Barcelona

Site: http://www.bcn.es, http://www.bcn.cat

População: 1.621.000 hab

Fuso horário: +4h (horário de Brasília)

Distância de outras cidades: Madri 628 km, Sevilha 999 km, Granada 884 km, Córdoba 862 km, Valência 384 km, Santiago de Compostela 1138 km, Toledo 715 km, Navarra 469 km, San Sebastián 565 km, Segóvia 712 km, Salamanca 792 km, Ilhas Baleares 271 km

Atualizado em setembro de 2019

Por Adriana Setti

É difícil comparar Barcelona com qualquer outra cidade. Com seu skyline marcado pela tresloucada Sagrada Família, a capital da Catalunha tem um jeitão muito único, graças à ousadia do genial Antoni Gaudí, entre outros arquitetos que levaram o modernismo às últimas consequências. Mas não é a somente a originalidade de seus edifícios que explica o poder de sedução da terra do pintor Joan Miró e do chef Ferran Adrià. Com 1,6 milhões de habitantes e mais de dois mil anos de história, a metrópole cultiva a criatividade como uma questão de princípios. Não é à toa, portanto, que dita tendência nas artes, no design e na gastronomia, com a mesma intensidade que exercita a sua veia boêmia e a devoção pelo time do Barça.

Consciente e orgulhosa de seu passado, mas eternamente camaleônica, a cidade abriu-se ao mar para as Olimpíadas de 1992, dobrou a sua orla após o Fórum Mundial das Culturas, em 2004, e está caminhando a passos rápidos para ser cada vez mais sustentável, implantando ciclovias e zonas exclusivas para pedestres, enquanto reduz progressivamente o trânsito de automóveis na área central. Ao mesmo tempo em que inova, Barcelona não perde a sua identidade, afirmada pelo apego ao idioma catalão (oficial na Catalunha, assim como o espanhol) e o sentimento de ser a capital de uma nação à parte dentro da Espanha.

Quatro dias é o tempo mínimo para ter uma ideia geral da cidade, flanando pelas Ramblas e as ruas estreitas da Ciutat Vella, explorando a rota modernista e visitando alguns dos museus mais importantes, como a Fundació Miró e o Museu Picasso. Para os fãs, também não pode faltar um visita ao Camp Nou, o estádio do Barça. Vale lembrar, no entanto, que a vida à beira do Mediterrâneo segue seu ritmo próprio, acelerado pero no mucho – afinal de contas, duas horas de almoço (num lugar onde se come divinamente) são fundamentais.

QUANDO IR

Barcelona literalmente ferve de meados de junho a setembro, com temperaturas que costumam ultrapassar os 30oC, multidões de turistas circulando pelas ruas e preços nas alturas. O verão também é a temporada das festas populares (as mais bombásticas são as de Gràcia, em agosto, e a da Mercè, em setembro) e dos grandes festivais, como Sónar e Cruïlla – a exceção é o Privamera Sound, que rola entre o fim de maio e o começo de junho. Para conhecer a cidade com temperaturas mais amenas e (um pouco) menos de burburinho, primavera e outono são boas pedidas. O inverno é a época menos frenética em Barcelona mas, ainda assim, durante o Mobile World Congress, em fevereiro, os hotéis lotam e as tarifas sobem à estratosfera. Mesmo no auge do frio, o céu costuma estar azul e temperaturas negativas são raridade.

COMO CHEGAR

A Latam é a única companhia aérea que voa direto de São Paulo para Barcelona.

COMO CIRCULAR

Alugar um carro para rodar pela cidade é a maior roubada, já que os estacionamentos são caríssimos e o trânsito costuma ser congestionado. Mais vale aproveitar que Barcelona tem um excelente sistema de transporte público, com linhas de metrô que cobrem a maior parte da cidade e estações equipadas com elevadores. Os ônibus também são boas pedidas para circular. Os veículos têm ar condicionado e são acessíveis para cadeirantes e carrinhos de bebê.

