João Pessoa: roteiros, hotéis, restaurantes e mais

Site: http://joaopessoa.pb.gov.br População: 723.514 hab DDD: 83 Distância de outras cidades: Campina Grande 135 km, Recife 136 km, Natal 184 km

Atenção: a pandemia pode ter afetado o funcionamento de atrações e restaurantes. Antes de sair de casa, pesquise nas redes sociais ou ligue para confirmar o funcionamento

Por Mirela Mazzola


Capital mais a leste do Brasil (a Ponta do Seixas, ponto mais oriental do continente americano, fica aqui), João Pessoa é melhor aproveitada pelos madrugadores. O sol nasce por volta de 5h e se põe perto das 17h – apesar de respeitar o horário de Brasília, geograficamente a cidade poderia estar no fuso de Fernando de Noronha,
de uma hora a mais.

Não faltam predicados para colocar João Pessoa entre as cidades mais interessantes do Nordeste. A capital paraibana é uma das mais antigas do país, de 1585 – abra ao menos meio dia na agenda praiana para conhecer o Centro Histórico. A ocupação da orla, por sua vez, é mais recente, pontuada por prédios com altura limitada nas áreas mais perto do mar. 

Vale acordar cedo para fazer caminhadas e passeios de barco no trecho urbano ou escapar para as praias mais bonitas dos arredores: Tambaba (a primeira praia de nudismo do Nordeste; há trechos não-naturistas) e Coqueirinho, ao sul, no município de Conde; Miriri e Oiteiro, ao norte, em Rio Tinto. 

Por fim, assista a um pôr do sol na Praia do Jacaré, às margens do Rio Paraíba, em Cabedelo. Mais clássico passeio local, é quando Jurandy do Sax aparece em um barquinho e toca o Bolero, de Ravel, emocionando muita gente (é possível ver a apresentação da mureta da orla ou dos barcos de dois andares, com direito à canja de Jurandy antes ou depois do bolero; quem estiver sem carro pode contratar o passeio da Luck Receptivo). Precisa de mais um motivo para conhecer a região? João Pessoa costuma ter preços mais amigáveis que a média dos destinos nordestinos. 

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Melhor época para visitar João Pessoa

A temperatura média na cidade é alta o ano todo, mas, entre março e agosto, época das chuvas, as médias caem um pouco e as águas ficam mais turvas (os tons azul-turquesa e esverdeados coincidem com o verão e a primavera, mais secos). Na semana que antecede o Carnaval, a cidade sedia o Folia de Rua, evento que funciona como aquecimento para carnavais maiores, como os de Olinda e Salvador. A festa dura oito dias, terminando apenas na sexta-feira anterior ao feriado. 

Como chegar a João Pessoa

O Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto fica no município de Bayeux (a 14 km do Centro de João Pessoa e a 25 km da orla) e recebe voos das principais capitais brasileiras – em geral as pessoas saem de lá de táxi. A rodoviária fica perto do Centro e, logo em frente, há um terminal de ônibus urbano, com linhas para toda a cidade. Para quem viaja de carro, a BR-101 é o melhor caminho – duplicada desde Pernambuco, ao sul, e desde Natal, ao norte. Do interior, a BR-230, duplicada desde Campina Grande, leva à capital.

Como circular em João Pessoa

É fácil se deslocar na cidade. As principais atrações (a orla e o Centro Histórico) são ligadas pela Avenida Epitácio Pessoa. Para as praias mais distantes, como Tambaba e Coqueirinho, ao sul, pegue a PB-008 — asfaltada até Tambaba. Ao norte, a BR-230 vai até o município de Cabedelo. Para as praias mais ao norte do estado, como a Barra de Mamanguape, é preciso pegar a BR-101.

O que fazer em João Pessoa

Praias, piscinas naturais e o peixe-boi marinho 

Ao sul, a 30 quilômetros do Centro, Barra do Gramame é dividida em duas partes pelo rio de mesmo nome – em ambas há barracas. No encontro com o mar, forma-se uma bonita paisagem com a sequência de coqueiros e falésias ao fundo. A mesma estrada, asfaltada, leva à Praia do Sol, movimentada na parte central, onde há barracas, e mais tranquila dos cantos direito e esquerdo. O mar é calmo em Jacarapé (conhecida ainda como Camurupim), com pedras e belas falésias. Muita gente vai à Praia de Penha só para conhecer o Santuário Nossa Senhora da Penha, de 1763, na parte de cima da falésia – uma longa escadaria leva da igreja à praia, onde há quiosques e barracas. Bom lugar para se isolar, a Praia do Arraial tem mar tranquilo e áreas com recifes e falésias ao longo da orla. O acesso é a pé a partir de Penha ou Jacarapé. 

