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As atrações imperdíveis do lado argentino das Cataratas do Iguaçu

Na Argentina, a imersão nas cataratas é mais intensa. Três passarelas e uma boa oferta de passeios garante um ou dois dias de emoção

Por Fernando Leite Atualizado em 8 out 2021, 14h57 - Publicado em 27 jan 2017, 17h40

A grande parte das Cataratas do Iguaçu fica do lado argentino, logo prepare-se para um dia intenso na terra dos hermanos – na verdade, se tiver tempo, reserve dois dias.

Excursões pipocam para a Argentina diariamente, mas você pode ir de táxi, ou mesmo com carro próprio, desde que esteja quitado e em seu nome e pagando a Carta Verde (licença para circular nos países vizinhos). Se for alugar um veículo em Foz, peça para a locadora uma autorização para circular na Argentina e também obtenha a Carta Verde.

Do Centro de Foz até a entrada do Parque Nacional Iguazú são 26 km, percorridos em 40 minutos, mais o tempo de fronteira.

Chegando no Centro de Visitantes, um trem leva os turistas da Estação Central para a Estação Cataratas (onde saem os Circuitos Superior e Inferior) e outra composição segue por mais 3,5 km até a Estação Garganta do Diabo, onde sai a passarela mais alucinante da dupla de parques. Vamos aos atrativos:

1 – Passarela da Garganta do Diabo

Prepare seu arsenal de interjeições, você está diante da Garganta do Diabo (foto: Talita Ribeiro)
Prepare seu arsenal de interjeições, você está diante da Garganta do Diabo. Crédito:

Toda suspensa sobre o Rio Iguaçu, tem 1,1 km de extensão em percurso plano. No começo, o rio está bem calminho, aumentado de intensidade à medida que avançamos. O final apoteótico é muito próximo à queda mais “assustadora” do complexo: a Garganta do Diabo com seus 80 metros de volumosa água. Em épocas de rio cheio, mal conseguimos ver o lado brasileiro

2 – Circuito Superior

A passarela mais próxima das quedas (foto: divulgação)
A passarela mais próxima das quedas. Crédito:

Quando eu disse que na Argentina nós estaríamos nas cachoeiras, eia a passarela que melhor representa essa sensação. Totalmente plana, são 1,7 km passando justamente por cima de onde as quedas despencam. No alto do Salto Bosetti, tem-se a melhor vista para o lado brasileiro. No fim da passarela que dá as caras é o Salto San Martín, o segundo maior do conjunto.

3 – Circuito Inferior

As quedas vistas de baixo caracterizam o Circuito Inferior (foto: divulgação)
As quedas vistas de baixo caracterizam o Circuito Inferior. Crédito:

A distância é a mesma do superior, mas a dificuldade aumenta. É a passarela com maior desnível das Cataratas. Atravessando um trecho no meio da mata, as grandes atrações são os mirantes. Se o rio não estiver muito cheio, barquinhos fazem a travessia para a Ilha de San Martín de onde se tem a vista frontal do famoso salto homônimo.

4 – Gran Aventura

Madre de dios! (foto: divulgação)
Madre de dios! Crédito: Divulgação/Divulgação
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Trata-se da versão hermana do Macuco Safari com um plus a mais: as lanchas vão até um ponto seguro perto da Garganta do Diabo e chegam bem próximas do Salto San Martín, afinal ninguém é louco de colocar um barco embaixo da queda. O banho é mais violento que o do Macuco. O passeio começa com um rolê de jipe por uma trilha na mata. Depois do banho, quem quiser pode desembarcar no Circuito Inferior ao invés de voltar todo o caminho.

5- Aventura Nautica

Versão bem pocket do Gran Aventura, as lanchas saem do Circuito Inferior, contornam a Ilha San Martín e o banho é no Salto Três Mosqueteros, o mesmo do Macuco Safari, com vista para a Garganta do Diabo.

6 – Paseo Ecológico

Paseo ecológico: momento relax no Rio Iguaçu (foto: divulgação)
Paseo ecológico: momento relax no Rio Iguaçu. Crédito:

Ao lado da Estação Garganta do Diabo, botes infláveis estão a postos para um passeio de 2,5 km pelo alto do Rio Iguaçu com o intuito de contemplar a fauna e a flora com mais acuidade – jacarés e tartaruga costumam dar as caras por lá. Um guia-remador dá todas as coordenadas da região.

7 – Sendero Macuco

Sendero Macuco: contato com a fauna e um banho de cachoeira (foto: divulgação)
Sendero Macuco: contato com a fauna e um banho de cachoeira. Crédito:

A trilha de 7 km (ida e volta) tem como destino final uma cachoeira no Arroyo Arrechea. Sem grandes dificuldades até os 200 m finais, ela atravessa um belo trecho de mata para ouvir os sons dos animais e, quem sabe, cruzar com macacos saltando entre as árvores. Diferente da Trilha do Poço Preto, no Brasil, aqui a única opção é a caminhada.

8 – Passeo da Luna Llena

Passeio de lua cheia, atração imperdível no lado argentino das Cataratas do Iguaçu (foto: Sam Spickett/divulgação)
Passeio de lua cheia, atração imperdível no lado argentino das Cataratas do Iguaçu. Crédito: Sam Spickett/Divulgação

Não é nada mais nada menos do que a passarela da Garganta do Diabo realizada em noites de lua cheia (o concorrido passeio geralmente em cinco datas por mês). Tente esquecer o barulho das pessoas e concentre-se no incrível visual da lua iluminando o gigantesco salto, formando um spray arrebatador. Depois, há opção de jantar no restaurante do parque.

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