Para economizar em transporte, ao invés de comprar um bilhete simples a cada deslocamento, vale a pena adquirir um passe múltiplo T-10, que dá direito a dez viagens e pode ser compartilhado por mais de uma pessoa. Quem pretende rodar bastante de metrô, bonde e ônibus ainda pode adquirir um Hola Barcelona Travel Card para dois, três, quatro ou cinco dias. Ele dá direito a viagens ilimitadas, mas só pode ser utilizado por uma pessoa por vez.

Nem todas as estações de metrô contam com cabines de vendas, mas as máquinas de tela táctil são fáceis de operar e aceitam cartões brasileiros, além de bilhetes e moedas de euro. Também é possível comprar passes de transporte em bancas de jornal (quioscos), tabacarias e casas lotéricas.

Através do aplicativo do TMB, é possível planejar a viagem, consultar o horário de funcionamento de cada linha e comprar bilhetes (que você imprime na máquina da estação).

Pegar um táxi na rua em Barcelona costuma ser fácil, seguro e em conta para os padrões europeus (uma corrida na área central dificilmente sairá por mais de €12). Mas é sempre bom ter em mente que viagens de/para estações de trem, porto e aeroporto estão sujeitas a suplementos. O aplicativo mais utilizado para pedir um táxi em Barcelona é o Free Now. Serviços como Uber e Cabify são alvos de grande polêmica na cidade, bem como de um interminável vai e vem se decisões judiciais. Melhor checar as notícias mais recentes antes de usar.

Para quem tem pouco tempo, o ônibus turístico de dois andares (Bus Turistic) é uma maneira prática de conhecer Barcelona. Ele faz três rotas diferentes e é possível descer ou subir em qualquer parada. Os veículos circulam das 9h às 19h/20h (inverno/verão) e têm wi-fi grátis. É possível comprar o bilhete diretamente no ônibus, em bancas de jornal, nos hotéis ou pela internet.

O QUE FAZER

Museus essenciais

Barcelona pode até não ter um museu grandioso como o Prado, de Madri. Mas a cidade oferece um ótimo “menu degustação” de pequenos bocados culturais que enchem a barriga. Com vistas incríveis da cidade, a Fundació Miró guarda o melhor da obra do catalão surrealista Joan Miró, exibindo algumas de suas telas mais famosas, além de tapeçarias e esculturas. Para se aprofundar no legado do pintor de Guernica (não confunda: o quadro fica no museu Reina Sofia, de Madri), o Museu Picasso faz um repasso de todas as fases do gênio cubista e explora sua relação com Barcelona, onde estudou – compre entradas pela internet com antecedência para escapar da fila! Já para ficar por dentro das últimas tendências da arte contemporânea, vá ao MACBA e a uma exposição do CCCB ou do CaixaForum.

Se quiser entender melhor o sentimento de nação que move a Catalunha, faça sua lição de história no Museu d’Història de Catalunya, que ocupa o Palau de Mar, na parte mais bonita do Port Vell (Porto Velho). Também vale ver o Museu d’Història de Barcelona, onde é possível caminhar por uma plataforma sobre ruínas romanas.

O mais visitado da cidade, no entanto, é o FC Barcelona Museum, que está  à altura do calibre da equipe de Messi. A exposição tem vídeos de momentos inesquecíveis, homenagens aos grandes jogadores que passaram pelo clube e a vasta coleção de troféus do time. Imperdível para os fãs do esporte bretão, o pacote Tour & Museu ainda inclui um passeio pelo estádio, passando por gramado e vestiários.

Para crianças

Quem viaja com crianças não pode perder o CosmoCaixa, um museu de ciências interativo que, entre várias exposições interessantes, tem uma reprodução da selva amazônica. Outra atração que não pode faltar na rota dos pequenos é o Aquarium de Barcelona.

