Aéreas brasileiras anunciam redução de até 90% de suas rotas

A Azul, por exemplo, reduziu suas operações de 116 cidades para apenas 25, até o final de abril. Medida visa diminuir custos fixos das empresas

Por Giovanna Simonetti Atualizado em 25 mar 2020, 23h43 - Publicado em 24 mar 2020, 12h59

À medida que o coronavírus se espalha e a demanda por viagens cai, companhias aéreas de todo o mundo estão anunciando a suspensão total de suas atividades ou de boa parte delas pelos próximos meses – principalmente para diminuir os seus custos diante da crise. No Brasil não foi diferente: nesta terça (24), as empresas Azul e Gol comunicaram uma redução significativa das suas frotas.

A Azul já havia anunciado a suspensão de todos os seus voos internacionais que não partissem de Viracopos, em Campinas. Agora, rotas nacionais também foram afetadas. De 25 de março até 30 de abril, a companhia diminuirá a sua frota de 116 cidades para apenas 25 – uma redução de 90% de sua capacidade operacional. Estima-se que serão 70 voos diários, mas ainda não foi anunciado em quais destinos a empresa manterá suas operações. 

Já a Gol decidiu manter apenas rotas entre as capitais brasileiras, suspendendo de 28 de março a 3 de maio suas operações regionais e internacionais. Serão 50 voos diários, conectando todos os estados brasileiros a partir do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. A aérea recomenda que quem tiver voos agendados nesse período os antecipe para esta semana, sem nenhuma cobrança de taxa. 

A Latam também já havia declarado uma redução de mais de dois terços da suas atividades: 90% das suas operações internacionais e 40% das rotas domésticas foram suspensas. Ainda não houve atualizações, mas novos ajustes devem ser anunciados nos próximos dias, segundo a companhia. 

Um acordo feita pela Anac com as três companhias garante que nenhum estado brasileiro ficará sem pelo menos uma ligação aérea. A medida é importante para manter a mobilidade, principalmente de profissionais da saúde, e também o transporte de suprimentos entre os territórios.

Passageiros afetados devem entrar em contato por telefone ou pela internet com as companhias para remarcação, cancelamento ou reembolso. Lembrando que as empresas fizeram um acordo com o governo para definir os direitos dos consumidores com viagens até o dia 30 de junho – veja quais são suas opções aqui

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