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Arábia Saudita: complexo de luxo terá ilha artificial e estação de esqui

País do Oriente Médio está construindo centro turístico com proposta inovadora e megalomaníaca

Por João Antonio Streb
Atualizado em 8 jul 2024, 16h55 - Publicado em 8 jul 2024, 12h00

Há tempos destinos do Oriente Médio chamam atenção pelas iniciativas megalomaníacas no turismo, que visam o crescimento econômico em outros mercados para além do petróleo. Aconteceu com Dubai, Abu Dhabi, Qatar. A bola parece estar agora com a Arábia Saudita, que se prepara para sediar a Copa do Mundo em 2034.

Como parte do projeto “Visão 2030”, o país está construindo um complexo de luxo batizado de NEOM ao norte do Mar Vermelho. Capitaneada por Mohammed bin Salman, o príncipe herdeiro saudita, e Roger Nickells, ex-CEO da empresa de consultoria em design e engenharia Buro Happold, a iniciativa inclui a autoproclamada “ilha perfeita” Sindalah.

O que a ilha Sindalah oferecerá aos visitantes

Com previsão de conclusão em 2028, Sindalah está sendo projetada para ser uma ilha autossustentável através de alta tecnologia. Como o local não possui fonte de água potável, ele deverá contar com centros de dessalinização e processos para formação de chuvas artificiais – tecnologia semelhante à usada em Dubai.

O custo colossal para a construção da área de 840 mil m² é estimado em US$ 700 bilhões (cerca de R$ 3,8 trilhões), o equivalente ao 22º maior PIB do planeta.

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A expectativa é que Sindalah se torne um destino turístico megaluxuoso e ecofuturista para os endinheirados. A ilha deve contar com uma marina capaz de receber até 86 barcos de pequeno e médio porte – embarcações maiores terão que ser atracadas um pouco mais longe, com auxílio de 70 boias offshore.

O nível de luxo das hospedagens também mira na quebra de paradigmas, já que o projeto quer colocar na ilha o primeiro hotel 7 estrelas em território saudita. Esse patamar sequer existe nas classificações oficiais, mas ajuda a dar uma dimensão do que o visitante encontrará por lá.

A projeção inicial prevê capacidade de 2,4 mil visitantes diários, que serão recebidos nas 400 suítes e 300 quartos espalhados entre hotéis e villas construídos no sul da península.

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O centro gastronômico deve oferecer 40 opções culinárias e o lazer ficará por conta de um complexo esportivo e um campo de golfe.

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Outras atrações do projeto NEOM

NEOM é como a Arábia Saudita vem chamando uma gigantesca iniciativa para atrair empreendimentos de diferentes tipos, inclusive turísticos, para o país. É uma área que, se concluída como planejada, terá um tamanho equivalente à Bélgica. Sindalah, portanto, está longe de ser a única empreitada.

Uma das propostas mais disruptivas do NEOM é a construção de uma pista de esqui na encosta de uma montanha desértica e no clima de 40°C da Arábia Saudita. No espaço batizado de Trojena, a neve será artificial e produzida de forma sustentável.

O projeto também prevê a criação de novas cidades. The Line, por exemplo, será uma cidade sustentável, construída em linha reta e com diversos prédios espelhados, que deve abrigar pelo menos 300 mil pessoas em seus 150km de extensão. Já Oxagon foi idealizada como uma cidade portuária completamente flutuante, que integre inovação, turismo e pólos residenciais.

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