Praias

Até os Jogos Olímpicos de 1992, Barcelona vivia de costas para o Mediterrâneo, escondida por uma zona portuária decadente. Para fazer bonito no megaevento, a cidade reformou a sua orla, ergueu o Porto Olímpico e construiu uma série de praias (sim, são todas artificiais). A Barceloneta é a mais próxima ao centro, ideal para passear no calçadão e petiscar frutos do mar. Já a praia do Porto Olímpico, é praticamente uma extensão da Barceloneta, incrementada com uma sequência de restaurantes e lounges badalados. A seguinte, Nova Icária, é popular entre a galera do vôlei de praia. Mais adiante, Bogatell faz as vezes do “ver e ser visto”, famosa pela concentração de corpos bem torneados. Passando um pequeno morrinho, chega-se à Mar Bella, cujo canto sul é nudista GLBT. Ao norte da cidade, as praias de Nova Mar Bella e Llevant costumam ser um pouco menos cheias.

Rota Modernista

Considerado um dos melhores exemplos do modernismo catalão, o Palau de la Música é a obra-prima do arquiteto Lluís Domènech i Montaner, cujo prestígio se compara ao de Antoni Gaudí. O mosaico de vidro multicolorido do teto da sala de concertos é espetacular. A melhor pedida é assistir a um espetáculo, mas também é possível conhecer o espaço numa visita guiada.

Principal vitrine do estilo arquitetônico que moldou Barcelona, a elegante avenida Passeig de Gràcia é o endereço das duas casas mais famosas projetadas pelo arquiteto Antoni Gaudí. Na Casa Batlló, o telhado lembra as escamas de um réptil e a estrutura das janelas remete a um esqueleto. Já na Casa Milà (La Pedrera), todo esforço para procurar um ângulo reto será em vão. Causando furor na época em que foi construída, no inicio do século 20, representa o último projeto de Antoni Gaudí antes que o arquiteto se entregasse de corpo e alma à Sagrada Família. Uma das obras mais originais e ambiciosas em andamento na atualidade, a igreja ficará pronta em 2026, depois de 134 anos de trabalho. A estrutura que se vê hoje ainda ganhará várias torres adicionais, incluindo uma gigantesca de 170 metros de altura. A fachada mais impressionante é a da Natividade, construída por Gaudí ainda em vida. O túmulo do arquiteto, que dedicou 40 anos ao projeto, está escondidinho na cripta. A poucos minutos de caminhada, o antigo Hospital Sant Pau leva a assinatura de Lluís Domènech i Montaner e é uma das mais belas obras deste estilo na cidade. Restauradas, as salas mais bonitas foram transformadas em museu.

Las Ramblas

Cada trecho do calçadão mais turístico da cidade tem um nome. A Rambla de les Flors é a parte onde estão as bancas de flores. Rambla de Canaletes é onde fica a fonte homônima (diz a lenda que quem bebe de sua água sempre volta à cidade). Ao todo, são seis trechos diferentes que explicam a razão do nome Ramblas, no plural.

Entre estátuas vivas, pintores e milhares de pessoas, atente para a obra do artista Joan Miró estampada em mosaico no chão, mais ou menos na altura do belíssimo Gran Teatre del Liceu, a “ópera” de Barcelona. Numa das extremidades da avenida, de frente para o mar, está o monumento dedicado a Cristóvão Colombo – dá para subir ao mirante, a 60 metros de altura, de elevador.

Um dos pontos mais interessantes das Ramblas é La Boquería, o mercado público mais fervilhante e célebre de Barcelona. Seus botecos servem comidinhas finas e baratas – os melhores são o Pinotxo e o Quim.

Bairro Gótico

Barcelona nasceu há mais de 2 mil anos como Barcino, uma colônia do Império Romano. E as reminiscências deste passado distante continuam vivas na parte mais antiga da cidade. Localizado entre as Ramblas e a Via Laietana, o Bairro Gótico é um labirinto de vielas, pracinhas e becos que revelam surpresas: lojinhas, restaurantes, incontáveis bares, galerias e atrações de primeira grandeza. Não deixe de visitar a Catedral de Barcelona, em estilo gótico, e a linda igreja Santa Maria del Pi, numa pracinha charmosa. Outro endereço importante é a Plaça de Sant Jaume, que ocupa o antigo fórum da Barcelona romana e, dois mil anos depois, continua sendo o centro das decisões e manifestações políticas (ali estão os edifícios da prefeitura e do governo da Catalunha). Outro ícone do bairro é a Plaça Reial, um elegante quadrilátero em estilo neoclássico enfeitado por palmeiras imperiais e luminárias projetadas por Gaudí, já mostrando a que vinha quando ainda era apenas um aprendiz. Cercada de bares e restaurantes, a praça ferve madrugada adentro.

