Maragogi: como chegar, hotéis, restaurantes, passeios e mais

Site: http://maragogionline.com.br População: 31.748 hab DDD: 82 Distância de outras cidades: Tamandaré, 47 km, Porto de Galinhas, 87 km, Maceió, 130 km, Recife, 136 km

Maragogi tem dois grandes trunfos: um belo conjunto de recifes, conhecido como Galés, a poucos quilômetros da costa; e águas verde-esmeralda que podem lembrar as do Caribe. O resultado? Uma generosa quantidade de piscinas naturais perto da orla. 

Como a cidade fica há menos de 90 quilômetros de Porto de Galinhas e a 140 quilômetros de Recife e de Maceió, muita gente vem apenas para passar o dia. Mas o bate e volta não costuma valer a pena: de Recife e de Maceió são cinco horas para ir e voltar. E mesmo partindo de Porto de Galinhas, a um hora e meia de viagem, corre-se o risco de chegar e a maré não estar propícia para fazer o passeio até as piscinas naturais (falaremos sobre tábua de marés um pouco mais abaixo).

Além disso, quem dorme em Maragogi encontra uma ótima infraestrutura hoteleira, que compensa a ausência de bons restaurantes com diárias que não raro são all-inclusive (inclui refeições, petiscos, bebibas e até frigobar), pensão completa (três refeições ao dia) ou meia-pensão (o café da manhã e geralmente o jantar).

GALÉS DE MARAGOGI E TÁBUA DE MARÉS

A imagem mostra uma mar verde esmeralda com águas cristalinas onde é possível ver recifes de corais. Ao fundo, o céu possui um azul intenso e poucas nuvens.
Na maré baixa, os recifes conhecidos como Galés formam piscinas naturais cristalinas, onde é possível observar os peixinhos. Crédito: thatagr82/Pixabay

Catamarãs avançam seis quilômetros mar adentro até chegar às Galés de Maragogi, piscinas naturais formadas pelo recifes, onde ficam ancorados por cerca de duas horas. Em meio a muitos turistas, a diversão é mergulhar para ver os peixinhos coloridos nas águas cristalinas. 

É importante ter em mente, porém, que as formações só podem ser visitadas durante a maré baixa, o que não ocorre todos os dias. Tampouco nos mesmos horários: os passeios geralmente acontecem entre 6h e 14h30, mas a cada dia o momento ideal para conhecer as Galés acontece 40 minutos mais tarde que no anterior.

Para não voltar de Maragogi frustrado, não embarque em nenhum passeio sem antes consultar a tábua de marés na recepção do seu hotel ou nos sites do Climatempo e do Maragogi Online. Veja a hora em que a maré estará no nível mínimo (mais próximo do zero) e programe a saída para no máximo uma hora antes, de forma que você chegue às piscinas no momento que elas estiverem o mais secas possível. Como já foi dito, o ideal é que a maré esteja o mais próximo de zero e, no máximo, 0,5 – acima disso o passeio não valerá a pena.

Saiba que as piscinas estarão em sua melhor forma nas luas nova e cheia, quando o fenômeno oscila de forma mais radical. Nas luas crescente e minguante, as marés variam menos e as piscinas ficam mais profundas e menos transparentes.

PARA FUGIR DA MUVUCA

As águas azuis de Maragogi formam outras piscinas naturais, como as de Taocas e Barreiras de Peroba. Tão belas quanto as Galés, mas menos exploradas, elas são uma boa pedida para evitar as multidões. Outra alternativa ainda pouco conhecida é a Croa de São Bento, que é praticamente uma praia que se forma em alto mar a poucos minutos de jangada da praia de São Bento.

