Topless, bebida, cigarro, maconha: o que pode e não pode em NY?

Antes de vir para Nova York, você precisa se inteirar sobre algumas regras que a cidade adota sobre esses quatro assuntos - melhor não passar vexame, né?

Vendo a programação de Nova York em agosto último, me deparei com o GoTopless Day, uma marcha em favor da igualdade de direitos entre todos, independente do gênero. E, neste ano, o dia caiu exatamente no Women’s Equality Day, em 26 de agosto, dia em que as mulheres conquistaram o direito ao voto nos EUA (1920). Veja fotos do evento deste ano aqui.

Pode mostrar os seios em Nova York?

Sim, é completamente legal você andar sem camisa por aqui, independente se é homem, mulher ou de outro dos 30 gêneros reconhecidos na cidade. Inclusive, nos dias de calor, os parques são tomados por pessoas com roupas de banho, lingerie e também fazendo topless.

Eu, particularmente, não me sinto ainda super à vontade para fazer isso em Manhattan, porém, desde que me mudei pra cá, tenho aprendido a me desvencilhar da ideia da “obrigatoriedade do sutiã”. Aqui, no verão e na primavera, as mulheres andam bem mais confortáveis, independente da cor ou do tecido da roupa que estejam vestindo.

Pode tomar bebida alcoólica na rua?

Essa foi uma das coisas que mais me impressionou quando mudei, além de não poder beber na rua, é proibido carregar bebidas alcoólicas “descobertas”, ou seja, elas sempre devem estar em sacolas foscas ou embrulhadas em papel.

Se o pessoal respeita essa regra? Boa parte não. Muita gente bebe nos parques e praias de NY – sim, elas existem e são frequentadas -, alguns apenas disfarçam, colocando a bebida em outros recipientes.

Uma das poucas exceções de lugares abertos em que é legal beber, é ao redor do Shake Shack do Madison Square Park. Você pode comprar cerveja e vinho na lanchonete e tomar tranquilamente nas mesinhas e cadeiras de metal. Em uma noite quente, é um programão.

Outra curiosidade envolvendo bebidas alcoólicas é que, quando cheguei aqui, em julho de 2016, era proibida a venda delas antes do meio dia aos domingos. Eu descobri isso em um brunch, onde pedi uma Mimosa (suco de laranja com espumante) e um garçom me explicou a proibição, “sabe como é, domingo de manhã é dia de missa”, disse brincando.

Mas em setembro a regra mudou e os lugares que servem brunch em NY foram autorizados a vender bebidas alcoólicas a partir das 10h. Ou seja, se você quiser tomar bons drinques clássicos, como Bellini e Bloody Mary, não adianta chegar muito cedo. 😉

É proibido fumar! Em todas as praças, praias, jardins, piscinas públicas, museus, restaurantes, bares… (Jeffrey Zeldman/Flickr/Creative Commons/Flickr)

É proibido fumar em Nova York?

Ver alguém fumando por aqui é bem mais raro que no Brasil e, dependendo do bairro, é mais fácil você sentir o cheiro de maconha que de tabaco. Em Nova York é proibido fumar em parques, praças, praias e piscinas públicas, além de, assim como no Brasil, não ser permitido em lugares fechados, como bares, restaurantes e museus.

Mais que isso, só maiores de 21 anos podem comprar e consumir cigarros e bebidas alcoólicas. E os estabelecimentos sempre pedem um documento de identidade que ateste a sua idade – no caso de turistas, o melhor é andar com o passaporte, visto que alguns locais não aceitam a CNH e muito menos o RG.

Fumar maconha, pode? E o que é o leite de maconha?

Quanto a maconha, em Nova York ela é descriminalizada, ou seja, se você for pego uma vez, portando até 25 gramas, não vai ser preso, porém, precisa pagar uma multa, que fica mais cara em caso de reincidência e que, após a terceira vez, pode te levar para a prisão por alguns dias. A venda de maconha em NY só é legalizada para fins medicinais, para pacientes com doenças muito graves ou em estado terminal, em locais autorizados pelo governo e com um controle bem rígido.

Mas não se assuste se você encontrar produtos como “leite de maconha”, visto que eles não têm THC, a substância alucinógena da planta, ou então, têm um nível muito baixo dela, que não “dá barato”. Essa, inclusive, é uma alternativa que muitos novaiorquinos que não consomem produtos de origem animal, nem soja, estão adotando. Por isso, é cada vez mais comum encontrá-los nas prateleiras dos mercados.

Eu disse que era polêmico, né? 😉

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