Roteiro independente pelo Jalapão

Com um 4x4, mapas e um espírito desbravador, você conhece o roots Jalapão no seu tempo. O destino foi cenário da novela das nove, O Outro Lado do Paraíso

A frase “O Jalapão é bruto” é repetida quase como um mantra pelos moradores desses confins do Tocantins, e com razão. As estradas de terra são péssimas e pioram quando chove. Mesmo assim, é possível se virar sem guia, mas não sem um 4×4. Em Palmas, a Rent Cars e a Norte Tur alugam veículos tracionados. Some a isso um smartphone com o Google Maps da região salvo off-line (praticamente não existe conexão de celular), além de mapas fornecidos por qualquer pousada e não há erro. Partindo de Palmas, sugiro começar por Taquaruçu, cidade que guarda dezenas de cachoeiras em seu entorno, como a do Evilson, uma lindeza de queda abraçada por paredões de um cânion, formando um semicírculo.

Estrada precária no Jalapão. Tocantis As estradas no Jalapão são sempre precárias

As estradas no Jalapão são sempre precárias (Luciano_Queiroz/iStock)

Na cidade de Ponte Alta, parada obrigatória é o Cânion Sussuapara. Se houve inspiração na natureza para a criação dos jardins verticais urbanos, bem poderia ter surgido dali, graças à grande variedade de plantas brotando de seus paredões. Depois, siga para o leste pela TO-255, onde estão as atrações mais famosas: a Cachoeira da Velha (volumosa queda-d’água, mas apenas para contemplar), as dunas douradas e a trilha para o Mirante da Serra do Espírito Santo. A cidade de Mateiros é ideal para abastecer o carro e muitos a usam como base para explorar a região em bate e voltas diários. As pousadas ali lotam fácil – por isso é recomendável reservar com antecedência. Em seguida, siga pela TO-110, rumo norte, para visitar o povoado de Mumbuca, formado por descendentes de quilombolas que hoje vivem do artesanato do capim-dourado, e, o grande hit, os fervedouros, que são as nascentes de água fria e cristalina que surgem das entranhas da Terra com uma pressão muito forte, o que torna impossível afundar. Há dezenas deles, mas sugiro o do Ceiça e o Encontro das Águas, rodeados por bananeiras e com fendas muito grandes, de onde brotam as nascentes.

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Cachoeira no Jalapão, Tocantins

 (ErikaKirky/iStock)

A areia calcária não se mistura com a água, e nadar naquilo vira uma experiência sensorial. O ponto alto do passeio fica ao norte, a Cachoeira do Formiga, com sua hipnotizante piscina verde-água profunda, cristalina – e muvucada. Quem estiver com veículo próprio ou acampando no lugar pode e deve aguardar até as excursões irem embora. Leve dinheiro em espécie para entrar nas atrações (varia entre R$ 10 e R$ 30). Há boa oferta de campings, sendo os melhores em Rio Novo (perto das dunas), na Cachoeira do Formiga e em Gorgulho. Também é possível acampar na prainha da Cachoeira da Velha, desde que a onça que vive na região não esteja por perto – os moradores sabem se há risco de ela aparecer ou não. Sim, o Jalapão é mesmo bruto. E é o máximo!

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  1. Nibelle Aires Lira

    Olá. O site postou uma informação errada: é terminantemente proibido acampar na Prainha da Velha. Outra coisa… é estranho ver uma matéria estimulando o turismo sem condutores. Ainda mais numa revista Abril.

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  2. Henrique Cordeiro

    Parabéns pelo desserviço que você vem prestando. Até quem nunca foi ao Jalapão esta indignado com sua matéria. Não existe Serra da Estrela no Jalapão, não é permitido acampar na prainha da velha, e nem tão pouco tem moradores ali próximo… Quando vocês fomenta a não contratação de um guia você esta sendo injusta com a comunidade, e mesmo com as agências qie utilozam dessa mão de obra. Se aventurar em unidades de conservação como o PEJ sem um guia ou condutor ambiental pode ser um incentivo a destruição do ambiente. Eapero que vc leia mai sobre tudo, antes de escrever suas matérias.

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