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Mundo

Miami além do sol: a revolução cultural que redesenhou a capital da Flórida

Muito além das praias e das compras, a cidade vive uma virada artística sem igual: street art, grandes museus, salas de concerto, ballet e muito mais

Por Rogéria Vianna | Edição: Fabrício Brasiliense
25 nov 2025, 18h00 • Atualizado em 25 nov 2025, 19h01
Rubell Museum, Miami, Estados Unidos
O imperdível Rubell Museum exibe obras de Keith Haring e de outros grandes nomes como Basquiat e Kusama (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)
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  • Miami é a queridinha não só dos brasileiros, mas também dos chamados snow birds – norte-americanos que vão em busca de sol fugindo de regiões com invernadas rigorosas. As belas praias, os termômetros sempre lá em cima, as vitrines repletas de tentações e o clima de festa são inegavelmente parte da personalidade da capital da Flórida.

    Mas o que muita gente ainda não sabe é que nas últimas décadas Miami vem se transformando em um efervescente polo cultural. Prova disso é que, desde 2002, a cidade é uma das três sedes da Art Basel, a mais importante feira de arte do mundo, que começou em Basel, na Suíça, e ganhou ‘filiais’ em Hong Kong, Paris e no Qatar. 

    Boa parte dessa transformação deve-se ao surgimento do revolucionário projeto Wynwood Walls, no bairro de Wynwood, que transformou quarteirões dilapidados em galerias de arte ao ar livre.

    Wynwood Walls, Miami, Estados Unidos
    A região de Wynwood alavancou ainda mais a cena artística de Miami (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)

    Durante o outono, a cidade promove o Fall for the Arts, nome dado à temporada cultural que acontece de outubro até o início de dezembro e que transforma a cidade no epicentro das artes, com uma programação cultural intensa distribuída em palcos, museus, bairros e até mesmo nas praias. A temporada culmina na mundialmente reconhecida Miami Art Week, que acontece no início de dezembro.

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    Com 23 museus, centenas de galerias e um cenário de arte pública em constante evolução, Miami não é só um destino para quem quer se jogar nas grifes a preços de ocasião do Sawgrass Mills, do Aventura e do Dolphin Mall. Para além das praias e das compras, vale a pena reservar um espaço no roteiro para explorar o lado cada dia mais artsy da cidade.

    Adrienne Arsht Center: fábrica de cultura

    Se tem um lugar onde você encontra de tudo um pouco em se tratando de arte é o Adrienne Arsht Center for the Performing Arts of Miami-Dade County. Localizado no centro de Miami, é um dos maiores e mais importantes complexos de artes cênicas do mundo. O tamanho impressiona: são 53 mil metros quadrados reunindo salas de espetáculos, salas de aula e áreas de convivência. Projetado pelo renomado arquiteto Cesar Pelli, que desenhou as torres Petronas de Kuala Lampur, o complexo foi inaugurado em 2006 após dez anos de obras e US$ 472 milhões investidos.

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    Adrienne Arsht Center, Miami, Estados Unidos
    Adrienne Arsht Center: um imenso “Sesc” de grandes novidades (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)

    O conjunto abriga o Ziff Ballet Opera House, com 2.400 lugares; o John S. and James L. Knight Concert Hall, com 2.200 assentos; e o Carnival Studio Theater, espaço versátil com até 300 lugares. O Parker and Vann Thomson Plaza for the Arts conecta os edifícios principais e funciona como área social e palco para apresentações ao ar livre. Era ali que, por quase uma década, foi exibido um mural do brasileiro Kobra. Entre os destaques arquitetônicos estão ainda a Carnival Tower, um ícone art déco.

    A programação Adrienne Arsht Center Presents oferece mais de 300 apresentações anuais, incluindo espetáculos da Broadway, jazz, música clássica, dança e teatro. Além disso, o centro é a casa de ensaio da Florida Grand Opera, do Miami City Ballet e da New World Symphony. O espaço promove eventos gratuitos como concertos ao ar livre, festivais gospel e projetos educativos em parceria com as escolas públicas de Miami e condados vizinhos.

