Os melhores mercados de Natal da Europa

Tradicionalíssimos e lindos, os bazares natalinos da Europa são um programão. Confira os segredos de 27 deles, da Alemanha à Lapônia

Desde os tempos sombrios da Idade Média, os europeus comemoram o Natal em animados mercados de rua. É tradição na veia. O mais antigo bazar do gênero de que se tem notícia, o Krippenmarkt, de Viena, começou em 1298. Ao longo dos séculos 14 e 15, eles se espalharam pela Alemanha, Suíça e região da Alsácia. Não à toa, os mercados mais deliciosos – e mais visitados – ainda ficam nessas áreas.

Programão, os mercados têm semelhanças. A maioria acontece a céu aberto, sob a neve comum na Europa nesse período. As tendas ou casinhas de madeira ficam em praças amplas, coroadas por um grande pinheiro iluminado. O dia mais cheio da semana é, invariavelmente, o domingo; a bebida oficial é quase sempre o vinho quente, servido emcanecas decoradas que podem ser levadas de lembrança ou devolvidas na saída.

Mas, apesar dos denominadores comuns, bazares natalinos são celebrações das culturas locais – portanto, vitrines de diferenças que só adicionam charme à experiência de visitá-los. Na Alemanha e na Áustria, nada de Papai Noel. O personagem principal é São Nicolau, celebrado no dia 6 de dezembro. Em Nuremberg, o ápice da festa é a chegada do Menino Jesus, hoje representado por uma criança escolhida nas escolas da cidade. Exclusividade alemã e austríaca, figuras mitológicas chamadas krampus animam feiras de Munique e Viena no dia 10 de dezembro.

Ver de perto as tradições locais é a alegria dos aficionados por Natal, que viajam quilômetros em busca das festas mais originais. Adriana Miller, autora do blog Dri Everywhere e moradora de Londres há 12 anos, frequenta os eventos com seu marido e filhos – todo ano, checa um mercado de Natal diferente na Europa continental. Já visitou pelo menos 20 festivais natalinos, em países como Alemanha, Áustria e França.

Neste ano, embarca para Nuremberg. “Os mercados alemães são imbatíveis! O que mais me marcou até hoje foi o de Esslingen. A cidade é uma fofura pitoresca que você jura ser cenográfica”, diz ela. Isabel Miranda, guia de turismo e autora do blog Simplesmente Berlim, mora na Alemanha há 15 anos e elegeu seus preferidos. “Gosto dos mercados em frente à prefeitura e ao Palácio de Charlottenburg, mas prefiro o Gendarmenmarkt, que tem um cenário mais sofisticado”, explica.

Para entrar nessa festança na neve, é bom ter algum planejamento. O ideal é reservar passagens com antecedência e escolher hotéis bem localizados, por causa do frio. Mas o difícil é decidir quais mercados visitar.

Nas páginas a seguir, os segredos dos bazares natalinos europeus

Alemanha

Munique

O pinheiro iluminado do mercado da Marienplatz (tzeiler/iStock)

* De 27 de novembro a 24 de dezembro

Não dá tempo nem para descansar: assim que acaba a Oktoberfest, Munique já se prepara para as festas de fim de ano. Apesar de existir desde o século 14, foi só em 1972 que o mercado de Natal da cidade se mudou para a Marienplatz, onde as barracas se espalham em uma área de mais de 20 mil metros quadrados. No centro, um pinheiro natural adornado por 3 mil pequenas lâmpadas ilumina a praça.

Moradores e turistas se misturam em busca de bretzels quentinhos e canecas de glühwein, que pode ganhar um shot de brandy ou rum. A tradição alemã dos krampus retomou força nos últimos anos: dia 10 de dezembro acontece a Krampus Run, na qual mais de 300 moradores usam fantasias que lembram figuras mitológicas, como faunos e sátiros. A cidade acolhe também mercados menores, como o Mittelaltermarkt, na Praça Wittelsbacher, com tochas iluminando os caminhos, e o pequenino Rindermarkt, na Sternenplatzl, com estrelas nas árvores.

* PASSEAR – Se a neve não aparecer na capital da Baviera, um bate e volta até Garmisch-Partenkirchen é uma boa. A cidadela, a uma hora e meia de Munique, tem estação de esqui e restaurantes de comida alpina. Para chegar ali, compre o Bayern Ticketá que dá acesso aos trens regionais.

