Seis cidades imperdíveis na imensidão da China

1. Pequim
O número de turistas atraídos pelas belezas (e loucuras) chinesas cresce a cada dia: a Organização Mundial do Turismo (OMT) prevê que em 2020 a China seja o destino turístico mais concorrido do mundo. Ui! E para ver os grandes clássicos é obrigatório passar por Pequim, a capital que guarda relíquias históricas imponentes, como a Cidade Proibida, o complexo arquitetônico mais grandioso do país; o indescritível Templo do Céu (um dos templos mais esplendorosos que já vi na vida) e a Muralha da China. Aliás, só a Muralha já vale por si só… já pensou em ir até a Ling Ling China e não vê-la? Não faz o menor sentido.

(Além de tudo isso, lá estão bons restaurantes para provar o clássico Pato de Pequim, as melhores apresentações da famosa ópera local, ótimos e infinitos mercados de quinquilharias, e prédios megalomaníacos de arquitetura contemporânea, aquela mistureba louca de tradição com modernidade que a gente só vê nos gigantes asiáticos. E o número de visitantes do Museu Nacional de Pequim só cresce: foram 34% de 2012 para 2013, número que eleva as chances dele passar o Louvre em alguns anos).

(Ator se prepara para uma ópera chinesa em Pequim. Foto: Marco Pomarico)

(Ator se prepara para uma ópera chinesa em Pequim. Foto: Marco Pomarico)

2. Guilin
O vilarejo mais cênico do país está no sudoeste chinês e é um estrondo. Para entendê-lo, faça uma viagem panorâmica de seis horas pelo famoso Rio Li, entre Guilin e Yangshuo, na província de Guangxi. O riacho de águas rasas serpenteia picos de até 300 metros de altura ao redor de vilas e florestas de bambu, que são típicas das áreas rurais da região. Esta paisagem foi repetidamente retratada nas pinturas e gravuras chinesas e a vista é tão peculiar que foi parar no verso na nota de 20 yuans, conforme mostrei aqui.

3. Macau
Sem dúvida, a cidade mais delirante do país. Uma vez recebi um e-mail de um amigo que só foi parar lá depois que eu insisti muito para ele colocar Macau no roteiro: “Isso aqui é um delírio insano”, ele disse, via e-mail de lá. A Las Vegas do Oriente já tem um faturamento maior que o da própria Las Vegas e guarda o maior cassino do mundo, o The Venetian. A cidade é peculiar por sua herança portuguesa latente: guarda calçadas parecidas com as de Copacabana, antigas igrejas jesuítas e placas de rua escritas em português (mas não espere ouvir muito a nossa língua por lá, o português foi extinto do vocabulário local e hoje restam poucos velhinhos que sabem recitar versos de Camões).

(Ruínas da Igreja de São Paulo, construída entre 1602 e 1640, e destruída num incêndio em 1835, em Macau. Foto: Alessandra Corrêa).

(Ruínas da Igreja de São Paulo, construída entre 1602 e 1640, e destruída num incêndio em 1835, em Macau. Foto: Alessandra Corrêa).

4. Hong Kong
Apesar de não ser China-China – é um estado independente, mesmo caso de Macau, e pede um carimbo diferente no passaporte – fica ali do ladinho. A Nova York da Ásia é toda cosmopolita: tem shoppings e lojas de marcas chiquetês para todos os lados, placas de rua e estações de metrô em inglês, ótimos restaurantes internacionais, excelentes opções de Dim Sum (o brunch chinês, que é carregado de dumplings, os famosos pasteizinhos no vapor) e o estrelado Michelin mais barato do planeta, o Tim Ho Wan. Inclua no combo bons hotéis, uma vista arrebatadora no The Peaks, lojas e mercados para todos os orçamentos.

5. Xian
Foi a capital do país por 4 mil anos e serviu 11 dinastias. Sua posição privilegiada no mapa, na extremidade oriental da Rota da Seda, garantiu a fama de metrópole agitada e aberta aos estrangeiros, o que explica suas influências islâmicas e cristãs. Xian tem diversos templos e pagodes visitáveis e abriga o incrível Exército de Terracota, descoberto em 1974 por agricultores que cavavam um poço. Os mais de 7 mil guerreiros foram modelados em argila amarela e guardam o túmulo de Qin Shi Huangdi, soberano que unificou a China há mais de 2.200 anos. O mais impressionante é que cada soldado tem uma expressão facial diferente. Im-per-dí-vel ver isso de perto.

6. Suzhou
Uma cidadezinha a 50 quilômetros de Xangai repleta de canais e pontes – não foi à toa que os visitantes a apelidaram de Veneza local. Durante a dinastia Ming, no século 16, Suzhou floresceu como um centro intelectual e refinado, atraindo estudiosos e comerciantes, que construíram diversos jardins minimalistas. Uma preciosidade. Vá de trem direto de Xangai (que também é outra imperdível, mas como eu não a conheço pessoalmente, tive que excluí-la da minha listinha, que já tava ficando grande demais. Há!).

 

 

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