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A orla é animada na Praia do Seixas, frequentada por moradores que curtem forró nas caixas de som. Ela é famosa por ser o ponto mais oriental das Américas (Ponta do Seixas), onde há piscinas naturais formadas por arrecifes e corais (a 15 minutos de barco, com saída da própria praia). A Cliotur opera o passeio de catamarã, a partir de Tambaú. Ao norte da Praia do Seixas fica o Farol do Cabo Branco – ali começa a orla urbana de João Pessoa. A praia de Cabo Branco tem areia branca e fofa, com poucas ondas e coqueiros, e calçadão pontuado por barracas. Ela é contígua a Tambaú, a mais famosa entre as praias urbanas da capital – com águas calmas e mornas e faixa de areia fina, tem o calçadão disputado dia e noite por causa de seus quiosques e áreas para esportes. Na ponta esquerda, em frente ao antigo Hotel Tambaú, fica a Feirinha de Tambaú, de artesanato e quitutes regionais. Na Avenida Senador Rui Carneiro está o Mercado de Artesanato Paraibano (MAP), um prédio de dois andares com lojinhas que vendem peças de algodão colorido, artesanato de cerâmica e madeira, peças de couro, rendas, redes e cachaças. De Tambaú também saem os passeios para as piscinas naturais de Picãozinho. Na maré baixa, chega-se a elas em 15 minutos de barco (combine o valor com os barqueiros, que também alugam máscara e snorkel). A central Manaíra é menos frequentada – a bela linha de coqueiros e a longa faixa de areia são boa opção para quem quer sossego. Mais bonita na orla urbana, a Praia do Bessa é cercada por coqueiros e vegetação de restinga (há barracas desmontáveis para venda de bebidas, escolas de surfe e kitesurfe). 

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Na região metropolitana de João Pessoa, o município de Cabedelo também tem seu litoral. Ele começa na movimentada Intermares, que intercala trechos de calçadão e restinga – o mar é bom para o surfe. Depois dela, a Ponta de Campina é bem mais tranquila, com poucas barracas e vegetação de restinga. A areia é boa para caminhar, enquanto o mar favorece a prática de kitesurfe. O agito volta na Praia do Poço, que tem uma escola de vela e aluguel de jet ski, além das ruínas da Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes. Dali parte o passeio até a Ilha de Areia Vermelha, um banco de areia grossa e avermelhada que aparece na maré baixa, com piscinas naturais, bar flutuante e uma linda vista para a orla de João Pessoa. É possível combinar com barqueiros, na própria praia, ou embarcar no passeio das agências Cliotur e Luck a partir do hotel. A ilha fica em frente à Praia de Camboinha, de onde também partem os passeios. Na orla, larga faixa de areia e ventos constantes. Trecho pequeno e sossegado antes da Praia Formosa, Areia Dourada também tem mar calmo, pequenas dunas e areia avermelhada e fofa. Sede de uma pequena marina, Formosa quase não tem ondas (é protegida por uma barreira de recifes) e é uma das preferidas de quem anda de jet ski ou pratica windsurfe. 

Já no município de Lucena, com acesso mal sinalizado (pergunte na cidade), Bonsucesso é quase selvagem. Apesar da água escura, o mar é bom para banho. Atravessando o trecho mais raso do Rio Miriri, chega-se a uma trilha de 10 minutos que leva às ruínas da Igreja de Nossa Senhora de Bonsucesso, do século 16. Na cidade de Rio Tinto, a Praia de Miriri costuma ser pouco frequentada devido à dificuldade de acesso (a partir da Praia da Campina, ao norte, é preciso seguir por estrada arenosa). A paisagem impressiona: o rio que dá nome ao local corta o trecho norte, onde há falésias coloridas. A próxima enseada é Oiteiro, também deserta. Procurada por surfistas, tem coqueiros, pequenas dunas e vegetação de restinga (a estrada de acesso é a mesma que leva a Miriri). Com uma pacata vila de pescadores, Campina tem ondas boas para surfe, ventos fortes, pequenas dunas de areia clara e falésias (barracas e vendedores aparecem apenas na alta temporada e no Carnaval). 