    Adrienne Arsht Center, Miami, Estados Unidos
    Projeto do Adrienne Arsht Center é do mesmo arquiteto que desenhou as torres Petronas, de Kuala Lampur (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)

    Deixo aqui minha dica: confira a programação no período em que você estiver e tente casar com uma refeição no restaurante Teatro, no segundo andar, onde fica a Ziff Ballet Opera House. A decoração é um arraso (falo mais do lugar nesta outra reportagem). Saiba mais

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    Miami City Ballet: 40 anos de história

    Em uma esquina de Miami Beach, em um belo edifício com fachada curvilínea e letreiro art déco, bem em frente ao Collins Park, fui apresentada a um incrível templo da dança. O local é a sede do Miami City Ballet (MCB), que completou 40 anos em 2025. A companhia foi fundada pelo filantropo Toby Lerner Ansin e pelo lendário dançarino Edward Villella, que se tornou seu primeiro diretor artístico.

    Miami City Ballet, Miami, Estados Unidos
    Modernismo encontra o déco na fachada do Miami City Ballet (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)

    Hoje, o Miami City Ballet é dirigido por Gonzalo Garcia, bailarino renomado com passagens pelas prestigiadas companhias San Francisco Ballet e New York City Ballet. 

    Nesses 40 anos, o Miami City Ballet também abriu caminho para bailarinos de todo o mundo por meio da sua escola, a Ophelia & Juan Js. Roca Center, localizada no mesmo prédio de três andares. Os oito estúdios, espaçosos e iluminados pela luz do sol, possuem pianos e piso linóleo, feito para absorver o impacto e proteger as articulações dos bailarinos. Tive a sorte de estar lá no momento em que bailarinas esguias e bem alinhadas ensaiavam pliés, adagios, jetés e tantos outros movimentos sublimes.

    Miami City Ballet, Miami, Estados Unidos
    Sala de ensaio do Miami City Ballet (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)
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    Miami City Ballet, Miami, Estados Unidos
    ‘Billy Elliots’ ensaiam no Miami City Ballet (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)

    Na estreia da celebração dos 40 anos do MCB, em outubro, assistimos ao balé Peck: Miami in Motion, um belo programa em três atos do coreógrafo que venceu três vezes o prêmio Tony, Justin Peck. Foi de arrancar aplausos de pé.

    Se você for a Miami, não deixe de conferir a programação em www.MiamiCityBallet.org

    The Bass

    Em frente ao Miami City Ballet, no Collins Park, e a um pulo das areias de South Beach fica este verdadeiro templo da arte contemporânea. O Bass passou por uma grande reforma em 2017 que levou dois anos e foram investidos US$12 milhões. O lugar dobrou de espaço, ganhou quatro novas galerias, área para eventos, loja e café. O parque é uma extensão do museu e alguns dos eventos acontecem na área externa, o que faz com que o Bass seja um queridinho dos locais.

    The Bass, Miami, Estados Unidos
    O imperdível The Bass fica dentro do Collins Park (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)
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    Com foco em arte contemporânea, o lugar promove exposições de artistas consagrados das áreas do design, da moda e da arquitetura. Uma das obras do acervo permanente, para nosso orgulho e alegria, tem sangue brasileiro. Intitulada “assume vivid astro focus: XI”, ela é criação do coletivo artístico paulistano assume vivid astro focus (avaf). E já puxando a sardinha pra nossa brasa, ouso dizer que é a mais bacana de todas. Trata-se de uma instalação que se estende do chão ao teto com papel de parede e assentos multicoloridos, um palco modular, esculturas que se transformam em elementos performáticos e uma projeção em grande escala que cobre uma parede inteira. Eu me senti entrando em uma discoteca new wave. O ponto central da obra é um mural que homenageia artistas drag que foram fundamentais para a comunidade queer de Miami.

    The Bass, Miami, Estados Unidos
    Obra do coletivo artístico paulistano vivid astro focus (avaf) (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)

    Aproveite a visita ao The Bass para tirar uma foto com a famosa escultura colorida Miami Mountain, de Ugo Rondinone, que fica no Collins Park e virou um marco de South Beach.

    The Bass, Miami, Estados Unidos
    Escultura Miami Mountain, de Ugo Rondinone, no Collins Park (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)

    Entrada US$ 15; saiba mais

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    New World Symphony

    A New World Symphony (NWS) é uma instituição que forma jovens músicos para atuar em orquestras e conjuntos profissionais. Fundada em 1987, a entidade já impulsionou a carreira de cerca de 1300 alunos em todo o mundo. A cada ano, cerca de 1500 candidatos concorrem a 35 bolsas de estudos que podem durar até três anos.