Berlim

Roda-gigante no Berliner Weihnachtzeit (Sean Gallup/Getty Images)

* De 27 de novembro a 31 de dezembro

O jeitão descolado da capital alemã convive, na época das festas, com a deliciosa tradição natalina. São mais de 60 mercados espalhados pela cidade. O maior é o da Gendarmenmarkt. Algumas das tendas são tocadas por chefes renomados, que fazem versões mais simples dos pratos de seus restaurantes.

O evento se estende até 31 de dezembro – ótimo para quem planeja ver o animado Réveillon berlinense. Bem menor, o mercado de Spandau, pequeno bairro histórico, é o mais antigo da cidade e tem presépio com animais de fazenda que faz a alegria das crianças. Outro hit entre os pequenos, o Berliner Weihnachtzeit, na Praça Rotes Rathaus, tem pista de patinação no gelo, roda-gigante e carrossel. O Winter World da Potsdamer Platz tem tobogã de neve. E a alma hipster de Berlim se acha no Adventsökomarkt, com comidas orgânicas e artesanato ecofriendly.

* FICAR – Quem se hospeda na região do Mitte vai a pé a vários mercados. O luxuoso Hotel de Rome tem o principal mercado já à porta. Ali perto, o Mercure Checkpoint Charlie tem bom custo/benefício.

Colônia

O Angel Market, em Neumarkt (Phil Clarke Hill/Getty Images)

* De 27 de novembro a 23 de dezembro

Na romântica Colônia, um trenzinho percorre, em 60 minutos, os quatro principais bazares natalinos. Um deles fica às margens do Reno e tem tendas decoradas como os barcos da região. Por ali, os salsichões e as batatas dão lugar às especialidades à base de peixe e o vinho quente sai direto do casco de um barco decorativo. Mais clássico, o mercado principal fica aos pés da Catedral de Colônia, marco da arquitetura gótica e campeã em número de visitantes na Alemanha. Ao redor dela, as barracas vendem brinquedos de madeira e artesanato da Renânia.

No centro da praça, 50 mil luzes de LED acendem o pinheiro de 25 metros de altura. É provável que Colônia apareça no meio do seu caminho em uma viagem à Europa: seu posicionamento estratégico na malha ferroviária garante acesso fácil a várias outras cidades alemãs e a importantes capitais europeias, como Bruxelas, Amsterdã e Paris.

* COMER – A cerveja Kölsch, presente em todos os pubs e bares de Colônia, compete em popularidade com os vinhos das margens do Reno. No restaurante Wein am Rhein, existem mais de 20 opções servidas em taça. Para provar de tudo, há uma harmonização de vinhos e elenca cinco pratos diferentes.

Nuremberg

Os suvenires do Christkindlesmarkt (Alexander Spatari/Getty Images)

* De 1º a 24 de dezembro

Não à toa considerado por diversos guias o melhor mercado de Natal da Europa, o Christkindlesmarkt de Nuremberg preza pela tradição: produtos importados são proibidos e as principais tendas de madeira são originais de 1890. Pequenos soldadinhos quebra-nozes e lebkuchens (biscoitos de gengibre que ali ganham adição de marzipã), são dois dos suvenires onipresentes.

O quitute mais popular é um sanduíche chamado weggla, recheado com três pequenas salsichas do tipo Original Nuremberger lambuzadas de mostarda escura. Para acompanhar, uma caneca fumegante de glühwein, que, na concorrida barraca da família Gerstacker, é incrementado com blueberries. Carrossel e roda-gigante, só no Kinderweihnacht, o mercado das crianças ao lado da praça principal. Ali, as barracas são menores, os produtos ficam ao alcance dos pequenos e há oficinas de culinária para a criançada decorar biscoitos de Natal.

* PASSEAR – Quem se interessa por história encontra em Nuremberg alguns dos registros mais vívidos (e cruéis) da Segunda Guerra Mundial. Ali, Hitler fez grandes comícios. Durante os bombardeios, os porões das cervejarias viraram bunkers conectados por uma rede de túneis. Essas memórias da guerra estão no Germanisches National Museum, perto da estação central.