Ao norte, a quase 70 quilômetros da capital, Barra de Mamanguape pertence a uma área de proteção ambiental e tem alguns restaurantes, uma vila de pescadores e mar calmo, protegido por recifes – o trecho onde o Rio Mamanguape encontra o mar é lindo. Ali também fica a sede do projeto Viva o Peixe-Boi Marinho, que inclui um pequeno museu (9h/16h, grátis). É possível ainda fazer dois passeios de barco com os guias da Associação de Artesãos e Guias de Ecoturismo de Barra do Mamanguape, na entrada do centro de visitantes – o primeiro faz o circuito do peixe-boi, para ver esses mamíferos ameaçados de extinção (R$ 20), e o segundo é mais completo, com uma tour pela região (R$ 40). O acesso é pela BR-101, sentido Natal, com saída à direita no km 51, para a PB-033. Dali, é preciso pegar cerca de uma hora de uma estrada de terra. 

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Passeio de bugue ou van 

A agência Cliotur opera os passeios de van, enquanto o roteiro de bugue (que, na verdade, percorre poucos trechos pela areia) pode ser agendado na Cooperbuggy.

  • Litoral Sul
    Passa pelas mais bonitas paisagens do litoral paraibano, com saída da capital por volta de 8h30 rumo à cidade de Conde, passando pelas praias de Barra do Gramame, Amor, Jacumã, Tabatinga, Coqueirinho e Tambaba. Há paradas para banho e almoço, e o retorno ocorre às 17h30.

  • Litoral Norte
    Há duas opções de roteiro: praias urbanas da capital e de Cabedelo, passando pela Associação Guajiru (projeto de preservação de tartarugas marinhas), pela Fortaleza de Santa Catarina e pelo marco zero da Rodovia Transamazônica; e travessia do rio Paraíba de ferry boat até a praia de Costinha, em Lucena, com visitas ao Museu das Baleias (Cabedelo foi um dos principais polos pesqueiros do país até a sua proibição) e à Igreja de Nossa Senhora da Guia (além de paradas para almoço e banho em uma das praias do município). 

Passeios históricos e culturais 

Centro histórico
O conjunto arquitetônico de João Pessoa, fundada em 1585, merece no mínimo meio dia de passeio. A Praça João Pessoa, na chamada Cidade Alta, abriga o Palácio da Redenção, de 1586, sede do governo estadual. Siga pela Rua Duque de Caxias, passe pela Praça Vidal de Negreiros, onde está o prédio do antigo Paraíba Palace Hotel. Na Praça Pedro Américo, você pode conhecer por dentro o Theatro Santa Roza, de 1889, com agendamento prévio. Pegue a Avenida General Osório até chegar ao Mosteiro de São Bento, de 1600. 

Na Praça Dom Adauto fica a Igreja Nossa Senhora do Carmo, de 1592, além da Capela de Santa Tereza D’Ávila, do século 18, e do Palácio do Bispo, sede da Arquidiocese da Paraíba – ambos com visitas externas. Em frente, o Casarão do Azulejo, do século 18, também só pode ser visto por fora – trata-se da antiga residência de um comendador, com ladrilhos portugueses trazidos do Porto. Siga pela Rua Visconde de Pelotas até o fim e entre na Rua Dom Ulrico à esquerda para encontrar o Centro Cultural São Francisco, principal atração histórica da cidade.

Formado pela Igreja de São Francisco e pelo Convento de Santo Antônio, é o mais importante conjunto de arte barroca da Paraíba, erguido a partir de 1588. A visita, que pode ser guiada (40 minutos), começa pelo claustro e segue para a Igreja de São Francisco, onde está um dos mais belos púlpitos do mundo, segundo a Unesco. Na sequência vem a parte mais rica da construção: a capela da Ordem Terceira de São Francisco, com talha dourada nos altares e uma pintura ilusionista barroca retratando a Glorificação dos Santos Franciscanos no teto. Subindo pela escadaria, chega-se a dois museus simples – de arte popular e sacra, com imagens e esculturas de madeira – e ao coro de jacarandá, de 1791.

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Saindo dali, a Ladeira São Francisco dá acesso à Cidade Baixa. Na própria ladeira fica a Casa da Pólvora, com paredes e teto originais de 1710 (fechada na pandemia). Ao final dela, siga pela Rua Padre Antônio Pereira para conhecer a Praça Antenor Navarro, com casario colonial tombado pelo Iphan, e, na sequência, a Igreja de São Frei e Pedro Gonçalves, de 1843, e o antigo Hotel Globo, de 1929 (apenas visita externa). Recém-restaurado, o belo casarão do Museu do Artesanato Paraibano Janete Costa (Casa do Artista Popular) abriga um rico panorama do artesanato no estado – o acervo guarda peças de cerâmica, esculturas, tapeçaria, xilogravuras, rendas e bonecos de pano. A produção é explicada por monitores.