    Visitei a sede da orquestra no incrível New World Center, que é um marco arquitetônico de South Beach. Projetado pelo genial Frank Gehry, vencedor do Pritzker, em colaboração com o maestro Michael Tilson Thomas (MTT), cofundador e diretor artístico da NWS, o edifício possui formas curvas e volumes assimétricos que são a marca de Gehry – e, de lambuja, vistas do icônico horizonte art déco de Miami Beach. A fachada de vidro e as amplas áreas envidraçadas que ocupam os seis andares deixam a luz natural entrar, conectando o interior ao vizinho SoundScape Park.

    New World Symphony, Miami, Estados Unidos
    Orquestra à postos no auditório da New World Symphony, obra de Frank Gehry (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)

    Desde 2022, a direção artística está a cargo do maestro francês Stéphane Denève e digo que foi um privilégio assistir ao vivo esse prodígio da batuta. Foi com muita energia e simpatia que ele conduziu o concerto da noite em que eu estive, dedicada ao genial John Williams, autor de trilhas sonoras inesquecíveis como Star Wars, Harry Potter, E.T. e tantos outros. Fui às lágrimas ao ouvir o tema de Indiana Jones, um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. 

    A rede de ex-alunos da NWS reúne profissionais em mais de 30 países, entre eles brasileiros que hoje integram a Osesp e a Filarmônica de Minas Gerais. A ligação com o Brasil se estreitou em 2017, quando a NWS lançou a Iniciativa Brasil, promovendo intercâmbio com o Instituto Baccarelli e a Orquestra Filarmônica Bachiana. O trompetista paulistano Eric Molina Pereira é um dos residentes atuais da orquestra. 

    Saiba mais sobre a programação da NWS no site

    SuperBlue: um novíssimo jeito de fazer arte 

    O bairro de Allapattah, a oeste de Wynwood e a poucos minutos do centro de Miami, é um reduto de dominicanos, cubanos e hondurenhos que ganhou outras nuances nos últimos anos. 

    Super Blue, Miami, Estados Unidos
    Fachada do SuperBlue (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)

    Em 2021, a inauguração do museu SuperBlue tornou mais frequente a peregrinação de forasteiros até o bairro. Trata-se de um grande galpão que entrega experiências de arte imersivas e multissensoriais em grande escala, todas surpreendentes.

    São mais de 4.600 metros quadrados com instalações como um labirinto de esculturas espelhadas, salas com projeções do teto ao chão e uma instalação na qual o batimento cardíaco dos visitantes é reproduzido em uma rede com 3000 luzes. Se você é fã do artista francês JR, também vai poder admirar um de seus famosos painéis do Inside Out Project.

    Super Blue, Miami, Estados Unidos
    Projeções se movem junto com o público (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)
    Super Blue, Miami, Estados Unidos
    Instalação no SuperBlue (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)

    Aproveite a sua ida até lá para conhecer outro museu muito interessante, do outro lado da rua, sobre o qual falo a seguir.

    Ingresso a US$ 17 para crianças e US$ 32 para adultos; saiba mais)

    Rubell Museum

    Fiquei feliz em ter a oportunidade de conhecer o Rubell, aberto em 2019 e até então um desconhecido pra mim. Localizado em frente ao SuperBlue, o museu foi criado pela família homônima, que começou a colecionar arte contemporânea em 1965 e ao longo das décadas reuniu um vasto acervo de quase 7200 obras de mais de mil artistas. Com aproximadamente 4900 metros quadrados, trata-se de uma das coleções de arte contemporânea mais importantes e abrangentes do mundo, com obras de artistas como Jean-Michel Basquiat, Keith Haring, Jeff Koons, Yayoy Kusama, William Kentridge, Cindy Sherman, Mickalene Thomas, entre outros. 

    Rubell Museum, Miami, Estados Unidos
    Jean-Michel Basquiat: obra “Bird on Money”, de 1981, é um tributo ao lendário músico de jazz Charlie Parker (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)

    Os longos corredores e as salas amplas repletas de trabalhos de artistas de peso são um convite para que se percorra o espaço com a calma merecida. Sugiro dedicar pelo menos duas horas pra ele – e também para a lojinha, que é tentadora. Vale destacar o grande jardim na entrada, onde fica o restaurante, perfeito para encerrar a visita.

