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Minas Gerais: 5 cachoeiras em Aiuruoca, Gonçalves e Bueno Brandão

As cachoeiras mais incríveis – e geladas – do sul de Minas; veja como chegar e modos de usar

Por Fernando Leite Atualizado em 8 set 2021, 17h20 - Publicado em 1 fev 2018, 13h32

Marca registrada de Minas Gerais, as montanhas estão presentes em todo seu vasto território. Na rabeira delas, sempre há cachoeiras para não apenas embelezar o cenário, como garantir momentos que vão da aventura ao relaxamento total. Nesse post, focamos apenas nas quedas d’água do sul do estado, que já é uma região bem abrangente, próxima das divisas com São Paulo e Rio de Janeiro.

1 – Cachoeira dos Garcias – Aiuruoca

Cachoeira dos Garcias no Parque Estadual do Papagaio, em Aiuruoca, Minas Gerais
Cachoeira dos Garcias no Parque Estadual do Papagaio, em Aiuruoca, Minas Gerais. Crédito: Guilherme Andrade

Inserida no Vale dos Garcias, dentro do Parque Estadual do Papagaio, uma área repleta de quedas d’água e trilhas para caminhar, a Cachoeira dos Garcias assume-se com grande protagonismo na região. Com 30 metros de queda, é visualmente bonita e tem um poço para banho meio traiçoeiro devido a sua profundidade de 5 metros.

Prefira visitá-la em dias ensolarados, ou melhor, em uma sequência de dias sem chuva, uma vez que dirige-se por 17 km em estrada de terra, com trechos íngremes e escorregadios. O percurso tem trechos com cascalho, mas às vezes não dão conta e ainda ferem o protetor de carter. O acesso à trilha se dá junto a um bar – geralmente veículos sem tração não conseguem chegar até ele e precisam estacionar um pouco antes. A trilha é íngreme e em descida, sem dificuldade extrema, mas necessitando cuidados.

A Cachoeira dos Garcias é a primeira do Ribeirão Papagaio. Mais abaixo e com acesso de carro, dá para conhecer quedas menores.

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2 – Cachoeira do Machado I – Bueno Brandão

Cachoeira do Machado I
Cachoeira do Machado I, em Bueno Brandão (MG): a queda nem é alta, mas o volume de água chega a assustar. Crédito: Gabrielrvallim/Wikimedia Commons/Wikimedia Commons

Com 30 cachoeiras no município, Bueno Brandão recebe um público bem jovem. A maioria das quedas têm acesso pelas estradas para Munhoz (terra) e Socorro (asfalto). Pela segunda rodovia, chega-se a Cachoeira do Machado I, uma das mais frequentadas devido à facilidade de acesso. Ela fica no fundo de uma propriedade particular: paga-se uma taxa de entrada e percorre-se uma trilha curta e com descida tranquila. Aqui, vale a máxima do tamanho não é documento. Com 18 metros de queda volumosa, muita gente se contenta apenas com a vista. Quem entra na água, vai pegar uma correnteza perigosa até chegar à ducha que bate forte no corpo.

Você deve estar se perguntando: se o nome da queda é a Cachoeira do Machado I, dever ter ao menos outra. Sim, existe. A Cachoeira do Machado II tem 70 m de altura, mas um fio fininho de água. E nem fica tão perto assim.

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3 – Cachoeira dos Félix – Bueno Brandão

Cachoeira dos Félix
Além de alta, a bela Cachoeira dos Félix, em Bueno Brandão (MG) tem bom poço para banho. Crédito: Fabio Mansur/Flickr/Flickr

É uma das preferidas para quem viaja com crianças pequenas. Fácil entender os motivos: cachoeira alta (40 m), com queda volumosa, poço rasinho para banho e até uma prainha. Show de bola, né! Sem contar a trilha ecológica (1 km) de acesso formada por 600 pneus que ajudam um bocado na locomoção.

Não espere por tranquilidade, é uma das cachoeiras mais visitadas da cidade. Paga-se uma taxa de entrada, mas parte dela pode ser revertido em compras numa lojinha na entrada, onde um bar serve petiscos.

Pegue a estrada para Socorro e dirija por 7 km até encontrar a estradinha de terra de 2 km que leva à portaria da cachoeira.

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4 – Sete Quedas – Gonçalves

Sete Quedas
Próxima do Centro, as Sete Quedas são as melhores cachoeiras de Gonçalves. Crédito: Ana Paula Hirama/Flickr/Flickr

Vamos combinar: banho de cachoeira a 1300 m de altitude em plena Serra da Mantiqueira é de doer os ossos. Tem muita gente que encara essa, inclusive esse que vos escreve, mas a maioria vai mesmo contemplar a mais famosa sequência de quedas de Gonçalves.

Funciona assim: você deixa o carro próximo da Pousada Trem das Cores, paga uma taxa de entrada, que ainda dá direito a curtir a vizinha Cachoeira do Cruzeiro, desce um caminho de 500 metros até chegar à primeira queda de 7 metros. A partir daí, ladeia-se o rio em um caminho sem sinalização, enquanto o rio vai formando pequenas quedas que formam a portentosa Cachoeira do Retiro, que primeiramente é vista de cima.

Depois, a pedida é subir a um quiosque com barzinho para ver as quedas ao longe.

As cachoeiras ficam a 4 km do centro de Gonçalves, na estrada de terra que segue para São Sebastião das Três Orelhas.

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5 – Cachoeira do Pacau – Santa Rita do Jacutinga

Cachoeira do Pacau
Do mirante da estrada, a Cachoeira do Pacau, em Santa Rita do Jacutinga (MG) exibe sua beleza José Maria Almeida/Flickr/Flickr

Com quase 70 quedas d’água catalogadas, Santa Rita da Jacutinga é conhecida como a “Terra das Cachoeiras de Minas Gerais”. Com 90 m de queda, a Cachoeira do Pacau é a mais impactante. Para vê-la, há um mirante sem sinalização a 20 km do Centro, na MG-457, na subida para Bom Jardim de Minas. A fotografia vai ficar legal, pode ter certeza.

Agora, se você quiser chegar à base da cachoeira, não tem jeito, entre em contato com a central de informações turísticas da cidade e embarque em um dos roteiros montados por eles. Do contrário, a chance de você se perder na mata é muito grande. A trilha nem é tão demorada – apenas 20 minutos de caminhada – mas em mata fechada e terreno íngreme.

A temperatura da água é pouco convidativa, mas depois de tanto esforço, quem resiste ao banho?

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