Dresden

Barraquinha com pães e o famoso striezel (Sean Gallup/Getty Images)

* De 24 de novembro a 24 de dezembro

Se, ao longo do ano, Dresden é vista como pit stop entre Berlim e Praga, em dezembro, a cidade esbanja luz própria. É difícil imaginar que seus prédios foram quase todos abaixo com os bombardeios da Segunda Guerra Mundial. Cuidadosamente reconstruída, Dresden tem intensa programação de concertos no inverno e o bazar natalino mais antigo da Alemanha, registrado pela primeira vez em 1434. As tendas do Striezelmarkt se alinham na Praça Altmarkt, na parte antiga da cidade.

O maior símbolo local é um bolo chamado striezel (ou stollen, em outras partes do país), feito com frutas secas e marzipã. Todo ano, em 9 de dezembro, os padeiros assam um stollen gigantesco e fazem uma parada, comandada pela Stollen Girl, espécie de Miss do Bolo. O mercado que leva o nome do doce é o maior, mas há 11 bazares natalinos, como o pequeno Neumarkt Advent, onde predominam produtos artesanais.

* PASSEAR – A Ópera Semper, por onde já passaram Wagner e Mozart, terá concertos nessa temporada. O prédio barroco de 1841 já vale o ingresso. Foi reconstruído duas vezes: a primeira, em 1878, após um grande incêndio, e a segunda, após a Segunda Guerra Mundial. O teatro foi reinaugurado apenas em 1985.

Stuttgart

As tendas adornadas, em meio à neve (Westend61/Getty Images)

* De 29 de novembro a 23 de dezembro

A cidade equidistante de Frankfurt e Munique abraça a tradição com um mercado bem cultural que atrai mais de 3 milhões de visitantes por ano. No pátio do Palácio Altes Schloss e nos degraus da prefeitura acontecem apresentações diárias de orquestras e corais, sempre às 19 horas. E, a cada dia de dezembro, uma nova porta do prédio da prefeitura é aberta, revelando os brasões dos bairros de Stuttgart.

Mas as tendas se concentram mesmo é nas ruas de paralelepípedo entre as praçasMarktplatz e Schlossplatz – todo ano, um concurso popular premia a barraca mais bem decorada. Produtos da Floresta Negra são a especialidade regional: procure pantufas de feltro e o licor de frutas. O glühwein local é caprichado, feito com o bom vinho produzido nos arredores. Moradores e turistas se esbaldam com o käsespätzle, uma massa à base de batata coberta com molho de queijos.

* PASSEAR – Fãs de automobilismo podem gastar o dia todo no Museu da Mercedes-Benzs que ocupa um arrojado prédio de nove andares no extremo leste de Stuttgart. O museu mostra a evolução da Europa junto com a do automóvel, criado, em 1886, por Gottlieb Daimler e Carl Benz. Quem prefere pilotar pode ir ao Porsche Museum, em que é possível alugar um carrão da marca.

Esslingen

Tudo inspirado na Idade Média (Markus Lange/Getty Images)

* De 28 de novembro a 22 de dezembro

Só 30 minutos de trem metropolitano separam Stuttgart da pequenina Esslingen, cujo mercado de Natal atrai hordas de visitantes. Ali, a vocação para o comércio vem de séculos: na Idade Média, o vilarejo era parte de uma importante rota comercial. Entremeadas por canais, as ruas do Centro alinham casas em estilo enxaimel que reiteram o clima natalino. Os produtos à venda remetem à Idade Média: sabonetes naturais, jogos de tabuleiro, amêndoas caramelizadas e temperadas com especiarias.

Emmuitas tendas, vendedores vestidos a caráter demonstram os ofícios daqueles tempos, forjando facas ou costurando couro. As atrações para crianças incluem teatro de fantoches, arco e flecha e uma roda-gigante de madeira. Na oferta gastronômica, há coxa de pato assada e ponches quentes à base de cerveja. As barracas assam heurekaners, pãezinhos com queijo, presunto e creme de alho.

* FICAR – Para conhecer os mercados de Esslingen, não é necessário se hospedar lá. A maioria dos visitantes monta base em Stuttgart. O Althoff Hotel am Schlossgarten, a 400 metros da estação central de Stuttgart, tem restaurante com estrela no Michelin e bikes para os hóspedes. O três-estrelas Novum Hotel Rieker Stuttgart Hauptbahnhof fica emfrente à Hauptbahnhof.