    Rubell Museum, Miami, Estados Unidos
    Esferas da artista japonesa Yayoi Kusama (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)
    Rubell Museum, Miami, Estados Unidos
    Coloque agora mesmo na sua programação de Miami (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)

    Ingresso a US$ 10 para crianças e US$ 15 para adultos; saiba mais)

    The Wolfsonian

    Surpreendente. Essa é a palavra que melhor define o Wolfsonian – Florida International University (FIU), que comemora seu 30º aniversário em 2025.

    Localizado no coração do histórico Distrito Art Déco de South Beach, o lugar impressiona já de cara: instalado em um belíssimo edifício de estilo mediterrâneo de 1927 cuidadosamente restaurado, o lugar foi a antiga sede da Washington Storage Company, um depósito onde os snow birds (aqueles do início da matéria que correm para Miami fugindo do frio) armazenavam seus pertences quando voltavam para as cidades de origem. 

    The Wolfsonian, Miami, Estados Unidos
    A curadoria do The Wolfsonian quis mostrar objetos como ferramentas de persuasão, controle e identidade (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)

    Não se trata de um museu de arte tradicional, mas um espaço dedicado a investigar o poder dos objetos – móveis, pôsteres, utensílios, livros, panfletos, maquetes, obras de arte e peças industriais – como ferramentas de persuasão, progresso, controle, identidade e modernidade. A curadoria quis mostrar a forma como o design é capaz de moldar comportamentos, reforçar ideologias e acompanhar transformações que definiram o mundo contemporâneo. Tem de um tudo: cartazes, folhetos, campanhas políticas, anúncios comerciais; objetos do cotidiano como móveis, eletrodomésticos, embalagens, utensílios – itens que contam a história dos Estados Unidos e parte da Europa entre 1850 a 1950.

    Em 1997, foi doado ao Wolfsonian uma das maiores coleções de material de promoção de cruzeiros do mundo. Sim, são centenas de folhetos, cartazes e materiais de divulgação de companhias de navegação. Além disso, eles têm uma enorme coleção de cartazes antigos das Feiras Mundiais, que são grandes eventos precursores das atuais World Expos, criadas para mostrar grandes feitos dos países participantes – a Torre Eiffel foi criada especialmente para a Feira Mundial de Paris, em 1889.

    The Wolfsonian, Miami, Estados Unidos
    Talvez a maior coleção de propagandas sobre cruzeiros do mundo (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)

    Quando eu já estava oficialmente encantada pelo museu, cheguei ao andar onde acontece uma exposição com obras de Harry Clarke, artista irlandês que ficou famoso pela criação de vitrais coloridos. Foi impressionante ver de perto cada detalhe de sua célebre obra Geneva Window.

    E se você tem um fraco por lojinhas de museu, considere-se falido porque a do Wolfsonian é absolutamente irresistível e recheada de belos achados como livros, joias, brinquedos, utensílios de cozinha e muito mais.

    The Wolfsonian, Miami, Estados Unidos
    Provocação artística e exemplar do art déco no The Wolfsonian (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)

    Entrada grátis para crianças e US$ 10 para adultos; saiba mais

    The Institute of Contemporary Art (ICA Miami)

    O ICA tem como fio condutor da sua curadoria exibir o que há de mais experimental e provocador na arte. Inaugurado em 2014, a instituição ocupou o emblemático edifício Moore – que fica a uma quadra e onde hoje funciona um hotel –, até mudar para sua sede permanente no Design District em 2017. Ou seja, você pode incluir uma visita antes ou depois das compras.

    Institute of Contemporary Art (ICA), Miami, Estados Unidos
    Institute of Contemporary Art (ICA) (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)

    Além das obras, que são no mínimo provocadoras, o que mais me encanta no ICA é o seu jardim de esculturas com cerca de 1.400 metros quadrados, assinado pelo renomado arquiteto paisagista Fernando Wong, que projetou as áreas livres de três hotéis da rede Four Seasons nos Estados Unidos, e que no ICA soube muito bem conjugar arte e natureza.