 Bairro do Born

Versão mais cool do Bairro Gótico, o vizinho Born tem lojinhas de design irresistíveis, ótimos restaurantes e atrações de peso, como a  Basílica de Santa Maria del Mar, que inspirou o bestseller A Catedral do Mar, de Ildefonso Falcones. Na outra extremidade do charmoso Passeig del Born está El Born Centre de Cultura i Memòria. Graciosamente esculpido em ferro e vidro pelo arquiteto Josep Fontserè i  Mestre, esse antigo mercado modernista abriga uma exposição sobre a vida na cidade no século 18, posicionada ao redor de ruínas encontradas durante a reforma do recinto. Dentro há um bom restaurante e uma loja de suvenires criativos.

Montjuic

Ideal para ter uma vista panorâmica da cidade, o Teleférico del Puerto conecta  a praia da Barceloneta à colina onde fica o Parque do Montjuïc. Uma vez lá, caminhe pelos jardins Joan Brossa e vá até o Castell de Montjuïc, uma antiga fortaleza medieval com uma linda vista para o porto. O parque também abriga o Estádio Olímpico e as piscinas que foram usadas nos Jogos de 1992.

Todo turista que se preze também tem que ver a Font Màgica de Montjuïc em ação. Construída para a Exposição Universal de 1929,  a fonte instaladas os pés do Montjuïc “dançam” em meio a um show de luzes e música. Prepare-se para enfrentar multidões e não descuide da carteira.

Parques

A principal atração do famoso Park Güell é a sua entrada, concebida pelo arquiteto Antoni Gaudí com mosaicos multicoloridos e formas insólitas. O parque projetado como um condomínio de luxo da família Güell, que acabou doando a área à cidade em 1922. Compre as entradas pela internet para escapar das filas!

Se a ideia for relaxar, correr ou fazer um piquenique, o lugar certo é o Parc de la Ciutadella, que ocupa o lugar onde, entre 1716 e 1869, havia uma detestada ciutadella fortificada dos reis da Espanha. Dentro do parque está o Zoo Barcelona.

ONDE FICAR

O arsenal de hotéis de luxo de Barcelona tem representantes de redes internacionais como Mandarin Oriental, W e Ritz Carlton, além do novíssimo Nobu. Mas também há endereços sofisticados e cheios de personalidade, como os hotéis Ohla, Mercer, Casa Fuster, Brummel, Casa Bonnay e Casa Camper.

A cidade também tem uma boa lista de hotéis de deisgn a preços acessíveis, como os das redes Chic and Basic, Praktik e Room Mate, além de outros nomes como Market, Casa Bella Gràcia, e Retrome Urban Retreat.

A lista de bons e baratos inclui achadinhos como a Casa Kessler, Plaça Catalunya Guesthouse e Jardinets Guesthouse.

Entre os albergues mais moderninhos e confortáveis da cidade estão o The Generator Hostel, St. Christopher’s Inn e o Rock Palace.

ONDE COMER

Paella e frutos do mar

Para comer uma boa paella com vista para o mar, dois bons endereços são o Gallito, embaixo do hotel W, e o Barraca. Ainda na Barceloneta, casas que honram o nome são La Mar Salada e o Cheriff.

Para impressionar, o 7 Portes é tiro e queda. Aberto desde 1836, já foi visitado por figuras ilustres como Catherine Deneuve e Joan Miró, entre outras celebridades. Outra instituição inabalável quando o assunto é frutos do mar é o Botafumeiro, marisqueria ao estilo galego que oferece os cobiçados percebes (um crustáceo vendido a preço de ouro), lagostas, caranguejos robustos e bons pratos à base de arroz. Um dos restaurantes mais falados da cidade atualmente, premiado com uma estrela Michelin, Estimar é a casa do chef Rafa Zafra, que também comenda Heart, o restaurante-circo de Ferran Adrià em Ibiza.

