Um roteiro a pé por São Paulo, com arte, cultura e gastronomia

Dos pontos turísticos do Centro Histórico à badalação da Vila Madalena, veja o que fazer pelas ruas paulistanas

Atualizado em fevereiro de 2019

Tomada por arranha-céus, viadutos e gente pra tudo quanto é lado, São Paulo, a capital paulista, não é um destino para ser contemplado. Não tem as praias do Rio de Janeiro ou da Bahia; nem a natureza abundante de Foz de Iguaçu ou da Amazônia.

Por outro lado, é uma das cidades mais vibrantes do mundo. Aqui estão os melhores restaurantes, as baladas sem hora pra terminar, as tendências que vão ditar moda. Cada uma de suas regiões tem uma característica própria. E as melhores para vivenciar a pé são o centro antigo e a área que abrange a Vila Madalena e a Oscar Freire.

Catedral da Sé

Catedral da Sé, em São Paulo (SP)

 (Luiz Aymar/Dedoc Abril)

Ao chegar à Praça da Sé, você provavelmente vai ver camelôs, policiais, mendigos e, ao fundo, a imensa igreja, que ocupa um quarteirão inteiro. Ali dentro, os lindos vitrais e os detalhes em estilo neogótico vão fazer você se esquecer da muvuca do lado de fora. Em frente está o marco zero da cidade.

Palácio da Justiça (63 metros)

Palácio da Justiça, na Praça da Sé, em São Paulo (SP)

 (Luiz Aymar/Dedoc Abril)

Projetado nos anos 20 pelo arquiteto Ramos de Azevedo, o edifício abriga o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e pode ser visitado sob reserva.

Solar da Marquesa de Santos (172 metros)

Solar da Marquesa de Santos, no Centro de São Paulo (SP)

 (Eli Kazuyuki Hayasaka/Creative Commons/Flickr)

De 1834 a 1867, o casarão foi residência de Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos, conhecida pelo romance com Dom Pedro I. Virou museu e hoje expõe reproduções de cartas entre a marquesa e o imperador. Rua Roberto Simonsen, 136.

Páteo do Collegio (79 metros)

Pateo do Collegio, São Paulo, Brasil

 (Pateo do Collegio/Reprodução)

Neste ponto foi erguida a primeira construção da cidade, em 1554. A edificação atual não é a original, mas imita o estilo arquitetônico da época. O local conta com o Museu Padre Anchieta, que dispõe de imagens sacras e uma maquete que mostra como era a cidade no século 16. Largo Pátio do Colégio

Edifício Altino Arantes (482 metros)

Edifício Altino Arantes, São Paulo, São Paulo

 (Creative Commons/arteforadomuseu/Flickr)

Parada para ver o mar de edifícios do alto. A antiga torre do Banespa (hoje Farol Santander) tem 161 metros de altura e, de seu mirante, dá para observar a Catedral da Sé, as antenas da Avenida Paulista e a Serra da Cantareira. O edifício também é conhecido como Farol Santander e abriga diversas exposições e manifestações de arte. Rua João Brícola, 24.

Café Girondino (150 metros)

Café Girondino, no Centro de São Paulo (SP)

 (Facebook/Reprodução)

O estabelecimento não é o mesmo do tradicional café que ficou famoso no início do século 20 (o original ficava na esquina da Rua 15 de Novembro com a Praça da Sé), mas a decoração remonta àquela época. Peça um café e, depois, siga para a Basílica de São Bento, em frente. Rua Boa Vista, 365.

Basílica de São Bento (104 metros)

Basílica de São Bento, no Centro de São Paulo (SP)

 (Oswaldo Corneti/Fotos Públicas/Reprodução)

Além da bela igreja, fica aqui o Mosteiro de São Bento, casa dos monges beneditinos. O enorme órgão, à esquerda do altar, acompanha as apresentações de canto gregoriano (elas ocorrem de segunda a sexta-feira, às 7h, sábados às 6h, e aos domingos, às 10h, com canto e órgão.). Largo de São Bento.