MELHORES PRAIAS E OUTROS PASSEIOS EM MARAGOGI

Dentre as praias mais bonitas de Maragogi figuram as de Antunes e Barra Grande, mais tranquilas e com uma cor de mar surreal, digna de Caribe. A sete quilômetros ao norte do centrinho, o acesso é pela rodovia AL-101, sentido Recife

Na fotografia é possível observar uma pequena faixa de areia e um mar azul esverdeado raso e com poucas ondas. A areia é cercada por vegetação e o céu é azul e com poucas nuvens.
É possível caminhar mar adentro quando a maré está baixa na Praia de Antunes e os bancos de areia formam piscinas naturais. Crédito: Otávio Nogueira/Wikimedia Commons

Quando a maré está em seu nível mais baixo, é possível andar vários metros mar adentro com a água batendo na canela em Antunes. Mais impressionante é Barra Grande: quem estiver com pique, pode caminhar um quilômetro adiante pelo mar, na passagem conhecida como Caminho de Moisés, até um banco de areia no meio do oceano, com água quentinha e transparente, redes para tirar foto, bares flutuantes e barcos que servem comida. Fique sempre atento ao horário das marés e certifique-se de retornar antes que a água suba. Também é possível chegar até lá de lancha em passeios combinados com as piscinas naturais. Independente da sua escolha, aqui, mais uma vez, a dica é consultar a tábua de marés (saiba mais acima).

Salinas Maragogi, Alagoas, Brasil
O Caminho de Moisés, na Praia de Barra Grande. Crédito: Salinas Maragogi/Divulgação

A lista de praias continua com Bitingui, Ponta do Mangue, do Xaréu, Japaratinga, que tem um centrinho próprio, e Peroba. Nesta última, barqueiros levam turistas às Barreiras de Peroba – o valor é negociado no local.

A imagem mostra duas pessoas pedalando uma espécie de bicicleta aquática que possui duas partes de caiaques no lugar das rodas. Eles estão sobre um mar de verde intenso e ao fundo vê-se um trecho de praia e o céu azul com poucas nuvens.
Idealizado por Moah e Paty, o negócio de bikes aquáticas faz passeios guiados na área dos recifes de corais. Crédito: Porto do Sol/Divulgação

Mistura de bicicleta e caiaque, as chamadas bikes aquáticas permitem flutuar sobre os corais e os peixes coloridos que caracterizam Maragogi sem danificar o seu ecossistema. O negócio, que virou febre na cidade, foi idealizado pela Porto do Sol, que aluga o equipamento e faz passeios guiados rumo à barreira de corais a partir da praia de Ponta do Mangue. No vídeo a seguir, produzido pela VT e pela Meta, Moacir Souza, dono do negócio, fala mais sobre os passeios, os melhores trechos de praia e dá uma dica certeira para você jamais se frustrar no passeio das piscinas naturais: 

A partir das 17h, a Feira de Artesanato ocupa o calçadão da praia principal de Maragogi. E, falando em artesanato, faça a Trilha do Visgueiro (82/99113-8299), uma caminhada de duas horas que passa por cachoeiras e pela Associação Mulheres de Fibra, que reúne artesãs que confeccionam peças com fibra de bananeira. 

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BATE E VOLTAS A PARTIR DE MARAGOGI

Com mais tempo à disposição, aproveite para dar uma esticada até São Miguel dos Milagres, onde fica a Praia do Patacho e o Santuário do Peixe-boi Marinho. Por lá, também é possível fazer o passeio pelas piscinas naturais do Toque, menos exploradas – mas sempre olhe a tábua de marés antes. Você pode chegar até lá fazendo a travessia de balsa (10 minutos) pela Praia do Pontal.

Outro destino perfeito para conhecer em um bate e volta saindo de Maragogi é a Praia dos Carneiros, em Pernambuco, que além do mar perfeito guarda uma fotogênica igreja à beira-mar. O percurso de carro leva cerca de uma hora e as variações da maré não afetam o passeio porque o barato é o banho de mar na beirinha.