    Entrada grátis com reserva no site; saiba mais

    Wynwood e a revolução nas artes

    Wynwood é hoje uma das maiores atrações e um dos bairros mais badalados de Miami. O local abriga galerias de arte, lojas, antiquários, bares descolados, restaurantes e algumas das maiores instalações de arte urbana a céu aberto do mundo. Mas nem sempre foi assim. No passado, o lugar foi um bairro operário e industrial marcado por armazéns e fábricas têxteis que ao longo dos anos acabou entrando em decadência. A virada começou nos anos 2000, quando incorporadoras e proprietários decidiram revitalizar todo aquele cenário.

    Wynwood e Tour, Miami, Estados Unidos
    O mundo colorido de Wynwood (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)

    O farol para o renascimento de Wynwood foi a arte urbana que transformou paredes cegas em telas monumentais que passaram a servir de suporte para os trabalhos de artistas moradores do bairro. O resultado são murais vibrantes e repletos de cores.

    Hoje, em seus 50 quarteirões, Wynwood abriga mais de 250 empreendimentos, uma centena de restaurantes e mais de 200 murais, sendo reconhecida no mundo todo como lugar de convergência da arte, moda, inovação e empreendedorismo criativo. 

    Wynwood Walls, Miami, Estados Unidos
    Arte de rua por toda parte (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)
    Wynwood Walls, Miami, Estados Unidos
    Wynwood Walls (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)

    Wynwood Walls: museu a céu aberto

    E claro que Wynwood precisava de um museu pra chamar de seu. Não um museu tradicional, mas um lugar que tivesse o DNA do bairro. Criado em 2009, o Wynwood Walls exibe pinturas em grande escala feitas por alguns dos artistas de rua mais renomados do mundo. Lá você vai encontrar obras de Vhils, Kobra, Shepard Fairey, Tats Cru, Tristan Eaton, Invader e vários outros.

    Wynwood Walls, Miami, Estados Unidos
    Wynwood Walls (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)
    Wynwood Walls, Miami, Estados Unidos
    O artista português Vhils assina uma das fachadas do Wynwood Walls (Rogéria Vianna/Arquivo pessoal)

    Qualquer visitante pode testar suas habilidades artísticas no The Spray Freestyle, uma experiência onde você pode pintar um mural como se fosse um pupilo da street art.

    Entrada grátis para crianças e US$ 12 para adultos; saiba mais)

    Wynwood Food & Art Tour

    Uma das melhores maneiras de explorar os ícones desse distrito tão peculiar é em um tour a pé, conhecendo suas ruas coloridas e a cena gastronômica. E, convenhamos, a combinação arte e comida só pode dar muito certo.

    O Wynwood Food & Art Tour intercala caminhadas pelas ruas para admirar os murais e paradas estratégicas para fazer uma boquinha. As degustações incluem empanadas, croquetes, café e cerveja nos restaurantes mais badalados do bairro. Saiba mais

     

    The ReefLine 

    Dizer que Miami exibe arte até debaixo d’água não é força de expressão. A cidade acaba de inaugurar um projeto focado em meio ambiente e arte com o intuito de recuperar os recifes da Flórida, um dos maiores conjuntos do mundo e que hoje está severamente ameaçado pelo aquecimento das águas, acidificação do oceano e pela ação humana.

    Idealizado pela curadora Ximena Caminos, o projeto consiste em um parque de esculturas subaquático ao longo da costa de Miami Beach que foi criado para a regeneração dos corais. Uma das obras é composta por 22 carros em tamanho natural feitos em concreto marinho e que acabam de ser submergidos a poucos metros da praia – eles serão a nova casa onde milhares de corais e vida marinha irão florescer. E como as pessoas verão isso tudo? De snorkel ou com cilindro. É preciso fôlego e bom domínio da natação porque as esculturas foram colocadas depois da arrebentação, a 180 metros da costa – e não há salva-vidas. O topo das esculturas está a cerca de 4 metros da linha d’água. Para ter uma referência do ponto onde entrar na água, as obras ficam entre os postos de salva-vidas de South Beach localizados entre as ruas 4th e 5th – o projeto prevê esculturas ao longo de toda costa de Miami até Bal Harbour. Saiba mais sobre o ReefLine

    Nesta outra reportagem você descobre os hotéis e restaurantes que conheci na mesma viagem.

    Leia tudo sobre Miami

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