Pinheiros: o renascimento do bairro mais cool de São Paulo

Revitalizada, a região atrai um número cada vez maior de pessoas que convivem em meio à diversidade de experiências e possibilidades

São Paulo é o tipo de cidade que, inexplicavelmente, tem o poder de fazer bairros inteiros renascerem e transformarem-se em algo totalmente diferente. São muitas as regiões que recebem um sopro de vida e, com o passar dos anos, passam a atrair um estilo totalmente diferente de lazer, consumo e pessoas – de moradores a frequentadores assíduos. Essas mudanças de comportamento e surgimento estão no radar de #hellocidades, um projeto de Motorola que sugere novas experiências nas principais cidades brasileiras.

A região de Pinheiros e Baixo Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista, é um desses lugares. “Eu praticamente não saio do bairro”, diz a chef de cozinha Giselle Capri, que mora há dois anos numa vila próxima ao Largo da Batata. “Antes de morar aqui, eu trabalhava na região, e até uns anos atrás, tinha um pouco de medo de andar sozinha perto da Faria Lima. Agora mudou. Tem sempre uma luz acesa, um bar aberto, um restaurante fofo, e muita gente na rua”, diz. A mudança radical à qual Giselle se refere aconteceu em menos de dez anos.

Com a construção de duas estações de metrô na região – a Faria Lima, em 2010, e a Fradique Coutinho, em 2014, ambas da Linha 4 Amarela –, a inauguração do Terminal Pinheiros em 2013, e a revitalização do Largo da Batata, foi questão de tempo para que a área ganhasse novos contornos, rostos, cheiros e sons.

O som, aliás, tornou-se um dos maiores chamativos do bairro. O luthier Renato Moikano, então, não poderia ter escolhido um lugar melhor para morar. “Todo sábado, na esquina das ruas Teodoro Sampaio com a rua Cristiano Viana, um trio de jazz se apresenta na calçada de um bar”, afirma o paulistano que trabalha com a construção e manutenção de instrumentos musicais. “O Estúdio Aurora, na rua João Moura, promove shows com bandas da cena underground”, confidencia. Para Renato, a musicalidade de Pinheiros casa perfeitamente com sua profissão e grande paixão.

O arquiteto Tiago Wright van Deursen não perde o olhar da profissão na hora de analisar as mudanças que aconteceram na região: “O Largo da Batata ainda é um dos lugares mais legais do bairro por conta da enorme praça que, apesar da aridez, permite shows e passeatas”, analisa. “Também gosto muito dos “predinhos da Hípica”, delimitados pela Rua Pedroso de Moraes, Teodoro Sampaio, Artur de Azevedo e Mourato Coelho. Caminhar por lá traz uma sensação de cidade do interior no meio do caos metropolitano”, diz.

Como comparar o local com outros lugares reconhecidos ao redor do mundo? Para Moikano é fácil. “Diria que é um bairro alternativo e caro, mas com joias a serem exploradas sem se gastar muito. Pinheiros guarda uma certa semelhança com o Brooklyn [distrito de Nova York] de hoje e o SoHo [distrito de Londres] de ontem”, compara.

Rua Guaicuí: luzinhas coloridas e mesas na rua são o charme dos estabelecimentos do Baixo Pinheiros (4Eat Burger/Facebook/Reprodução)

Ciclistas, pedestres, cachorros e pessoas de todas as idades compartilham, dia e noite, o mesmo espaço. Tiago acredita que, apesar da elitização gerada pela implantação das estações do metrô, que elevam os preços dos aluguéis e faz surgir estabelecimentos comerciais mais caros, a locomoção tornou-se muito mais fácil – e, para Renato, a maioria dos jovens busca o mesmo endereço na hora de curtir o lazer: “O Paramount é um dos melhores ambientes da região, simples e com os melhores drinks das redondezas. Fãs de cerveja também têm diversas opções, como o Cateto, Choperia São Paulo, Brew Dog…”, lista.

“O que eu acho interessante é que, apesar de a gente ver um comércio novo sendo inaugurado por semana, ainda é um lugar bem residencial, tem muito idoso, muita criança, muita família. Já cogitei me mudar pra outro bairro, mas penso em tudo o que tenho a perder e desisto”, diz Giselle. Entre seus lugares preferidos da região do Baixo Pinheiros estão os restaurantes das ruas Padre Carvalho e Ferreira de Araújo, e os bares da Rua Guacuí, que se enfeitam de luzes coloridas à noite e ficam lotados aos fins de semana.

Uma coisa é certa: o maior desafio de quem coloca os pés em Pinheiros hoje é ficar entediado. Conhece outros lugares de São Paulo que conectam as pessoas? Compartilhe usando #hellocidades e conecte-se à plataforma de Motorola que incentiva a reconexão pessoal através das cidades com o uso consciente da tecnologia. E, para saber mais, acesse o hub hellomoto.com.br.

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