Casa Godinho (406 metros)

Casa Godinho, no Centro de São Paulo (SP)

 (Roberto Loffel/Dedoc Abril)

A mercearia mantém as características da época em que foi inaugurada, no fim do século 19. Vale provar a empada, considerada uma das melhores da cidade. Rua Líbero Badaró, 340.

Viaduto do Chá (218 metros)

Viaduto do Chá e Vale do Anhangabaú, em São Paulo (SP)

 (Guilherme Tosetto/Arquivo pessoal)

Para ir até o outro lado do Centro, você terá de atravessar este viaduto, o mais antigo da cidade, inaugurado em 1892.

Theatro Municipal (221 metros)

Theatro Municipal, no Vale do Anhangabaú, Centro de São Paulo (SP)

 (The Photographer/Wikimedia Commons)

Inspirado na Ópera de Paris, o luxuoso teatro tem traços renascentistas e barrocos na fachada e, no interior, adornos e obras de arte. Há visitas guiadas gratuitas. Praça Ramos de Azevedo.

Galeria do Rock (275 metros)

Galeria do Rock, São Paulo (SP)

 (Creative Commons/Arte Fora do Museu/Flickr)

Ponto de encontro de roqueiros nos anos 70, ainda hoje é um clássico do Centro. São 450 lojas – a mais conhecida é a Baratos Afins, de CDs e vinis, no segundo andar. Avenida São João, 439.

Edifício Itália (766 metros)

Edifício Itália, no Centro de São Paulo

 (Andre Deak/Creative Commons/Flickr)

Com 165 metros de altura, tem uma vista panorâmica dos arredores. No topo fica o restaurante Terraço Itália. Mesmo que você não queira comer ali, dá para visitar sua área externa (de segunda a sexta-feira, entre 16h e 17h; grátis). Avenida Ipiranga, 344.

Edifício Copan (160 metros)

Edifício Copan, no Centro de São Paulo (SP)

 (Rogério Montenegro/Dedoc Abril)

Projetado na década de 50 pelo arquiteto Oscar Niemeyer, é um dos ícones da capital. Viaje em suas curvas sinuosas antes de ir ao próximo ponto do roteiro, no térreo do prédio. Avenida Ipiranga, 200.

Bar da Dona Onça (50 metros)

Bar da Dona Onça, São Paulo

 (Bia Parreiras/Reprodução)

Aqui, a chef Janaína Rueda executa receitas do interior do estado e releituras de clássicos dos anos 50. Entre as delícias, está a minirrabada servida com agrião e polenta. Copan, loja 27-29.

Instituto Tomie Ohtake

Instituto Tomie Ohtake, em Pinheiros, São Paulo (SP)

 (Paulisson Miura/Creative Commons/Flickr)

O centro cultural foi aberto em 2001 em homenagem à artista plástica Tomie Ohtake. Sempre há exposições de peso (Frida Kahlo, Joan Miró, Salvador Dalí etc.), com filas quilométricas; mas o lugar também dispõe de mostras mais low-profile (e sem filas) em outras salas. Rua Coropés, 88.

Julice Boulangère (317 metros)

Confeitaria Julice Boulangère, em São Paulo (SP)

 (Mario Rodrigues/Dedoc Abril)

Se estiver fazendo este roteiro pela manhã, esta é uma parada perfeita para o desjejum. Os pães artesanais, feitos pela boulangère Julice Vaz, são deliciosos, e ainda há bolos, tortas, cheesecakes e brigadeiros gourmet, como o que vai champanhe. Rua Deputado Lacerda Franco, 536.

Esquina das ruas Mourato Coelho e Aspicuelta  (376 metros)

Bares e restaurantes na Rua Aspicuelta esquina com Rua Morato Coelho, na Vila Madalena, São Paulo

 (Fernando Moraes/Arquivo pessoal)

A melhor maneira de conhecer a Vila Madalena é percorrendo suas ruas a pé; e essa esquina é das mais famosas. Ela reúne bares badalados como o Boteco São Bento, o Posto 6, a Cervejaria Patriarca e o José Menino (Aspicuelta, 596).