Na orla, a Estação Cabo Branco, projetada por Oscar Niemeyer, fica pertinho do Farol do Cabo Branco, ponto mais oriental das Américas – dá para combinar as duas visitas. O centro cultural abriga exposições e mostras temporárias de ciências e arte. No jardim, distribuem-se esculturas do artista plástico Abelardo da Hora. 

No município de Cabedelo, a Fortaleza de Santa Catarina (Rua Francisco Serafim, s/nº, Praia Ponta de Matos, 83/98864-7620, 8h30/17h), de 1589, já foi reconstruída cinco vezes. O passeio começa na austera capela e segue pela antiga prisão, usada agora como galeria de arte, e pelos alojamentos, com gravuras da época. Corredores entre paredes de pedra levam até a parte superior, onde canhões apontam para o mar (há visitas guiadas).

Seguindo para o norte, na cidade de Lucena, a Igreja de Nossa Senhora da Guia foi erguida em 1591 – a fachada exibe traços do barroco tropical, com plantas e frutas típicas retratadas com esmero (depois de atravessar o Rio Paraíba de balsa, siga as indicações a partir do porto).  

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Roliúde nordestina

Há mais de 90 anos, o município de Cabaceiras, a 190 quilômetros de João Pessoa, descobriu um talento: o cinema. A cidade do Cariri Paraibano já foi cenário de mais 50 produções – a primeira foi o curta Sob o Céu Nordestino, de 1929, passando por sucessos como O Auto da Compadecida (1998), Cinema, Aspirinas e Urubus (2005) e a série da Globo Onde Nascem os Fortes (2018). Características como o casario conservado do século 18, a vegetação de caatinga e a escassez de chuva explicam a vocação para set de filmagem do município. Também contribui a receptividade dos moradores, habituados às gravações e que frequentemente participam da figuração e da produção atrás das câmeras. 

Cartão-postal da cidade, o Lajedo de Pai Mateus é uma elevação rochosa de aproximadamente 1,5 km², com cerca de cem grandes pedras arredondadas, que deixam a paisagem com um quê extraterrestre. O nome se deve ao ermitão que teria habitado a área do século 18. Na pandemia, a cidade chegou a ficar fechada para o turistas, mas a visitação vem sendo retomada: os receptivos Cliotur e Luck têm uma tour de um dia a partir de João Pessoa. Para quem prefere ir por conta própria, em Cabaceiras há hotéis e pousadas e guias autorizados, obrigatórios para a visita ao Lajedo (veja a lista). 

Hotéis em João Pessoa 

Com preços em geral mais baixos que outras capitais do Nordeste, João Pessoa abriga unidades de bandeiras nacionais, como Best Western, Quality (ambos bem-localizados em Tambaú) e Ibis (a poucos passos da praia de Cabo Branco), além da rede paraibana Nord, com seis endereços na orla urbana – o mais elegante é o Nord Luxxor Tambaú. No mesmo bairro, perto de restaurantes e em frente à praia, o Laguna Praia Hotel repete a estrutura das hospedagens da orla, em prédios baixos com piscina na cobertura e frente voltada para o mar.

Em Manaíra, o Verdegreen tem práticas reconhecidamente sustentáveis, como uso de energia solar, horta orgânica e empréstimo de bicicletas. Os quartos dispõem de ar-condicionado, mesa de trabalho e cofre. Inaugurado em 2018, o LS Hotel tem três restaurantes e um bonito solário com deque, pergolado e piscina de raia. Alternativa mais acessível no bairro, o Village Confort está a um minuto de caminhada do restaurante Mangai e a quinze da Feirinha de Tambaú. 

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Em Cabo Branco (mas não tão perto do movimento do centro da praia), o Hotel Cabo Branco Atlântico funciona em uma construção moderna, com piscina de borda infinita e sauna com jacuzzi de frente para a praia. A um quilômetro dali, o Hardman Praia Hotel também tem piscina e alguns quartos com varanda frente mar. Com decoração mais atual que a maioria dos hotéis da cidade, o Infinity at the Sea by Welkom funciona em sistema multipropriedade (quando alguns apartamentos são vendidos a mais de um dono, que dividem a ocupação ao longo do ano) – os quartos dispõem de cozinha americana e podem acomodar até quatro pessoas. A três quadras da praia, o Xilo Design Hotel também foge do padrão local, com quartos decorados com frigobar retrô, cadeiras estilo acapulco e obras de arte. 

