Achados Adriana Setti escolheu uma ilha no Mediterrâneo como porto seguro, simplificou sua vida para ficar mais “portátil” e está sempre pronta para passar vários meses viajando. Aqui, ela relata suas descobertas e roubadas

10 maravilhas das praias da Austrália

Espaço para fazer churrasco, limpeza total, banheiros onipresentes e outros motivos para amar as areias australianas

Por Adriana Setti 31 dez 2018, 23h24

Nem vou entrar no mérito das areias alvas, do mar cor de jade, d@s moç@s do corpo dourado do sol de Bondi, ou da grandeza que não cabe na foto. Algumas maravilhas das praias da Austrália não são obra da natureza. E deveriam servir de exemplo para o resto do planeta. Ei-las:

1. Graminha do amor

Quase todas as praias de Sydney, e boa parte das praias urbanas do país, são cercadas por um gramado. Além de dar um aconchego no olhar (casa bem aquele verdinho na frente do mar) e um respiro entre a areia e o asfalto, é o espaço ideal para estirar a canga quando venta muito ou simplesmente quando você não está afim de entrar em um relacionamento sério com a areia. Também é perfeito para um piquenique, uma ioga ou para pessoas com dificuldade de locomoção.

Graminha com churrasqueiras elétricas na praia de Bronte, em Sydney Adriana Setti/Arquivo pessoal

2. Piquenique profissa

Australianos são loucos por churrasco e fazem isso em qualquer lugar – até na beira da praia. Mas, claro, tudo organizado, bonitinho e seguro. Muitas praias incrementam essa tal graminha do item anterior com churrasqueiras elétricas pú-bli-cas (que obviamente todo mundo que usa limpa depois). Em alguns lugares, elas ainda estão cobertas por uma cabaninha para proteger do sol, com mesas e bancos. Fico imaginando quanto duraria um negócio desse instalado no Brasil.

Piscina gloriosa na praia de Bondi, em Sydney Adriana Setti/Arquivo pessoal

3. Piscinas à prova de desastres

Certas vezes, as placas que encontramos na entrada das praias por aqui podem ser um pouco desanimadoras. Há perigo de: tubarões, água-viva, polvo venenoso (!), correnteza forte, shore break (o famoso quebra coco: aquele tipo de onda enorme que explode no raso e faz você sair rolando na areia de bunda de fora)… Obviamente, com um pouco de noção é muito difícil que você padeça de todos esses males por dar um mergulhinho. Mas, por via das dúvidas, quase todas as praias australianas têm uma piscina cavada nas pedras (ou até uma piscina normal) onde dá para nadar tranquilamente. Dia desses, a piscina de Manly amanheceu com um filhote de tubarão dentro. Mas isso definitivamente não acontece todo dia.

4. Xixi e afins sem pânico

Viajei mais de 60 países e nunca vi tantos banheiros públicos – e de qualidade. Ninguém passa aperto nas praias urbanas australianas (e também há banheiros muito estratégicos dentro de parques nacionais e lugares quase “desertos”). Além do WC em si – com aquela maravilha chamada papel higiênico – ainda é bem comum encontrar chuveiros e vestiário completo. Tem gente que sai do trabalho na hora do almoço, dá uma surfadinha, toma aquele banho e volta pro escritório.

5. Tá limpo. Mas limpo mesmo.

Jogar (ou “esquecer”) lixo na praia intencionalmente é praticamente impensável para um australiano e muita gente recolhe qualquer coisa que veja no chão, mesmo que não lhe pertença (o que costuma acontecer quando algum pedaço de papel ou plástico voa por acidente por causa do vento).

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6. Cada um no seu quadrado

Tem gente de fio dental (está na moda por aqui), de burquini e até nadando de roupa (o que é hábito para os indianos e outros asiáticos). E está tudo bem.

A linda, segura (e limpíssima) praia de Tamarama, em Sydney Adriana Setti/Arquivo pessoal

7. Arrastão ao contrário

Assim como em todo país, a preocupação em ser furtado é quase zero. Há quem deixe a bolsa no banco do parque e saia para correr. Há quem estacione o carro e deixe a porta destravada. Há quem nunca tranque a porta de casa. Na praia não é diferente. Deixar a bolsa com toda a sua vida dentro na areia e entrar no mar para dar um mergulho é uma coisa normal aqui na Austrália. Até em praia urbana e lotada. Mas eu cresci no Brasil, moro em Barcelona e confesso que não consigo relaxar totalmente.

Eles mandam. Nós obedecemos. Adriana Setti/Arquivo pessoal

8. O salva-vida é a lei

Quando eu era pequena, nos loucos anos 80, mal passava da água na cintura com a minha destemida prancha de isopor e começava a visualizar dona Márcia, minha mãe, apitando e sinalizando furiosamente na beira do mar, para que eu viesse mais para o raso. Aqui é exatamente assim. Mas, ao invés da sua mãe, sempre haverá um salva-vidas gritando no megafone e dando bronca nos mais valentes. Se de início achei isso meio jardim da infância, depois do primeiro caldo de virar do avesso passei a valorizar a presença desse SOS Malibu, com seus respectivos quads, lanchas, botes, pranchas, jet-skis e helicópteros.

9. O clube dos salva-vidas

Autoridades máximas na praia, e bonitões do pedaço, os salva-vidas geralmente têm um clube pé na areia devidamente equipado com um bar onde a cerveja costuma ser mais barata do que nos bares normais. Como não amar?

10. Sem fumaça

Não há fumaça e nem uma bituca de cigarro sequer jogada na areia – eis uma das melhores consequências do fato de ser proibido fumar em grande parte das praias.

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