqui ela esquadrinha as descobertas pelo país que escolheu para chamar de seu

Minha querida Aix-en-Provence é ideal para explorar a Provence

A encantadora Aix-en-Provence, cidade de Paul Cézanne, é a base perfeita para explorar a Provence

Por Rachel Verano Atualizado em 16 jul 2019, 18h08 - Publicado em 16 jun 2017, 21h37
Place de la Mairie: o coração de Aix ainda mais colorido com a feira de flores
Place de la Mairie: o coração de Aix ainda mais colorido com a feira de flores Bruno Barata/Reprodução

Alguns anos atrás, logo que me mudei para Aix-en-Provence, onde vivi por um ano e meio, eu escrevi um texto com muitas razões para fazer de Aix a base ideal em uma escapada na Provence.

Eu era suspeita para falar. Tinha acabado de alugar uma casinha linda no centro histórico, estava aprendendo francês, andando de bicicleta e mergulhando no universo das feiras de rua.

Pois bem. Agora, com a distância de alguns anos e já morando em outro país eu reafirmo: Aix é mesmo a melhor base na Provence. E um dos meus cantinhos preferidos no planeta.

A Place Albertas, no centro histórico da cidade: bela arquitetura
A Place Albertas, no centro histórico da cidade: bela arquitetura Bruno Barata/Reprodução

Poderia haver mil motivos para dizer isso. O clima de cidade do interior mesmo com o tamanho (cerca de 200 mil habitantes), a arquitetura, os mercados de rua, as mil fontes, a localização estratégica para explorar das praias da Côte D’Azur aos vilarejos do Luberon, o astral de cidade universitária, os museus, os restaurantes estrelados…

Mas eu vou focar noutro ponto, este menos passível de avaliações sensoriais: Aix é a cidade de Paul Cézanne. Ponto. Junte isso a todas as descrições anteriores e… voilá!

A placa com a Letra C: identifica os lugares relacionados a Cézanne em Aix
A placa com a Letra C: identifica os lugares relacionados a Cézanne em Aix Bruno Barata/Reprodução

Cézanne nasceu em Aix em 1839. Viveu em vários endereços da cidade. Estudou em Aix. E pintou – muito – por lá. A Montanha de St-Victoire, que emoldura a paisagem da cidade, foi sua grande musa inspiradora.

A Montanha de Sainte-Victoire e sua inconfundível forma de triângulo, vista de um mirante onde Cézanee costumava pintar: musa inspiradora
A Montanha de Sainte-Victoire e sua inconfundível forma de triângulo, vista de um mirante onde Cézanee costumava pintar: musa inspiradora Bruno Barata/Reprodução
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Apenas nove de seus trabalhos originais estão em sua cidade natal, no Musée Granet. Mas é nas ruas que se vive Cézanne. Sabendo disso, o turismo da cidade organizou a Rota Cézanne – e marcou todos os pontos da cidade que lhe dizem respeito com uma letra C dourada.

A fachada do Les Deux Garçons: o restaurante preferido do mestre
A fachada do Les Deux Garçons: o restaurante preferido do mestre Bruno Barata/Reprodução

Ela está lá em todas as suas casas. No cemitério onde está enterrado, o de Saint-Pierre. No primeiro colégio que frequentou, o Mignet. Em seu restaurante preferido, o Les Deux Garçons, em pleno Cours Mirabeau, em funcionamento desde 1792.

A fachada do Atelier Cézanne: nos domínios do mestre
A fachada do Atelier Cézanne: nos domínios do mestre Bruno Barata/Reprodução

Mas de todas as atrações a mais impressionante é o Atelier Cézanne. Entrar no estúdio onde ele pintou até morrer (em 1906) é como entrar em seus quadros.

Objetos no estúdio de Cézanne: como entrar em seus quadros
Objetos no estúdio de Cézanne: como entrar em seus quadros Bruno Barata/Reprodução

Está ali a mesma luz, os mesmos objetos. Vê-se tudo pelos mesmos ângulos retratados pelo mestre.

Acesso ao mirante de Cézanne: segredo bem guardado
Acesso ao mirante de Cézanne: segredo bem guardado Bruno Barata/Reprodução

Um pouco acima do museu fica escondida uma preciosidade pouco conhecida: em um labirinto de casarões residenciais fica o mirante que se abre para a montanha de Sainte-Victoire, onde Cézanne pintou várias de suas obras. Réplicas de algumas delas estão lá, no ponto exato escolhido pelo pintor. E ainda tem as feiras, os restaurantes estrelados, os museus…

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