Copenhague: quando ir, como circular, passeios, hotéis e mais

Site: https://www.visitcopenhagen.com/copenhagen-tourist

População: 600.000 hab

Fuso horário: +4h (horário de Brasília)

Distância de outras cidades: Odense 166 km, Hillerod 40 km, Roskilde 38 km, Aarhus 305 km, Legoland 306 km, Malmo (Suécia) 36 km

Atualizado em junho de 2019

Reis, rainhas, princesas e contos de fadas. Para quem está acostumado com a Disney, Copenhague leva o turista a um patamar diferente de fantasia. Entre a troca de guarda no Palácio de Amalienborg, residência de inverno da família real dinamarquesa; o edifício de tijolinhos do Castelo Rosenborg, com suas salas de trono e de joias da coroa; e a estátua da Pequena Sereia, personagem de um conto de Hans Christian Andersen, a capital da Dinamarca é cheia de histórias, combinando imaginação e autenticidade com o esplendor de uma cidade que tem um dos padrões de vida mais altos do mundo.

Inicialmente uma vila de pescadores, a capital da Dinamarca cresceu como grande centro comercial nos séculos 17, quando o porto foi remodelado com a construção do canal Nyhavn – hoje um dos principais cartões-postais da cidade, com as casas coloridas dos antigos mercadores (e dos bordéis) transformadas em restaurantes e cafés.

Outras fantasias se encontram Christiania, bairro hippie erguido por ativistas nos anos 70 em uma antiga área militar. Autogerida, a comunidade é outra das principais atrações de Copenhague, ao lado do Tivoli, parque de diversões inaugurado no século 19 – e destino certo para quem não abre mão de um pouco de Disney.

QUANDO IR

Com invernos rigorosos, a temperatura média de Copenhague é baixa praticamente o ano todo. O verão é o mais ameno, com os termômetros chegando a até 25 °C, e os dias são bem mais longos – no solstício de junho, eles chegam a 17 horas. Para quem não se incomoda com um “friozinho”, primavera e outono podem ser opções fora da alta temporada, com preços mais baixos.

COMO CHEGAR

Copenhague é servida pelo Aeroporto Internacional Kastrup (CPH). É o principal hub da companhia escandinava SAS, também sendo servida por uma série de linhas internacionais, inclusive as de baixo custo. O aeroporto de Kastrup é ligada ao centro de Copenhague por trams e metrô, em uma viagem que não leva nem 15 minutos.

O Brasil não tem voos diretos para a Dinamarca, e pode-se chegar à capital com conexões em cidades como Paris (Air France), Amsterdã (KLM) ou Zurique (Swiss). Da Europa, uma alternativa interessante é tomar um voo para Malmö, na Suécia, do outro lado do estreito de Oresund, de onde se pode chegar a Copenhague em 30 minutos a bordo de trens operado pela DSB.

A capital da Dinamarca também é acessível para quem está um pouco mais longe. Há trens de longa distância, muitos noturnos, que seguem via Hamburgo vindos de Amsterdã (11h10 de viagem), Berlim (a partir de 6h50) e Munique (desde 11h10). As composições são operadas ou reservadas pela DB.

COMO CIRCULAR

Copenhague é bem servida por um sistema de transporte público que inclui ônibus, metrô (duas linhas disponíveis, com uma expansão para quatro até 2020), trem e tram (S-tog, com sete linhas), todos integrados. Os bilhetes são cobrados pela distância percorrida, sob o sistema de zonas, nove no total.

Há vários tipos de bilhetes: viagem simples (cobrado conforme o número de zonas percorridas, sai desde kr 24, cobrindo duas zonas e válido por duas horas); bilhete de um dia (viagens ilimitadas durante um dia para todas as zonas; kr 150); City Pass (para as zonas 1, 2, 3 e 4, válidos de 24 a 120 horas, saindo por, respectivamente, kr 80 a kr 300), todos com opções para crianças (grátis até 12 anos, meia até 16). E há o Copenhagen Card, que dá direito ao uso do transporte público, entrada franca em 87 atrações e descontos em estabelecimentos como restaurantes, a partir de kr 54 (24 horas). O site Rejseplanen é uma ótima ferramenta para programar os itinerários, com horários, tarifas e modal.