No outro extremo da escala de preços está a boa e barata rede La Paradeta. Como num mercado, você escolhe os camarões, lagostas, caranguejos, lulas, ostras e afins. Depois, é só escolher o modo de cocção e esperar a vez de recolher o prato no balcão.

Cozinha espanhola/catalã

O Cuines de Santa Caterina fica dentro do mercado público de Santa Caterina, no Born, e aproveita os ingredientes frescos em suas receitas. Já o

Los Caracoles, tem quase 200 anos se distribui por várias salinhas forradas de azulejos em pleno Bairro Gótico. Na animadíssima Ramble del Raval, o Suculent serve receitas catalãs clássicas com um twist moderno, preparadas pelo jovem e talentoso Toni Romero. Para provar um pouco de tudo, o El Nacional ocupa um magnífico edifício modernista com decoração inspirada na Barcelona do início do século passado, no Passeig de Gràcia. Num espaço de 2 400 metros quadrados, há quatro bares  – de cervejas, de vinhos, de ostras com espumante e de coquetéis – e quatro restaurantes. O La Paradeta é um café que serve pratos leves; na Taperia estão as tapas; La Llotja é especializado em peixes e frutos do mar; e a Braseria capricha nos cortes de carne.

Tapas

Uma instituição da Barceloneta, o Vaso de Oro é minúsculo e disputadíssimo. Serve suculentas tapas com foie gras, excelentes patatas bravas  (batata frita temperada com molho picante) e cerveja artesanal tirada com maestria. Outro clássico é o Cal Pep, escondido numa pracinha no descolado bairro do Born. Seu tartar de atum, suas lulas fritas e outras tapas perfeitas valem cada minuto da (longa) espera por um lugar. A fila também é constante e justificada na Cervecería Catalana, onde as tapas clássicas são preparadas no capricho e a preços excelentes.

Na categoria “tapas grifadas”, um imprescindível é o Tapas 24, do chef Carles Abellán. Na mesma linha, o Dos Pebrots é o bar do estrelado Albert Raurich. O ápice da categoria, no entanto, é o Tickets (que ocupa a 20ª posição na lista The World’s 50 Best) do genial Abert Adrià, que também está por trás da Bodega 1900, seu bar mais acessível.

Alta cozinha

Uma das grandes mecas mundiais da gastronomia, Barcelona tem uma série de restaurantes estrelados que promovem grandes aventuras ao paladar. O mais badalado do momento é o Disfrutar, que ocupa a nona posição na lista The World’s 50 Best. Inaugurado no final de 2014, tem à frente os chefs Eduard Xatruch, Mateu Casañas e Oriol Castro, que trabalharam juntos durante 15 anos no mítico El Bulli, de Ferran Adrià. Com ambiente moderno e informal, aposta na cozinha “atrevida, divertida e sem ataduras”, fazendo loucuras com as texturas e os sabores dos ingredientes.

Outros que são motivo de peregrinação são o Alkimia, do chef Jordi Vilà, o Dos Palillos, que serve pratinhos orientais assinados por Albert Raurich (outro discípulo de Ferran Adriá que domina a cena gastronômica de Barcelona) e Enigma, joia da coroa do chef Alber Adrià.

Únicos restaurantes com três estrelas Michelin na cidade, o Abac é o QG de Jordi Cruz, jurado da versão espanhola do MasterChef; enquanto o Lasarte é a filial catalã do império gastronômico de Martin Berasategui, um dos precursores da nova cozinha espanhola.

Doces

Para tomar um sorvete perfeito, alguns endereços que não falham são a Vioko, na Barceloneta, e a DelaCrem, no Eixample. Já a lista das pâtisseries mais famosas de cidade é encabeçada pela Escribà, do mestre Christian Escribà (de quebra, a loja das Ramblas é uma joia da arquitetura modernista). Chocólatras também vão ao delírio na loja de Oriol Balaguer, onde os bombons têm ingredientes pouco convencionais e são vendidos em caixas lindas, como joias.

