Piscina natural da Praia do Patacho alternativa à Maragogi

As piscinas, menores que Maragogi, também são menos frequentadas por turistas

Por Julia Latorre Atualizado em 20 set 2021, 18h35 - Publicado em 17 mar 2015, 18h12

Quando se fala em piscinas naturais em Alagoas, Maragogi é referência. A 6 km da costa, as Galés de Maragogi não competem, em termos de tamanho, com qualquer outro lugar da região. Mas quando se fala em exclusividade, esse definitivamente não é o forte da atração que leva hordas de turistas de catamarã às piscinas naturais.

Paradisíaca e pouco frequentada, a Praia do Patacho é uma das raras agraciadas com cinco estrelas pelo GUIA QUATRO RODAS. Para curtir um passeio em escala de beleza tão bonito, ou até mais, do que Maragogi, e sem centenas de pessoas mergulhando ao seu redor, a dica é a Praia do Patacho, na região de São Miguel dos Milagres.

Partindo de Maceió, são cerca de 95 km de viagem até São Miguel dos Milagres. Pelo fato da estrada ser pista simples, a viagem dura cerca de duas horas. Se o passeio não for agendado previamente, é grande o risco de chegar e não conseguir uma jangada.

Um dos jangadeiros que leva até às piscinas naturais é o Dodô (82 9335-3264). Ele recomenda agendar o passeio com pelo menos uma semana de antecedência: o horário de saída é determinado pelo barqueiro de acordo com a tábua das marés. Até seis pessoas podem embarcar no barco de Dodô, com um custo de R$ 40 por cabeça.

São alguns minutos navegando e contemplando o azul-piscina que quase ofusca a vista. Deixe os óculos de sol para depois e aprecie essa vista digna de um filme “Lagoa Azul”.

À medida que nos aproximávamos das piscinas naturais, mais incrédula eu ficava com o horizonte, a transparência da água, os peixinhos e principalmente: a exclusividade do momento. Em pleno verão nós éramos o único barco das piscinas naturais.

O pós-mergulho tem sabor de peixe assado na folha de bananeira. Se combinado previamente, o próprio Dodô prepara o peixe, ali mesmo – em uma churrasqueira improvisada na jangada, no meio das piscinas naturais.

O retorno à areia seca não tem hora marcada. A vontade é de ficar ali o dia todo, vivendo de sol, sal, peixe e azul.

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