10 dicas para economizar viajando pela Austrália

Hospedagem alternativa, dicas de alimentação e outras formas de poupar uns trocados na terra dos cangurus

Sushi, gasolina e roupas (na liquidação) estão entre as pouquíssimas coisas que um brasileiro consegue achar barato na Austrália. Por outro lado, o preço de um mero limão ou de um cafezinho pode provocar convulsões em quem, como eu, ralou em real para estar aqui. Por essas e outras, vale adotar algumas estratégias para economizar:

 

1. Pense em formas alternativas de hospedagem

Um hotel simples e minimamente atraente na Austrália custa pelo menos AUD 200 (R$ 540). Já um motel fedorento ou um quarto duplo de hostel – sem banheiro privativo – não saem por menos de AUD 100-120 (R$ 270/R$ 320).

Diante desses valores assustadores, é preciso pensar fora da caixa.

Se você curte acampar, eis uma ótima oportunidade de tirar o mofo da sua barraca. Os campings aqui têm uma infraestrutura inigualável e, de quebra, muitas vezes são a única forma de passar a noite em cenários espetaculares na beira da praia ou dentro de parques nacionais.

Prefere apanhar do que desenrolar um sleeping bag? Então AirBnb é seu pastor e nada lhe faltará. Tenho alugado quartos em casas bacanas ou até pequenos apartamentos privativos (estilo cabine instalada no jardim, algo que é muito comum aqui na Austrália) por uma média de AUD 110. Ou seja, praticamente o mesmo preço de um motel capaz de despertar instintos suicidas.

Casinha fofa estilo cabine, feita de contêiner reciclado, instalada no jardim de uma anfitriã do AirBnb: um jeito criativo e confortável de se hospedar, pelo preço de um motel xexelento

Casinha fofa estilo cabine, feita de contêiner reciclado, instalada no jardim de uma anfitriã do AirBnb: um jeito criativo e confortável de se hospedar, pelo preço de um motel xexelento (Adriana Setti/Arquivo pessoal)

2. Faça as contas antes de embarcar em um motorhome

Viajar de motorhome/campervan é outro clássico da Austrália. Mas, faça as contas antes de fechar negócio, tendo em mente que, quase sempre, esta opção vale mais pela experiência do que pelo dinheiro. Na ponta do lápis, dificilmente sairá muito mais barato do que AirBnb + carro econômico alugado, a menos que as despesas sejam divididas entre mais de três pessoas; ou que você alugue uma campervan muito básica/velha; ou que você faça um esquema de comprar um veículo na chegada e vender na saída (ideal só para viagens bem longas).

 

3. Seja o rei do piquenique

Qualquer sentadinha em um restaurante extremamente simples custará pelo menos AUD 40 (R$ 140) com prato principal e sobremesa – quantia que aumenta em progressão geométrica na medida que você toma umas e outras. Comer e beber realmente bem sempre acaba acima dos três dígitos. Sendo assim, mais vale considerar restaurante como uma ocasião especial e se virar no dia a dia na base do piquenique, algo que faz parte da vida do australiano tanto para praia/parque, como no horário de almoço do trabalho. Portanto, não tenha vergonha de levar a sua marmitinha.

 

4. Adote uma garrafinha

No primeiro dia desta viagem, paguei AUD 4 (R$ 10) por uma garrafinha de água em uma loja de conveniência na beira da praia. Foi a última que comprei. Na Austrália é seguro (e maravilhoso) beber da torneira e você encontrará água potável em tudo quanto é lugar: banheiros públicos, parques, praias. Fora isso, qualquer pessoa com consciência ambiental sabe o quanto as embalagens descartáveis de plástico são nocivas para o meio ambiente. Não à toa, todo australiano anda com a sua garrafinha (há modelos lindos à venda por aqui). Junte-se a eles.

 

5. BYO: procure esta sigla

O álcool é caríssimo na Austrália e acrescentar vinho à conta do restaurante pode ficar pesado. A boa notícia é que muitos estabelecimentos são BYO (bring your own; “traga o seu”). Ou seja, você está liberado para levar a sua bebida alcoólica, comprada por um preço mais em conta (pero no mucho) nas lojas especializadas (bottle shops).

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6. Beba com os locais

Associações de salva-vidas ou de veteranos militares estão equipadas com bares que costumam vender drinques a um preço mais amigo. Por exemplo: no clube dos salva-vidas de Bronte, uma praia de Sydney, a cerveja custa 6 AUD (R$ 13). Em um pub normal, o preço costuma ser uns AUD 9 (R$ 24). Por isso, esses lugares costumam virar ponto de encontro dos locais.

O social (e a vista) do bar do clube dos salva-vidas de Bronte, em Sydney: cervejinha “barata” para os padrões locais

O social (e a vista) do bar do clube dos salva-vidas de Bronte, em Sydney: cervejinha “barata” para os padrões locais (Adriana Setti/Arquivo pessoal)

7. Orientalize-se

Comida boa e barata na Austrália é sinônimo de asiática. Expanda seus horizontes e jogue-se na cozinha vietnamita, tailandesa, chinesa, japonesa, indiana, paquistanesa…

 

8. Pedale

As cidades grandes da Austrália estão repletas de sistemas de bicicletas compartilhadas. Mas atenção: as elétricas não são uma pechincha e, às vezes, podem custar quase o preço de uma corrida de Uber. Para economizar, pedale uma OBike, Lime, Mobike, Earth Bike…

 

9. Compre um cartão de transporte

Nas cidades grandes, comprar bilhetes a cada viagem no sistema de transporte sai muito mais caro do que comprar um cartão recarregável que pode ser usado em trens, metrô, ônibus etc. Ao chegar a Melbourne, Brisbane ou Sydney, pare uns minutos para entender como o sistema funciona e economize usando um cartão de transporte, como fazem os locais.

 

10. Vá de Uber Pool

O Uber e outros aplicativos do gênero tornaram os táxis totalmente obsoletos por aqui, trazendo tarifas mais amigas. Em algumas regiões de Sydney, o app ainda inclui a modalidade Uber Pool, em que você divide o carro com outras pessoas que farão um trajeto similar, pagando muito mais barato. Se bobear, dá até para conhecer gente interessante pelo caminho.

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