SALINAS MARAGOGI, GRAN OCA E OUTRAS HOSPEDAGENS EM MARAGOGI

Salinas Maragogi, Alagoas, Brasil
O Salinas Maragogi tem atividades para a família inteira, o tempo inteiro. Crédito: Salinas Maragogi/Divulgação

Quando a maré sobe e não há passeios para as galés, a cidade de Maragogi volta à calmaria. Menos em um lugar: o Salinas Maragogi, resort que há mais de trinta anos está entre os queridinhos das famílias. Um dos motivos é a gratuidade para crianças de até doze anos hospedadas no mesmo quarto dos adultos. Outro é o sistema all-inclusive, com bebidas, petiscos e frutos do mar à vontade.

Como ele fica a 135 quilômetros do aeroporto de Maceió e a 125 quilômetros do de Recife, muita gente vai por Pernambuco. Seu trunfo é a localização, em um terreno frondoso cortado pelo Rio Maragogi e a poucos minutos de caminhada da vila – o que também faz com que a praia em frente receba muita gente de fora.

Há muito o que fazer o tempo todo, sempre embalado por uma animadíssima equipe de recreadores. O Salinas  aproveita muito bem a praia e o rio: o setor náutico lista atividades como mergulho, banana boat, windsurfe, caiaque e stand-up paddle (cobrados à parte). 

O resort também tem uma área mais radical, com slackline, arvorismo, ou melhor, “coqueirismo”, e uma tirolesa que despenca em direção ao Rio Maragogi. Crianças a partir de quatro anos se divertem no playground e no kid’s club bem equipado – para os menores, há serviço de babá. Por fim, uma agência instalada no hotel organiza passeios às Galés e saídas de mergulho, facilitando a vida do hóspede.

A imagem mostra uma piscina que corta uma área de coqueiros e casas em um resort
No Gran Oca uma enorme piscina corta praticamente o terreno inteiro. Crédito: Grand Oca Maragogi All Inclusive Resort/Divulgação

Outro resort que se destaca entre as famílias é o Grand Oca, que é pé na areia e fica no melhor trecho da praia. Para as crianças, há recreadores à disposição e um playground aquático. Para os adultos, a pedida é descansar na enorme piscina, que começa próxima da recepção e termina 400 metros depois, quase na praia. Ao seu lado, um jardim cheio de coqueiros abriga os bangalôs e as alas de quartos. À noite, os casais procuram o jantar à luz de vez do restaurante Ix’u, cujo ponto forte são as lagostas.

Na Praia do Camacho, uma das menos conhecidas de Maragogi, boa opção para os casais é o Praiagogi Boutique. Superfofos, os quartos têm decoração em tons claros e, ao chegar, recadinhos no espelho e pétalas na cama. Os dilemas serão explorar a região, nadar na piscina azulzinha ou lagartear nos mega gazebos pé na areia. Para completar, o restaurante Tuyn serve cozinha fusion. Apenas adultos são aceitos da propriedade principal, mas duas casas adiante fica a Pousada Little Praiagogi. Em seus três quartos, crianças não só são bem-vindas como também há serviço de babá até as 21h (incluído na diária).

Praiagogi, Maragogi, Alagoas, Brasil
O Praiagogi é queridinho entre os casais. Crédito: Praiagogi/Divulgação

Ao lado do Salinas, a Pousada Camurim Grande também é cortada pelo Rio Maragogi, mas fica em um trecho da praia com pouco movimento. As acomodações estão bem-espaçadas dentro de um terreno com muitos coqueiros, mangueiras e cajueiros, o que garante o clima intimista. 

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Se você busca luxo despojado, serviço e muito conforto, considere a lindíssima Anttunina Pousada, no trecho mais bonito da orla, na Praia do Antunes.

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O all-inclusive Japaratinga Lounge Resort inaugurou em 2018 com uma proposta mais sofisticada, tanto em termos das comidas e bebidas quanto na decoração dos quartos e áreas comuns. São 2.500 m² de piscinas, incluindo uma aquecida, mas é importante ressaltar que o hotel não é pé na praia: uma estrada e um gramadão o separam da praia.