PASSEIOS

Eleita pelo guia Lonely Planet como a melhor cidade para visitar em 2019, Copenhague faz valer o título. Inevitável é um tour demorado pela Nyhavn, com seus bares e restaurantes coloridos à beira do canal, onde é possível fazer um passeio de barco a partir de kr 50 (algumas opções são gratuitas para os portadores do Copenhagen Card).

No percurso, podem ser avistadas outras atrações – como o edifício histórico da Bolsa de Valores, o Børsen, do século 17, o barroco Palácio de Charlottenborg, desde o século 18 sede da Academia Real de Belas Artes da Dinamarca e espaço de exposições; o Palácio de Amalienborg, residência oficial da rainha Margrethe II que também abriga um museu; os modernos edifícios da Royal Danish Playhouse, da Copenhague Opera House e da Black Diamond Library – uma extensão ousada da Royal Danish Library; e até a famosa estátua da Pequena Sereia – todas atrações que valem a visita em terra firme.

A pé, vale visitar também o Museu Nacional da Dinamarca, com suas mais de 250 mil peças, entre obras de arte e artefatos que datam desde a Era do Gelo; e o renascentista Palácio Frederiksberg, que abriga o Museu da História Nacional. Entre as igrejas, há que se dar uma espiada, pelo menos, na Igreja de Mármore (Vor Frelsers Kirke), datada do século 18.

No lado leste do canal fica a psicodélica Christiania, com suas casas coloridas erguidas pelos próprios moradores – que não chegam a mil. Com leis próprias, a comuna hippie não tem propriedade privada nem carros circulando entre as suas muitas áreas verdes. É um território de bikes, assim com em toda Copenhague. A venda de maconha, permitida durante muitos anos em meio a polêmicas, foi vetada pelo governo recentemente.

Diversão há no Parque Tivoli, o segundo mais antigo do mundo em funcionamento. Fundado em 1843, serviu de inspiração para Walt Disney. Possui uma montanha russa de madeira centenária, teatro chinês, um carrossel a 80 metros de altura e outros brinquedos radicais, para crianças e adultos que não largam uma fantasia.

ONDE FICAR

Na beira do canal que lhe dá nome, o Nyhavn Hotel tem seus 130 quartos aconchegantes distribuídos em dois edifícios, originalmente armazéns do início do século 18 que foram renovados. Boa localização também tem o hostel Urban House Copenhagen, perto da Estação Central de Copenhage. Também no centro, com ótimo custo-benefício, está o novinho e moderno citizenM Copenhagen Radhuspladsen. Estilo completamente diferente – e outro patamar de luxo e preço – tem o Nimb Hotel, que abriga apenas 17 quartos dentro do Parque Tivoli.

ONDE COMER

Por décadas, séculos até, a gastronomia dinamarquesa foi marcada pela frugalidade. O uso intensivo de ingredientes sazonais, carnes, pescados e laticínios sempre foi a marca registrada do cenário local. A combinação destes produtos é encontrada é vários bons bistrôs, restaurantes despretensiosos e lanchonetes que servem deliciosos sanduíches abertos, os smørrebrød. Comidinhas simples e universais, como pizza, churrasquinho grego, hot dogs e hambúrgueres estão disponíveis em quiosques espalhados pelo centro, sempre convenientemente próximos às principais atrações.

No entanto, se quiser tornar sua passagem por Copenhague realmente inesquecível, considere fazer uma reserva num dos melhores restaurantes do mundo. O Noma, do chef René Redzepi, é a ponta de lança da chamada nova cozinha nórdica e é incontestavelmente o mais notável das novas ótimas casas da cidade. Entre na fila de espera para uma mesa disponível e reserve cerca de 1500 kr para um menu de diversos pratos fixos. Outros endereços que valem a visita são o Formel B, o Relae e o Geranium.

DOCUMENTOS

Brasileiros não precisam de visto para até 90 dias de estadia. O passaporte deve ter validade superior a três meses quando da saída.

DINHEIRO

A moeda é a Coroa Dinamarquesa (DKK), que vale também para a Groelândia e as Ilhas Feroé (10 kr = 1,34).

Informações ao viajante

Línguas: Dinamarquês, mas o inglês é amplamente difundido

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