Onda de calor extremo na Europa: como sobreviver?
Lembre-se: você está de férias e não é obrigado a nada

Calor extremo e Europa nem sempre andam juntos no imaginário tropical. Mas, sim, o verão aqui pode ser tórrido. Por isso, vivo recomendando evitar as regiões críticas nessa época — e esticadinhas no Marrocos nem pensar! Leia abaixo um post que fiz sobre alguns destinos-roubada:

Se por um lado há algumas roubadas clássicas para o verão, como a Andaluzia, com o aquecimento global, está cada vez mais difícil prever quando e onde o bafo do dragão pode atrapalhar as suas férias. Nos últimos dias, Portugal viveu os dias mais quentes de sua história e os termômetros chegaram a impensáveis 44oC em Lisboa (espero que minha amiga Rachel Verano, do Além-Mar, sobreviva para contar). O calor também estava insuportável em lugares improváveis, como a Galícia (no geralmente fresquinho norte da Espanha), a Suécia e a Inglaterra.

Aqui em Barcelona, onde as temperaturas máximas não chegaram a passar de 34oC oficiais – ainda que a umidade torne as coisas muito pegajosas e que a sensação térmica seja de morte iminente –, o problema vem sendo aturar as mínimas. Nos últimos dias, os termômetros não baixaram de 30oC nem no meio da madrugada, o que torna praticamente impossível dormir sem ar condicionado, coisa que pouca gente tem em casa. Para vocês terem uma ideia, dormi as duas últimas duas noites no terraço (de colchão e tudo), ao ar livre e com ventilador. E tenho chegado ao cúmulo de invejar quem tem rotina de escritório, crachá e ar central para chamar de seu.
Meu cérebro está derretendo neste momento.
Se você está turistando por aí, não se sinta culpado por mudar de planos. Fazer turismo hardcore nestas condições é insalubre. A ideia era bater perna pelo Bairro Gótico? Desista enquanto é tempo e pegue uma praia perto de Barcelona (recomendo muito Sant Pol de Mar e Sitges, por exemplo). Tinha planos explorar o centro de Madri esta tarde? Pois é melhor buscar refúgio no ar condicionado de algum museu. Lembre-se: você está de férias e não é obrigado a nada.
Para você que está planejando uma viagem pela Europa e gosta de um calorzinho, um palpite sincero: entre o clima insano e todos os problemas inerentes ao auge da alta temporada (preços altos, lotação, greves etc), acho que a proporção perrengue/prazer de estar no Velho Continente em julho e agosto pende cada vez mais para o lado errado – a menos que a ideia seja uma viagem de praia e hedonismo sem compromisso. Se estiver no seu alcance, programe-se para estar aqui em maio, junho, setembro ou outubro. Cada vez mais cálidos e populares entre os viajantes, esses meses são, para mim, o novo verão. Ou seja, a estação do ano que é puro prazer.
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