Rothenburg ob der Tauber

Enfeites, Enfeites , Enfeites de montão (Peter Bischoff/Getty Images)

* De 1º a 23 de dezembro

A cidadela medieval mais graciosa da Baviera tem ares de conto de fadas. Um mercado tradicionalíssimo, o Reiterlesmarkt transforma o lugar emcartão-postal natalino. Seu nome faz alusão a uma sinistra figura que, reza a lenda, era capaz de viajar entre as almas dos mortos. Mas, ao longo dos séculos, o Rothenburger Reiterle se converteu em personagem bondoso, que, assim como o Papai Noel, distribui presentes no Natal.

Os visitantes vão em busca de quitutes típicos como o schneeball, doce de massa frita polvilhado com açúcar, e dos enfeites natalinos que lotam tendas e lojinhas. Os mais cobiçados estão na Käthe Wohlfahrt, que tem presépios, pingentes, globos de neve e caixinhas de música tão encantadores quanto kitsch. A torre da prefeitura, nessa época, abre até às 20 horas, às sextas e aos sábados, e tem vistas lindas.

* PASSEAR – Uma viagem de apenas 1h15min de trem separa Rothenburg da universitária Würzburg, que abriga uma das maiores construções barrocas da Alemanha. O Palácio Würzburg Residenz, construído em 1720, tem 360 cômodos e é hoje ocupado por órgãos do governo e um museu. No porão anexo, há a cave Staatlicher Hofkeller, que faz degustações dos ótimos rieslings.

França

Estrasburgo

Bredeles, os biscoitinhos alsacianos (Laura Battiato/Getty Images)

* De 24 de novembro a 24 de dezembro

Ficam na região da Alsácia, que já pertenceu à Alemanha, os mais populares mercados de Natal franceses. O aposto “capital do Natal”, que frequentemente acompanha o nome de Estrasburgo, não foi criado à toa. A cada ano, a cidade atrai pelo menos 2 milhões de visitantes. Para garantir a segurança diante das ameaças de terrorismo, a prefeitura está descentralizando as quase 300 tendas dos bazares em diversas ruas e praças.

O resultado é que, desde 2015, é mais fácil circular entre as barracas que vendem flammekueche, uma espécie de pizza coberta com bacon e cebolas, e nas que exibem enorme variedade de bredeles, biscoitinhos alsacianos. Entre um quitute e outro surge o fotogênico bairro Petite France, com canais ladeados por casinhas enxaimel. A imperdível Catedral de Notre-Dame de Estrasburgo desponta, altiva, entre os predinhos baixos.

* FICAR – Apesar da aparência pitoresca, Estrasburgo é populosa e vai bem além dos limites do centro histórico. Nos arredores da estação de trem, há opções econômicas, como o Ibis Strasbourg-Centre. Perto da catedral, o Hotel Cour du Corbeau ocupa um edifício de 1528.

Colmar

O bazar se espalha por cinco praças (Bertrand Rieger/Getty Images)

* De 24 de novembro a 30 de dezembro

Tão bom quanto explorar a capital da Alsácia é vagar pelas pequenas cidades de seus arredores. Uma boa ideia é montar base em Colmar. Ela fica perto de vilarejos charmosos e tem um mercado de Natal que merece dois dias de dedicação. Menos conhecido que o de Estrasburgo, o bazar de Natal se espalha em cinco praças conectadas por ruas de pedestres. Além de um mercado só de produtos locais e do principal, na Praça Jeanne d’Arc, há ainda um para o público infantil, no bairro de Petite Venise, cortado por canais – qualquer semelhança com o Petit France de Estrasburgo não é mera coincidência. Produtos alsacianos estão em todos os mercados: um dos mais exóticos é o vinho quente branco, feito com rieslings e gewurztraminers. O pain d’épices é um bolo de mel hipermacio.

* PASSEAR – Durante as festas, a Vialsace disponibiliza transporte entre os principais mercados da região, que complementam as linhas de trem regional TER. É possível consultar no site itinerários e valores de cada trajeto. Com essa conveniência, dá para conhecer também, em esquema de bate e volta, as pequeninas Riquewihr, Kaysersberg, Ribeauvillé e Eguisheim, todas a menos de 20 km de Colmar.

