Os melhores quitutes de festa junina e suas origens

As delícias do arraiá que são tradição nas comemorações do mês de junho

Saborosos e cheios de história, os quitutes de festas juninas são preparados, principalmente, com produtos como milho, amendoim e mandioca. Selecionamos alguns pratos desta culinária que são um capítulo à parte – e dão água na boca em qualquer época do ano.

Pamonha

Pamonha

Um quitute derivado do milho que não pode faltar em uma mesa junina típica: a pamonha. A cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo, é conhecida pela produção do creme de milho embalado em palha.

Quentão e vinho quente

Quentão e vinho quente

 (Fabio Castelo/Reprodução)

São as bebidinhas que esquentam o arraiá nas regiões onde o frio bate em junho e julho. A mistura do quentão leva gengibre, cravo, canela, fervidos com pinga. O vinho quente combina o tinto seco, açúcar, cravo, canela e maçã.

Cocada de Colher

Cocada de Colher

Cocada é um doce à base de coco, tradicional em várias regiões do mundo, especialmente na América Latina e em Angola. O leite condensado deixa a cocada de colher com uma textura mais cremosa, ao contrário do doce convencional.

Maçã do Amor

Maçã do Amor

São doces feitos de maçãs inteiras espetadas em palitos e mergulhadas em calda açucarada, geralmente misturadas ainda com corante alimentício vermelho. A deliciosa fruta caramelizada espetada com um palito ao meio foi criada e batizada de maçã do amor pela família de imigrantes espanhóis Farre Martinez. A receita, patenteada em São Paulo, no ano de 1959, teve inspiração nas sobremesas carameladas típicas da China.

Cocada Mole de Laranja

Cocada Mole de Laranja

Quem quer experimentar novos sabores na festa junina aposte na cocada mole de laranja, que contém o suco natural da fruta, açúcar e coco ralado.

Maria-Mole

Maria-Mole

As maria-mole são vendidas, mais frequentemente, na época de Festa Junina. Gelatina incolor, claras em neve, coco ralado e açúcar são os ingredientes essenciais que dão consistência a maria-mole, um dos quitutes tradicionais nas festas juninas.

Pé-de-moleque

Pé de Moleque

O doce existe desde os tempos do segundo reinado no Brasil e era vendido nos tabuleiros das baianas vestidas a caráter. A junção da rapadura com o amendoim deu origem ao pé-de-moleque. A cidade mineira Piranguinho é a mais famosa na produção do doce artesanal. Não é à toa que todos os anos, em junho, é realizada uma festa dedicada ao quitute.

Paçoca

Paçoca

A tradicional paçoquinha junina feita com amendoim já existia no século 16. Hoje, se modernizou e ganhou variações como bolo, torta e até sorvete.

Curau de milho

Curau de milho

Chamado no nordeste como canjica nordestina, o curau tem sua origem na união de duas receitas, o pudim europeu e uma bebida densa dos tupis, que antigamente era utilizada em rituais. O curau de milho na região Sudeste do país é conhecido como canjica no Nordeste. O doce cremoso feito à base de milho, leite, açúcar e canela em pó polvilhada é um clássico dos arraiais

Doce de leite

Doce de leite

O doce de leite de Minas Gerais é quase uma lenda. Durante as festas juninas, a versão em barrinhas faz sucesso em todo país.

Canjica

Canjica

Os nomes de alguns quitutes juninos variam de região para região: a canjica do Sudeste (foto), por exemplo, é o mungunzá dos nordestinos.

Bolo de Milho

Bolo de Milho

Em época de festa junina, pratos preparados à base de milho se espalham por todo o país. Os grãos têm amido próprio e alcançam uma textura cremosa, principalmente em receitas de bolo.

Espetinho de carne

Espetinho de carne

Práticos, os espetinhos de carne ficam deliciosos quando combinados com legumes e farofa.

Bolo de fubá

Bolo de fubá

O bolo feito desta farinha bem amarela já é uma tradição de festas juninas.

Arroz-doce

Arroz-doce

O arroz-doce, clássico nas festas juninas brasileiras, não surgiu em Portugal, ao contrário do que muita gente pensa. Veio da Ásia, berço também das especiarias que lhe dão sabor.

Pinhão sendo assado na chapa

Pinhão sendo assado na chapa

O pinhão, semente da araucária que cai das árvores entre abril e agosto, é predominante na gastronomia da Serra Catarinense e nas festas juninas pelo Brasil. Há diversas maneiras para saboreá-lo: cozido, assado na chapa (foto), moído com carne suína e bovina, incorporado ao arroz e outros tipos.

Doce de abóbora

Doce de abóbora

 (Ormuzd Alves/Reprodução)

Um dos doces juninos mais típicos é o de abóbora, em todas as suas versões: compota, com coco, em formato de coração… para quem realmente aprecia o quitute, o restaurante estrelado Pau de Angu, em Tiradentes (MG) serve uma receita caseira que vale a visita.

Milho verde

Milho verde

 (Flavio Veloso/Reprodução)

O que o torna o milho um frequentador assíduo das mesas juninas não é só o sabor. O sucesso também está associado à versatilidade – muitas receitas típicas derivam desse grão. Uma dica para servi-lo cozido: corte as espigas em quatro. Assim, fica mais fácil de segurar e morder.

Cachorro-quente

 

Cachorro-quente

 (Stockbyte/Reprodução)

O cachorro-quente é um quitute comum nas barracas de festa do sudeste. Foi criado em Roma e batizado de hot dog no ano de 1900, em um estádio de beisebol nos Estados Unidos. Apesar de não ser genuinamente brasileiro, o sanduíche ganha por aqui toques que vão além do básico ketchup, como purê de batatas e vinagrete.

Queijadinha

Queijadinha com casca

 (Codo Meletti/Reprodução)

A queijadinha, doce à base de coco e queijo, é herança dos colonizadores portugueses.

Cocada

Cocada

 (Fernando Vivas/Reprodução)

As versões mais comuns da cocada é a branca e a de coco queimado, que podem ser duras ou cremosas. O doce de tabuleiro é tradicional na Bahia, onde é vendido pelas baianas nas bancas de acarajé.

Cocadinha de milho verde

Cocadinha de milho verde

 (Ormuzd Alves/Reprodução)

O diferencial dessa cocadinha é o milho verde, que dá um sabor especial ao doce.

Bom-bocado

Bombocado de côco

 (Mauro Holanda/Reprodução)

Bom-bocado de fubá, milho, mandioca, queijo, côco (foto): as delícias variadas deixam o arraiá ainda mais saboroso.

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