Salto é opção de bate-volta a duas horas de São Paulo

Parada do Trem Republicano e parte do Roteiro dos Bandeirantes, a vizinha menos conhecida de Itu coleciona atrações em torno do Rio Tietê

Por Caroline Dalla Vecchia Atualizado em 22 out 2021, 14h07 - Publicado em 21 out 2021, 08h00

Quando tudo ainda era mato, os bandeirantes desbravavam o interior de São Paulo à procura de ouro e prata e abriam caminhos por onde, aos poucos, foram surgindo pequenos povoados. Herança desse tempo, o chamado “Roteiro dos Bandeirantes” passa por uma porção de cidades turísticas, muitas delas com nomes de origem indígena: Santana do Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, Araçariguama, São Roque, Cabreúva, Itu, Salto, Porto Feliz e Tietê. A maior parte do trajeto deve ser percorrido de carro, mas desde 2020 é possível fazer a pernada entre Itu e Salto em 40 minutos a bordo do Trem Republicano, cujas passagens custam de R$ 15 a R$ 131. Os gigantismos de Itu nem precisam ser apresentados aos paulistas, mas ainda resta a dúvida: o que raios há para fazer em Salto?

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Roteiro para quem chega de trem

Ao desembarcar do Trem Republicano na estação ferroviária, basta caminhar por menos de dez minutos para chegar à Ponte Estaiada, onde um elevador panorâmico leva para um mirante de vidro a 48 metros de altura. Depois de fazer esse primeiro reconhecimento de Salto, siga por mais um quarteirão até o Pavilhão das Artes, teatro a céu aberto da década de 1960 que ainda recebe eventos culturais em seu palco às margens do Rio Tietê. Repare que, no meio do curso d’água, foi construída a artificial Ilha dos Amores, espécie de pracinha com coreto e estátua de um casal apaixonado.

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Bem ao lado, o Rio Tietê forma a sua maior queda d’água, a Cachoeira do Ytu-Guaçu ou Cachoeira do Salto Grande, que está intimamente ligada à história local. Afinal, foi em torno dela que o capitão Antônio Vieira Tavares fundou o Sítio Cachoeira que, futuramente, se tornaria a cidade de Salto em si. A força hidráulica também foi crucial para a instalação das primeiras tecelagens e o desenvolvimento econômico da região. Dentro do Complexo da Cachoeira, o Memorial do Rio Tietê se encarrega de explicar os aspectos geológicos do rio que, ironicamente, o inundou em 2020. As instalações foram danificadas pela enchente e se encontram fechadas para restauração, mas a visita ao complexo ainda é válida para admirar a fachada da antiga Fábrica de Tecidos Brasital SA.

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Na sequência, atravesse a vertiginosa Ponte Pênsil em direção ao Caminho das Esculturas, que reproduzem os principais personagens da fundação da cidade, e ao Parque Natural Ilha da Usina. Com fauna e flora intocadas desde a década de 1920, quando foi aberto o canal da Hidrelétrica de Porto Goés, a ilha artificial é recortada por uma passarela suspensa onde foram instalados um mirante e um auditório com informações sobre o meio ambiente, as fontes de energia renováveis e a história da região. Dali, são apenas 15 minutos de caminhada de volta à estação do Trem Republicano.

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Roteiro para um bate-volta de carro

As atrações de Salto não cabem apenas em uma parada de trem. Com mais tempo na cidade, que fica a menos de duras horas de carro de São Paulo, os visitantes podem continuar o passeio descrito acima visitando a Praça Antônio Vieira Tavares, a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Monte Serrat e o Museu da Cidade de Salto “Ettore Liberalesso”, instalado em um bonito casarão.

Depois, vale dirigir por cerca de cinco minutos até o Parque de Lavras, que tem trilhas, um relógio de sol e o conjunto histórico-arquitetônico da antiga Usina de Lavras, segunda hidrelétrica a ser construída no leito do Rio Tietê, em 1906.

Logo em frente ao parque está o Monumento à Nossa Senhora do Monte Serrat, que já foi o maior monumento erguido à Virgem Maria no Brasil. Do seu mirante, a 30 metros de altura, é possível seguir com os olhos o percurso que o Rio Tietê traça entre o relevo do estado de São Paulo.

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Do outro lado da cidade ainda há uma atração didática para a criançada, o Parque da Rocha Moutonnée. A pedra em questão é um importante vestígio geológico porque contém arranhões que comprovam a existência de geleiras na região durante a Era Paleozoica – porém, ela foi lapidada pelos primeiros habitantes de Salto e usada para pavimentar as ruas, restando um pedaço relativamente pequeno da rocha original. Por isso, a atração do parque acabou virando as trilhas com painéis explicativos que contam a evolução da vida na Terra, das primeiras bactérias aos seres humanos, e as noves réplicas de dinossauros da Era Mesozoica que se movimentam e emitem sons. 

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Patrimônio Gastronômico

Deveria ser proibido ir embora de Salto sem provar a tradicional empada frita. A receita existe pelo menos desde 1940, quando mulheres apelidadas de “empadeiras” fritavam os quitutes para vendê-los nas festas e nos bares de Salto. No Restaurante Scallet, as empadas de diversos sabores são fritas na hora.

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