Coffee Lab (356 metros)

Coffee Lab - Vila Madalena

 (Antonio Rodrigues/Divulgação)

A escola de baristas tem uma cafeteria no térreo e são os próprios baristas, vestidos com macacões de mecânicos, que preparam e servem a bebida. Rua Fradique Coutinho, 1340.

Esquina das ruas Fidalga e Aspicuelta (376 metros)

Bar Filial na Vila Madalena, São Paulo (SP)

 (Fernando Moraes/Dedoc Abril)

Outro ponto animado para ver o movimento na hora do almoço ou no fim de tarde. Aqui, os bares mais famosos não ficam exatamente na esquina, mas quase: o Filial (foto) e o Genésio.

Beco do Batman (433 metros)

Beco do Batman em Pinheiros, São Paulo (SP)

 (Reprodução/Reprodução)

O beco é uma vielinha estreita, de ruas de paralelepípedo, com paredes grafitadas de lado a lado. Tem esse nome porque quando foi “descoberto” por estudantes de artes plásticas (que passaram a desenhar em seus muros), nos anos 80, tinha a figura do Batman estampada numa das paredes. Os grafites, atualmente, são renovados constantemente com o apoio da comunidade do bairro. Rua Gonçalo Afonso.

Praça Benedito Calixto (826 metros)

Feira de antiguidades da praça Benedito Calixto, em Pinheiros, São Paulo (SP)

 (Bia Parreiras/Dedoc Abril)

Aos sábados, das 9h às 19h, acontece nesta praça uma das feirinhas mais bacanas da cidade, com artesanato, obras de arte e antiguidade e barracas de comidinhas. Das 14h30 às 18h30, tem chorinho ao vivo. Mas se estiver por aqui em outro dia da semana, passe direto para o ponto seguinte.

Arturito (547 metros)

Restaurante Arturito, em São Paulo (SP)

 (Ricardo DAngelo/Dedoc Abril)

Pausa para o almoço no restaurante da chef-celebridade Paola Carosella. A cozinha é variada, com ingredientes orgânicos, muitos preparados no forno a lenha, como o bife ancho marinado em chimichurri, molho tradicional da argentina. É bom reservar; depois que a Paola virou uma das juradas do MasterChef, o lugar passou a lotar. Deixe só a sobremesa de fora, para a próxima parada. Rua Artur de Azevedo, 542.

Ben & Jerry’s  (1,2 km)

Sorveteria Ben & Jerry's

 (Elaine Ianicelli/Dedoc Abril)

A filial da rede americana tem mais de 20 sabores de sorvete, entre eles o de cheesecake com morango e o chunk monkey, de banana, flocos e nozes. Depois de tomar seu gelado, percorra a rua mais chique de São Paulo. Vale olhar as vitrines, mesmo que não queira comprar nada; algumas parecem instalações artísticas. Rua Oscar Freire, 957.

Total percorrido: 4 km. Tempo de Percurso: 5 horas.

Como chegar: dez rodovias convergem para São Paulo: Via Dutra e Ayrton Senna (para quem vem do Rio de Janeiro); Fernão Dias (de Minas Gerais); Anhanguera, Bandeirantes e Raposo Tavares (interior do estado); Régis Bittencourt (sul do país); e Anchieta e Imigrantes (Baixada Santista). Para quem vem de avião, há o aeroporto de Congonhas, o Internacional de Guarulhos (ou Cumbica) e o de Viracopos, em Campinas, a 100 quilômetros da capital.

Melhor época: o ano inteiro, mas no verão, sobretudo em janeiro e fevereiro, costuma chover bastante e há risco de enchente.

Fique atento: se vier à capital de carro, preste atenção na Operação Horário de Pico, o rodízio. Durante a semana, em determinados horários, carros são proibidos de circular conforme o último número da placa, sob risco de multa. Veja os detalhes no site da CET.

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