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Também fica na região a Pousada do Alto, que tem o melhor ângulo para admirar as cores do mar e as piscinas naturais do município vizinho de Japaratinga – especialmente da piscina, de borda infinita. Livros de arte, esculturas e cerâmicas decoram o ambiente.

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Perto dali, o Venezia Tropicale dispõe de quartos com rede na varanda. 

A Pousada Marahub tem a vantagem de estar perto do ponto de partida dos passeios de catamarã. De areia branca e águas transparentes, a Praia do Burgalhau é o endereço do Praia Dourada, com meia-pensão. Ainda mais afastada, na Praia de Barreiras do Boqueirão, a Pousada Vila de Taipa tem espreguiçadeiras na beira da praia e uma pequena piscina com uma bela vista do mar. 

Veja outras opções de hospedagens em Maragogi

ONDE COMER EM MARAGOGI

Restaurante do Camurim Grande, Maragogi, Alagoas, Brasil
Climinha romântico no restaurante da pousada Camurim Grande. Crédito: Camurim Grande/Divulgação

Maragogi não é uma força gastronômica, motivo pelo qual muitos resorts, hotéis e pousadas incluem meia-pensão, pensão completa ou são all-inclusive. Não à toa, as melhores mesas ficam dentro de hospedagens que exigem reserva de quem não estiver hospedado. É o caso do Tuyn, na Praiagogi Boutique Pousada, com cardápio que mescla influências asiáticas e brasileiras; do Camurim Grande, na pousada homônima, especializado em frutos do mar; e do Caiuia, dentro da Estalagem Caiuia, com sua famosa cozinha aberta onde os comensais observam o cuidado no preparo dos pratos. No município vizinho de Japaratinga, a pousada Venezia Tropicale também funciona como um restaurante italiano com foco em frutos do mar – o espaguete com lagosta e camarão serve bem três pessoas.  No centrinho de Maragogi, não deixe de provar a Tapioca da Martha, preparada por uma boliviana que adotou o litoral alagoano.

QUANDO IR PARA MARAGOGI

Salinas Maragogi, Alagoas, Brasil
Para conhecer as piscinas que fizeram a fama de Maragogi, consultar a tabela de marés é imprescindível. Crédito: Salinas Maragogi/Divulgação

A melhor época para visitar Maragogi é de outubro a janeiro, meses com o tempo mais firme. Entre abril e agosto há mais chances de chuvas, o que pode prejudicar a visibilidade nas piscinas naturais. É muito importante programar a visita durante a maré baixa, requisito necessário para os passeios até as Galés (saiba mais acima). Entre setembro, o Festival da Lagosta celebra o nobre fruto do mar em pratos e petiscos criados pelos hotéis e restaurantes da região.

COMO CHEGAR EM MARAGOGI

A foto mostra uma praia que quase não possui faixa de areia. Os coqueiros são abundantes e se inclinam sobre o mar. Percebe-se que a praia tem um formato circular pois é possível ver mais coqueiros ao fundo, bem como o céu nublado e acinzentado.
A Praia de Bitingui, em Japaratinga, é um dos cenários que pode ser visto no passeio de van que parte do centro de Maragogi. Crédito: Elvis Boaventura/Wikimedia Commons

Maragogi está a 140 quilômetros de distância de Maceió e também de Recife. De carro, quem chega por Maceió pega um trajeto simples, mas as rodovias mudam de sigla, o que pode atrapalhar um pouco. Siga pela AL-101 até a Barra de Santo Antônio, depois pela AL-413 até São Luís do Quitunde, AL-105 até Porto Calvo, AL-465 até Japaratinga e, finalmente, AL-101 até Maragogi. De Recife, a saída é pela BR-101.

COMO CIRCULAR POR MARAGOGI

Uma van sai do centro e percorre a AL-101, passando pelas praias no sentido sul e norte – menos Bitingui, Barreiras do Coqueirão, Boqueirão e do Pontal. Outra opção para conhecer as praias da região é fazer um passeio de bugue ao sul ou ao norte, que passa pelos principais points e leva até quatro passageiros. 

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