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Restaurantes em João Pessoa

Apesar de estar no litoral, a capital da Paraíba tem bons representantes da cozinha sertaneja. Carne de sol, galinha caipira, arroz de leite, rubacão (feijão, arroz, charque, queijo e legumes), baião de dois, fava, buchada e sarapatel (refogado de miúdos de porco ou de bode) compõem o banquete vigoroso. Para sobremesa, aparecem doces como o queijo coalho assado com mel de engenho. Muitas dessas receitas podem ser provadas – em uma mesma refeição, inclusive – no restaurante Mangai. Quase uma instituição local, com filiais em Natal, Recife, Brasília e São Paulo, o bufê regional também serve vários pratos a la carte. Ainda em Manaíra, onde está boa parte dos restaurantes da cidade, o NAU Frutos do Mar pertence ao mesmo grupo e tem receitas fartas à base de pescados em ambiente elegante. Os camarões refogados na manteiga com arroz cremoso de manjericão gratinado com mussarela estão entre os mais pedidos.

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Uma boa novidade no bairro é o Reserve Garden – o agradável jardim lembra uma estufa de plantas e reúne café, empório e restaurante – entre as releituras regionais do menu está o risoto de parmesão com feijão-verde, queijo coalho assado e carne de sol na manteiga com azeite trufado. No intimista Quintal Restô, o chef Filipe Rodriguez serve um menu-confiança com reserva em uma casa de esquina (a entrada é pela Rua Virgolvino Florentino Costa) – entre as criações com apresentação contemporânea pode aparecer lagostinha grelhada com creme de aspargos frescos. Dentro do LS Hotel, o variado Adega é o antigo Adega do Alfredo, bastante tradicional na cidade. 

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Em Tambaú, o informal Tábua de Carne é a pedida para provar a carne de sol do Picuí, município conhecido pela tradição do ingrediente, com acompanhamentos como arroz de leite e macaxeira. Se em meio a tanta culinária regional bater aquela vontade de comida italiana, vale apostar na Appetito Trattoria, no mesmo bairro. No fim da orla de Cabo Branco, o Gulliver Mar tem um bonito salão à beira-mar onde circulam pratos como o camarão empanado com risoto de limão-siciliano.

Sugestão de roteiro em João Pessoa

Cinco dias é tempo de sobra para conhecer João Pessoa e as mais belas praias do litoral paraibano. Comece pelo reconhecimento da orla da capital e escolha a sua favorita entre Seixas – com direito a passeio às piscinas naturais e visitas ao Farol e à Estação Cabo Branco –, Cabo Branco, Tambaú, Manaíra e Bessa. No fim de tarde, vale dar uma olhada na Feirinha de Tambaú antes de jantar no NAU Frutos do Mar.

No dia seguinte, munido da tábua das marés, rume até Tambaú, para fazer o passeio até as piscinas naturais de Picãozinho, ou até as praias do Poço e Camboinha, de onde saem os barcos para a Ilha de Areia Vermelha – também é possível sair do hotel com agências de receptivo. Depois, programe-se lembrando que o dia termina cedo e vá até a Praia do Jacaré, no Rio Paraíba, assistir ao pôr do sol ao som Bolero, de Ravel, interpretado por Jurandy do Sax. Curta um forró ali mesmo, nos barcos de dois andares, ou volte à capital para provar a carne de sol do Tábua de Carne.

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O terceiro dia pode começar a bordo de um bugue ou van para as praias do município de Conde, como Tambaba e Coqueirinho, ou rumo ao norte, para Barra do Mamanguape, área de proteção ambiental onde fica o projeto Viva o Peixe-Boi Marinho – ali o mar encontra o rio Mamaguape, em um dos pontos mais belos da costa. À noite, caminhe pelo calçadão e petisque em algum dos quiosques de Tambaú e Cabo Branco.

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Vale dedicar o penúltimo dia ao Centro Histórico, com paradas no Centro Cultural São Francisco e no Museu do Artesanato Paraibano Janete Costa, que abriga um rico panorama do artesanato no estado. O Mangai é uma boa pedida para almoçar; no jantar de despedida aposte no Quintal Restô (que exige reserva). No dia de voltar, aproveite para dedicar mais tempo a uma das praias da orla urbana ou, se a maré estiver baixa pela manhã, ir até as piscinas naturais que não conseguiu conhecer.

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