Cozinha internacional

Além de  ditar tendência em gastronomia, Barcelona também tem bons representantes da cozinha internacional. Um dos melhores exemplos é o japonês, Koy Shunka, do chef Hideki Matsuhisa, premiado com uma estrela Michelin e frequentado por celebridades. Outro japonês de tirar o chapéu é o Pakta, do chef Albert Adrià, que também está por trás do mexicano Hoja Santa. Entre os peruanos, uma boa é o Totora, enquanto o rei dos italianos é o Xemei.

COMPRAS

Duas marcas radicadas em Barcelona e que representam o jeitão irreverente da cidade são as coloridíssimas Custo Barcelona e Desigual. Para garimpar lojinhas de designers locais e outros achados, os melhores bairros são Gràcia e Born.

Para encontrar tudo em um lugar só, as lojas de departamento El Corte Inglés são um clássico. Mas a cidade também tem alguns bons shoppings, entre os quais os mais centrais são Maremagnum, Arenas e L’Illa Diagonal.

Entre as zonas comerciais da cidade, a mais completa é a formada pelo bulevar Portal del Angel, a Carrer Pelai e o Passeig de Gràcia, nas imediações da Plaça Catalunya. Ali estão as flagship stores (loja mais incrementada de uma marca, para servir de cartão de visita) de grandes redes, como H&M, Zara e Benetton, além das boutiques de luxo, como Chanel, Prada, Gucci, Louis Vuitton, Tiffany & Co, Stella McCartney, Ermenegildo Zegna, Versace, entre outras. Na mesma região, você também encontra lojas estratégicas como Nike, Apple Store, Sephora, Urban Outfitters, entre outras. Para garimpar eletrônicos, Media Markt e FNAC são as boas pedidas, com vários endereços na cidade.

A 50 minutos de Barcelona, o La Roca Village é o mais completo centro de pontas de estoque da Espanha, com mais de 130 lojas, incluindo Armani, Burberry, Missoni, Versace, Custo Barcelona, Diesel, Le Creuset, Desigual, La Perla, Levi’s, Michael Korse Gucci. Para chegar lá, há um ônibus especial que sai do centro de Barcelona várias vezes ao dia (consulte as informações no site).

DOCUMENTOS

Brasileiros não precisam de visto para entrar na Espanha. Em geral, basta apresentar o passaporte com validade mínima de seis meses, a contar da data de início da viagem. Mas, seguindo à risca as regras de imigração, o agente ainda pode solicitar a apresentação da passagem de volta, um seguro-viagem com cobertura mínima de € 30 mil para saúde, além de dinheiro suficiente para cobrir os gastos da sua estada no país (cerca de €600 por pessoa por semana). Você pode comprovar que dispõe de fundos apresentando cartões de crédito, de débito, travelers cheques ou dinheiro em espécie (o valor máximo permitido para entrar no país é de € 10 mil).

Para dirigir na Espanha, basta apresentar a carteira de habilitação brasileira, além do passaporte.

DINHEIRO

A moeda da Espanha é o euro, que pode ser comprado diretamente nos bancos e corretoras brasileiros. Caso você viaje com dólar, terá que trocar a moeda em casas de câmbio ao chegar a Barcelona e vai estar sujeito a taxas de conversão nem sempre favoráveis.

Você encontrará um cajero automático a cada esquina. No entanto, alguns bancos cobram comissões de € 3 a € 4 para saques com cartões internacionais – além das taxas do seu próprio banco  (consulte os valores antes de viajar) e do famigerado IOF de 6,38%. Para escapar dessa mordidinha extra, fuja do onipresente Caixa Bank e prefira caixas eletrônicos de entidades como BBVA e Deutsche Bank.

Informações ao viajante

Línguas: Espanhol e catalão

Saúde: Para entrar na Espanha, nenhuma vacina é obrigatória.


Melhor época para visitar: De abril a outubro, de preferência.No verão pode fazer calor demais, mas de todo modo é quando a cidade fica mais agitada. Em abril celebra-se San Jordi, o padroeiro da Catalunha, e tudo fica colorido e enfeitado com as cores vermelho e dourado.

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