6 curiosidades sobre moedas do mundo

Elas passam de mão em mão, podem trazer sorte no amor e até serem usadas como ofensa

Por Beatriz Neves Atualizado em 11 Maio 2022, 17h18 - Publicado em 6 Maio 2022, 13h38

Uma das principais preocupações de quem viaja mundo afora é saber qual o tipo de moeda é aceito no país de destino. Por mais que existam unidades monetárias aceitas em diversos territórios, como o dólar americano, cada região do planeta apresenta as próprias singularidades em relação ao dinheiro. Veja curiosidades sobre as moedas de alguns países.  

O dólar é tcheco

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George Washington é a estrela da nota de 1 dólar, que teve sua origem, veja só, no país de Kafka.  Sharon Mccutcheon/Unsplash

O dólar americano é a moeda valiosa do mundo. Aliás, a famosa nota de um dólar, que estampa a imagem do ex-presidente George Washington, é a mais comum e manuseada de todo o globo. Mas uma curiosidade interessante sobre a moeda é a origem do seu nome: a origem é da atual República Tcheca.

Na região da Boêmia existe uma cidadezinha chamada Jáchymov, muito popular na Idade Média por conta das minas que existiam ali. À época, as trocas comerciais eram realizadas com uma moeda de prata denominada “joachimsthaler”. A palavra acabou sofrendo alterações com o passar dos anos, reduzida a “thaler” e, pelo fato de “th” em alemão ter som de “d”, acabou virando “dólar”. A moeda se tornou popular em toda a Europa, chegou nas mãos dos britânicos e eles a levaram para os Estados Unidos.

A moeda da geração Z

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Uma das moedas mais utilizadas do globo mal chegou à idade adulta.  Ibrahim Boran/Unsplash

O euro, embora seja uma das moedas mais utilizadas da atualidade, na realidade é bem jovem: tem pouco mais de 20 anos. Contudo, o projeto para unificar o dinheiro em países europeus iniciou ainda em 1957 quando seis países (Alemanha, França, Bélgica, Itália, Luxemburgo e Holanda) assinaram o Tratado de Roma e criaram a Comunidade Econômica Europeia. 

No entanto, a moeda tornou-se oficial apenas em janeiro de 1999. A implementação do euro colocou um ponto final na utilização de 12 moedas europeias, entre elas o marco alemão e o dracma grego – utilizado desde o século 6 a.C. Inclusive, a última é considerada a moeda com o maior tempo de circulação do planeta. 

A pataca brasileira

Em 1994, o real passou a ser a moeda oficial dos brasileiros, mas a unidade monetária do país já mudou outras oito vezes. As primeiras moedas chegaram ao Brasil em 1522, e as trocas comerciais só aumentaram com o passar dos anos. No entanto, foi apenas em 1695 que uma Casa da Moeda foi construída em terras brasileiras, localizada na Bahia.

A primeira moeda fabricada no Brasil era feita de ouro, prata e tinha um nome curioso: pataca, que valia 320 réis. Se a alcunha lhe é familiar, deve ser porque virou um ditado popular que, provavelmente, ainda é proferido na casa de alguma avó: “Você não vale nem meia pataca!”

Um furo da sorte no seu bolso

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Manusear uma moeda de 5 ienes no Japão pode trazer sorte.  Pixabay/Pixabay
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O iene, moeda oficial do Japão, é uma das poucas no mundo atual que apresenta um furo no meio. Os motivos das moedas de 5 e 50 ienes serem furadas são incertos, mas é um consenso de que elas trazem sorte. 

Na verdade, a moeda de 5 ienes, denominada goen, é considerada a da sorte. Isso acontece porque a palavra significa destino, oportunidade, conexão e relacionamento. Para os japoneses, o manuseio da moeda gera sorte no amor. 

Uma libra, uma reverência

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A “imortal” Elizabeth II dá as caras em todas as cédulas da libra esterlina.  Colin Watts/Unsplash

A libra esterlina é a moeda mais antiga do mundo e está em circulação no Reino Unido desde 1561, época do reinado da rainha Isabel I. Como o maior símbolo das terras britânicas, não é surpresa que a rainha Elizabeth II – monarca mais longeva da história da Inglaterra – ocupe todas as cédulas do dinheiro inglês.

O que poucos devem saber é que, junto com ela, algumas personalidades ocupam as notas no lado inverso. A nota de £10, por exemplo, carrega a imagem da escritora Jane Austen. Já na nota de £20 quem aparece é Adam Smith, pai da economia moderna.

Ninguém falsifica 

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Os suíços não pouparam esforços para desenhar uma cédula linda de se ver.  Claudio Schwarz/Unsplash

A Suíça, país europeu com aproximadamente 8 milhões de habitantes (é a população do Pará), é mundialmente conhecida pelo seu forte sistema bancário. Milionários do mundo todo confiam nos bancos do país, que possui uma lei de sigilo fiscal. Ou seja, as instituições financeiras não podem revelar seus clientes – mesmo que a origem do dinheiro depositado ali seja desconhecida. Já que não faz parte da zona do euro, a moeda oficial de lá é o franco suíço, que existe desde 1850. 

A segurança em relação ao dinheiro é uma das maiores preocupações dos suíços, que não poupam esforços para desenvolver tecnologias contra falsificações. A oitava série da moeda, por exemplo, começou a circular em 1995 e apresenta mais de 20 elementos de segurança. Entre 2016 e 2019, ela foi substituída pela nona série, com 15 novos padrões de proteção, como pontos sensíveis à luz ultravioleta e tinta reluzente. Existe até um aplicativo elaborado pelo Banco Nacional Suíço onde é possível checar cada detalhe das notas em 3D (se você não tiver uma nota em mãos, o APP também funciona com imagens da internet). 

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