Xangai, estrela da China

Xangai, a cidade mais futurista do país e sede da Exposição Universal de 2010

Por Janaína Silveira Atualizado em 16 dez 2016, 09h15 - Publicado em 12 set 2011, 19h45

Com seus 20 milhões de habitantes, Xangai não é apenas o coração financeiro da China: é a face mais ocidentalizada do país. Por isso, não foi nenhuma surpresa a escolha da cidade como sede da Exposição Universal (www.en.expo2010.cn) deste ano, que acontece entre maio e outubro. Durante o evento, cerca de 200 países e regiões apresentarão ao mundo o que têm de melhor em termos de cultura, ciência e tecnologia – naquilo que os chineses gostam de chamar de olimpíada cultural”. Pela primeira vez algumas cidades, como São Paulo e Porto Alegre, terão estandes próprios, já que o tema é “Cidade melhor, vida melhor”. A capital paulista levará o projeto Cidade Limpa, que pôs fim aos outdoors antes espalhados por suas ruas. E Porto Alegre irá expor o programa Governança Solidária, que propõe a criação de comitês formados por representantes da sociedade civil para auxiliar na administração local.

Xangai arrumou-se para a festa: orgulhosa, anunciou gastos de quase US$ 26 bilhões em infraestrutura com obras como revitalização da área costeira – estaleiros foram retirados da beira do Rio Huangpu – e construção do Centro de Performances, um complexo para convenções e mostras que acomoda até 18 mil espectadores. O parque da Expo 2010 foi distribuído entre as regiões de Pudong, o distrito financeiro, e Puxi – os nomes designam as áreas a leste (dong, em mandarim) e a oeste (xi, também em mandarim) do Rio Huangpu. Para fazer valer esse investimento, Xangai espera nada menos que 70 milhões de visitantes.

Surgida na Dinastia Sung (960–1279), a pujante Xangai de hoje começou como uma vila de pescadores banhada pelo Mar da China Oriental e pelo Rio Huangpu. Em razão da localização privilegiada, tornou-se um importante porto regional e, no século 19, chegou a ser o centro do comércio da Ásia com o mundo. Mas a chegada dos comunistas ao poder, em 1949, pôs fim à ascensão da chamada “Paris do Oriente”, pelo menos até o início dos anos 1990, quando o processo de reabertura econômica permitiu à cidade se revelar novamente.

A visita a Xangai não pode ficar sem uma pausa para fotos na região à beira-rio chamada Bund, repleta de restaurantes, bares e casas noturnas. Centro nevrálgico da Xangai do século 20, a área foi totalmente remodelada para a Expo. Em março, passou a ser exclusiva a pedestres e ganhou um deque gigante, de onde se tem uma vista privilegiada dos arranha-céus de Pudong. É lá que fi cam os prédios mais arrojados de Xangai, como o Pérola do Oriente, torre de rádio e TV com 468 metros de altura. Vizinho a ele está o prédio mais alto da China, o Shanghai World Financial Center (Century Avenue, 100, 86-21/3867-2008, www.swfc-shanghai.com), com 492 metros de altura – 336 metros menor que o prédio mais alto do mundo, o Burj Khalifa, em Dubai – e três observatórios abertos ao público. Ainda na região do Bund, uma boa aposta para uma refeição sofisticada, com vista para o skyline, é o Mon the Bund (Zhongshan Dong Yi Lu, 5, 70 andar, 86-21/6350-9988, www.m-restaurantgroup.com). Se a intenção é testar o limite do cartão de crédito, ali perto estão lojas da Dior, Giorgio Armani, Channel… Mas, se preferir poupar, dali dá para ir a pé a Nanjing Road, a rua de compras mais famosa da cidade.

Jardim Yuyuan, em Xangai, na China

A 30 minutos dessa agitaçåo, fica o Jardim de Yuyuan (foto acima), um oásis de tranquilidade. O sossego está restrito aos limites do parque: o bazar (www.yuyuantm.com.cn) a céu aberto que fica em seu entorno é a imagem perfeita de um formigueiro humano, onde turistas e lojistas tentam levar a melhor na negociação de lembrancinhas e eletrônicos. Buscando algo mais moderno e original? A região do Moganshan Road Art Centre reúne descoladas galerias de arte contemporânea, como a Shine Art Space (www.shineartspace.com) e a M97 (www.m97gallery.com).

Quer fazer uma pausa para um café ou lanche rápido? O centro comercial Xintiandi (www.xintiandi.com/english) tem lojinhas, bares, restaurantes e cafés charmosos. Se tiver tempo, experimente o xiaolongbao, espécie de ravióli da culinária local. Um bom lugar é o YeShanghai (Huangpi Nan Lu, 338, 86-21/6311-2323, www.elite-concepts.com).

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Para encerrar o dia, escolha o passeio sobre as águas do Rio Huangpu. Dá para comprar ingresso em agências no Bund: o tour dura uma hora e meia e custa o equivalente a R$ 13. E não se espante: ao lado de seu barco passarão os que levam enormes telões de LED com propagandas animadas – um toque a mais na profusão de luzes de Xangai.

Leia mais:

Edição 175 – Maio de 2010

48 Horas – Destinos Internacionais

Destino: China

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