Largo do Boticário é revitalizado e transformado em hotel no Rio

Casario histórico passou por reformas e foi convertido em uma hospedagem da rede francesa Accor

Por Beatriz Neves Atualizado em 27 jul 2022, 20h02 - Publicado em 27 jul 2022, 11h38

O Largo do Boticário, complexo de casas neocoloniais localizado no Rio de Janeiro, foi revitalizado para se tornar parte da rede de hotéis francesa Accor. Batizado de Jo&Joe Rio de Janeiro, o empreendimento foi inaugurado no dia 19 de julho e segue um formato de hospedagem chamado de “Open House”, que combina os conceitos de hostel e de hotel tradicional. A proposta é unir, em apenas um lugar, opções de acomodação para diferentes públicos. Nesse caso, são 80 quartos privativos e compartilhados, cada um decorado de um jeito, que podem receber de uma a oito pessoas.

Jo&Joe Rio de Janeiro
A piscina do Jo&Joe Rio de Janeiro é aberta aos não-hóspedes. Jo&Joe Rio de Janeiro/Divulgação

Os hóspedes do Jo&Joe têm acesso exclusivo a uma loja de produtos naturais e a uma lanchonete que vende sanduíches e pizzas. As demais partes do complexo são abertas ao público em geral. É o caso do restaurante, do bar, das três piscinas, da quadra de basquete e do espaço de coworking, além dos eventos que o hotel planeja para os próximos meses. Estão previstos workshops de caipirinha, partidas de altinha e beer pong, circuito sensorial na floresta, aulas de ioga, karaokê e apresentações de saxofone.

LOCALIZAÇÃO E HISTÓRIA 

O Largo do Boticário está localizado na Rua Cosme Velho, na zona sul do Rio de Janeiro. O local é uma joia e um tanto escondido: seu acesso se dá por meio de uma ruela estreita, denominada Travessa ou Beco do Boticário. O lugar fica perto da Casa Roberto Marinho, que guarda um incrível acervo de arte que pertenceu ao “dono” da Globo.

O acesso pode ser feito pelas linhas 1 e 2 do metrô: é preciso descer na Estação do Largo do Machado e de lá pegar um ônibus ou carro de aplicativo, trajeto que dura cerca de dez minutos.

A história do espaço remonta ao início do século 19, quando o boticário Joaquim José da Silva Souto comprou uma casa no local. O largo ganhou importância porque entre seus clientes estavam membros da elite carioca e da própria família real. Com o passar dos anos, outras pessoas adquiriram os imóveis do largo e realizaram mudanças na arquitetura das casas, mas o nome permaneceu.

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Na década de 1920, Edmundo Bittencourt, fundador do jornal Correio da Manhã, comprou o terreno e reformou o conjunto de oito casas, mantendo o estilo neocolonial. Na década de 1970, o lugar chegou a servir como cenário do filme 007: Contra o Foguete da Morte. Cercado pela mata densa e às margens do Rio Carioca, o Largo do Boticário foi tombado em 1987 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC).

O casario ficou abandonado por mais de dez anos, sendo ocupado por pessoas em situação de rua. Em 2018, a rede hoteleira Accor comprou sete casas do conjunto, que foram restauradas e mantêm as características originais.

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