Atualizado em fevereiro de 2019
O centro da capital chilena, Santiago, englobando o contíguo bairro de Lastarria, é uma espécie de cartão de visitas da cidade: um lugar organizado, gentil e aprazível, com bons toques de modernidade que renovaram seus espaços públicos.
Aqui e ali surgem museus de primeiro mundo, prédios históricos conservados, áreas verdes vistosas, bares e restaurantes que se aproveitam do vinho abundante e da cena gastronômica crescente – tudo sempre à sombra da majestosa Cordilheira dos Andes. Vá durante a semana para ser envolvido pelo cotidiano das pessoas e do comércio.
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Palacio de la Moneda
Principal símbolo do centro histórico e bom ponto de partida, o palácio neoclássico de 1805 é atualmente a sede da presidência do país. Nas manhãs, em dias alternados (confira o calendário), acontece a troca da guarda, cuja banda tem um repertório bem pop. O subsolo abriga um centro cultural com lojinha.
Paseo Ahumada (400 metros)
Calçadão com alguns restaurantes e os curiosos e tradicionais cafés con piernas, nos quais as atendentes economizam nas peças de roupas (para a alegria do público masculino).
Plaza de Armas (100 metros)
O Paseo Ahumada termina nesta ampla e bonita praça central, que abriga o Correo Central, a Prefeitura e a Catedral Metropolitana. O Museo Chileno de Arte Precolombino também fica próximo daqui.
Mercado Central (450 metros)
No mercadão da cidade, vendedores gritam a plenos pulmões para convencer os visitantes a levar os milhares de moluscos, crustáceos e peixes recém-pescados. Se der fome, pule os restaurantes turísticos da parte da frente e opte pelos mais simples, que ficam nos fundos, com preços melhores e pratos caprichados e bem-servidos de frutos do mar. Ismael Valdés Vergara, 900.
Museo Nacional de Bellas Artes (700 metros)
Em meio ao agradável Parque Florestal, exibe esculturas e pinturas de artistas europeus e chilenos dos séculos 16 a 20. São 5600 obras exibidas em um belíssimo edifício neoclássico de 1910. Na parte de trás está um anexo de arte contemporânea. José Miguel de la Barra, 650.
Emporio la Rosa (500 metros)
Nos dias de calor, costuma ter filas na porta dessa sorveteria, considerada a melhor da cidade. Há sabores inusitados como chirimoya, fruta andina que lembra uma atemoia. Avenida Las Torres, 1424.
Bocanáriz (170 metros)
Esse bar de vinhos e restaurante é queridinho dos locais e fica aberto o dia inteiro. Bom para tomar uma tacinha dos melhores vinhos do país a preços módicos ou fazer uma refeição completa harmonizada. José Victorino Lastarria, 276.
Cerro Santa Lucía (200 metros)
Outro mirante imperdível na capital chilena é o Cerro Santa Lucía, localizado na região central de Santiago e que proporciona uma visão panorâmica completa da cidade. Ao subir no local, o turista chega a uma altura de quase 650 metros acima do nível do mar e, além de poder admirar os edifícios e montanhas de Santiago, tem a chance de curtir obras arquitetônicas extremamente interessantes. Diversas obras de estilo neoclássico (como fontes e esculturas) pontuam o Cerro Santa Lucía, criando uma oportunidade fantástica para grandes ensaios fotográficos. Na Fuente Neptuno, esculturas clássicas lançam jatos de água cercadas por árvores frondosas, local ótimo para recarregar as energias.
José Victorino Lastarria (200 metros)
Nessa rua charmosinha de paralelepípedos, quase ao lado do parque, há lojinhas, restaurantes, feiras de livros e arte e o bom Museo de Artes Visuales.
Centro Cultural Gabriela Mistral (300 metros)
O centro de arquitetura arrojada acolhe espaços ao ar livre, lojas e salas para exposições, peças, shows e concertos, além do ótimo café Gabriela. Avenida Libertador Bernardo O’Higgins, 227.
Patio Bellavista (950 metros)
Este complexo tem um vaivém de turistas dia e noite por suas lojinhas, restaurantes e bares de música ao vivo. No quarteirão é possível encontrar lojinhas (um pouco caras) de artesanato chileno e bares que servem, em um ambiente agradável e descontraído, a tradicional bebida “pisco sour”, receita cuja autoria o Chile disputa até hoje com o Peru. Pio Nono, 61.
La Chascona (400 metros)
É uma das três casas do escritor chileno Pablo Neruda, erguida em 1953 para sua terceira mulher, Matilde Urrutia, dona dos abundantes cabelos avermelhados e apelidada de “La Chascona” (a descabelada). Estão expostos os antigos ambientes da casa, com móveis e objetos da época e uma coleção de artefatos africanos do poeta. Fernando Márquez de la Plata, 0192.
MELHOR ÉPOCA
De novembro a maio, para dias ensolarados e temperatura estável. De maio a setembro há mais chances de chuva, friozinho e neblina, que cobre a Cordilheira dos Andes. Março e abril são os meses da vindima das vinícolas do país, boa oportunidade para participar de festas e degustações especiais.
FIQUE ATENTO
O metrô de Santiago é eficiente, mas não alcança todas as áreas da cidade. Os ônibus não aceitam dinheiro; é preciso adquirir a Tarjeta Bip nas estações de metrô para pagar o passe. Os táxis são baratos e práticos, e pode-se pegá-los na rua sem problemas.
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