Roteiro de trem: 10 dias por Barcelona, Madri e sul da Espanha

Passando em cinco cidades diferentes, essa viagem sob trilhos explora a diversidade cultural do país

Barcelona – 3 noites

Aproveite os dias ensolarados de Barcelona para ver obras de Gaudí no melhor museu da cidade: suas ruas. Comece pela Casa Milá, também conhecida como La Pedrera, depois siga para o coloridíssimo Parc Güell e, guardando o melhor para o final, visite a catedral de arquitetura mais singular de que se tem notícia, a da Sagrada Família. Para não amargar filas, compre tudo online, com hora marcada.

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Viajar de trem em um país em que operam tantas low-costs pode soar antiquado, mas, embora incontáveis voos conectem Barcelona a Madri, ir sobre trilhos é mais prático e pode até ser mais rápido, considerando o deslocamento aos aeroportos. Para viajar sem estourar o limite do cartão no AVE, o trem veloz espanhol, comece a pesquisar as passagens no site da Renfe com três meses de antecedência.

Detalhe das chaminés da Casa Milá, em Barcelona (Eduardo Merlile/Flickr)

Madri – 3 noites

Uma vez em Madri, renda-se aos museus de verdade. O Reina Sofia guarda relíquias como a Guernica, de Picasso, enquanto o do Prado, mais tradicional, tem no acervo uma profusão de Velázquez e Goya. Os dois ficam próximos, rodeados de pequenas galerias e espaços de exposição independentes.

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Mesmo com a crise econômica que atingiu a Espanha anos atrás, os locais mantiveram o hábito de salir de tapas, algo como “sair para petiscar”. Um bom endereço para imitá-los é a taberna La Raquetista, no bairro de Retiro, onde fica o enorme parque homônimo, que parece ainda mais charmoso nos dias de semana.

Ao fim da temporada madrilenha, pegue mais um AVE, que, em menos de três horas, te deixa em Sevilha.

Interior do museu Reina Sofia, em Madri (Joan GGK/Flickr)

Sevilha – 2 noites

Extravagante capital da Andaluzia, Sevilha é o lugar em que a Espanha abraça o clichê das dançarinas de flamenco e suas castanholas. A atração obrigatória por lá é o Alcázar, complexo palaciano com edifícios de diferentes épocas.

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Dedique um dia a ele e outro ao centro histórico, onde fica a catedral da cidade, a maior do país, cujo campanário, a Giralda, é um antigo minarete. Ali perto há também o Metropol Parasol, uma enorme construção de madeira de design contemporâneo que, com sua forma de onda, recobre toda uma praça.

Depois, embarque em outro trem para um passeio de um dia em Córdoba, a apenas 40 minutos dali.

Nas ondas do Metropol Parasol, em Sevilha (Marit & Toomas Hinnosaar/Flickr)

Córdoba – Bate e volta

É só caminhar um pouco na histórica Córdoba para enxergar a mistura de influências católicas e árabes. Melhor exemplo está na mesquita que também é catedral, uma obra-prima da arquitetura islâmica que, por si só, já vale o deslocamento até a cidade.

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Ainda assim, o lugar não descansa em seus louros e inaugurou, três anos atrás, o Mercado Victoria, que tem pretensões gastronômicas e ocupa uma estrutura de ferro forjada em 1877.

A mesquita/catedral de Córdoba (Ricardo Ramírez Gisbert/Flickr)

Granada – 1 noite

Devido a obras nos trilhos, o trecho final da viagem entre Sevilha e Granada precisa ser feito em um ônibus fornecido pela própria Renfe. O trajeto leva 2h15min, ao todo.

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Como em toda Andaluzia, o mix de religiões também é forte em Granada, em que a ocupação moura deixou para trás a impressionante Alhambra, uma fortaleza encravada na montanha que reúne alguns dos jardins, pátios e salas mais visitados da Espanha. Mais uma vez, planejamento é a chave: os ingressos para o complexo são limitados e comprar online com bastante antecedência é essencial.

A fortaleza moura de Alhambra, em Granada (Julián Rejas de Castro/Flickr)

Qual é a melhor época?

Em abril, o clima é ameno, os hotéis nas capitais têm tarifas de baixa temporada e as cidades da Andaluzia já estão agitadas, mas não lotadas.

Texto publicado na edição 256 da revista Viagem e Turismo (fevereiro/2017)

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