Annecy

Comidas alpinas e vinhos quentes nos chalés (Pius99/iStock)

* De 24 de novembro a 7 de janeiro

O título de Veneza dos Alpes, além de clichê, é limitador: a cidade de Annecy vai muito além das ruelas que margeiam seus canais. Perto de diversas estações de esqui, como Megève, La Clusaz e Chamonix, a cidade tem um cenário natural acachapante, com montanhas nevadas e lagos cristalinos ao seu redor. Seu mercado natalino, ao contrário da maioria, não é organizado no centro histórico.

Em uma praça na parte nova da cidade, é montado uma Village de Noël ao redor de uma pista de patinação. Animado por um DJ, o lugar atrai locais e turistas jovens emtorno da fogueira para beber vin chaud e cerveja. As comidas alpinas predominam, como a tartiflette, gratinado de batatas com muito queijo, bacon e creme de leite. Mais próximo dos canais, o prédio da prefeitura tem show musical com projeções animadas, de hora em hora, a partir das 5 da tarde, durante todo o mês de dezembro.

* COMER – Os queijos e embutidos típicos da região da Haut-Savoie dão o tom da gastronomia local. O restaurante Le Fréti tem fondue e raclette à vontade, por pessoa. Melhor reservar, o lugar é conhecido pela comida fiel às tradições. O refinado L’Esquisse, de um casal de jovens chefs, tem pratos delicados.

Montbéliard

Montbeliard, um segredo dos franceses (Delfino Dominique/Getty Images)

* De 25 de novembro a 24 de dezembro

Apesar de não figurar nos roteiros turísticos tradicionais, Montbéliard se ilumina, literalmente, no fim do ano. A festa de Natal por lá é toda dedicada às luzes, com decorações em forma de arco sobre as ruas, cobrindo árvores e monumentos históricos, como a igreja protestante Temple Saint-Martin, construída em 1607. O evento Les Lumières de Noël atrai 500 mil visitantes todo ano, a maioria franceses.

Trata-se de um mercado pouco conhecido pelos estrangeiros: só 4% dos turistas vêm do exterior, o que ajuda a manter o clima de segredo. A cidade de 25 mil habitantes na região da Franche-Comté organiza um bazar natalino focado em preservar tradições locais. No lugar do Papai Noel, a figura mais importante é a da Tante Arie, uma fada que, reza a lenda, usa disfarces para não deixar pistas de suas ações de caridade. Ainda melhores são as tradições gastronômicas: o queijo comté e o vinho jaune (amarelo), especialidades franc-comtoises, marcam presença nas tendas.

* CHEGAR – A 100 km da turística Colmar, Montbéliard pode ser acessada de carro alugado, em viagem de 1h, ou de trem, num trajeto de 1h30. Como a estrutura hoteleira é insípida, vale planejar um bate e volta. Há uma estação de TGV, trem rápido francês, que liga a cidade a destinos como Dijon (50 minutos), Lyon (2h30) e Basel, na Suíça (45 minutos).

Áustria

Viena

Casinhas de madeira da Rathausplatz (Alexander Koerner/Getty Images)

* De 18 de novembro a 30 de dezembro

No berço do mais antigo mercado de Natal europeu, que começou, em1298, sob a alcunha de Krippenmarkt (Mercado de Dezembro), há hoje mais de 20 eventos natalinos, o maior deles na praça Rathausplatz. Aos pés do edifício neogótico da prefeitura, visitantes circulam entre 150 casinhas de madeira que vendem de enfeites delicados a batatas assadas, pretzels macios e castanhas portuguesas grelhadas em tachos de ferro.

O vinho quente, protagonista em tantos mercados, é ofuscado pelo feuerzangenbowle, um ponche de vinho com rum, flambado na hora de servir. Para crianças, há pista de patinação no gelo, um carrossel antigo e instalações luminosas que fazem alusão a histórias infantis. Entre os imperdíveis museus, o Kunsthistorisches e o Naturhistorisches. Já o mercado da Maria-Theresien-Platz tem corais e grupos musicais e funciona, entre 27 e 31 de dezembro, como bazar de Ano-Novo.

* FICAR – A localização mais prática é nas imediações do “Ring”, próximo às principais atrações, aos restaurantes e bares. O Austria Trend Hotel Rathauspark, perto do mercado principal, tem preços razoáveis até no auge da temporada. Ou invista em uma noite no hotel Sacher, que abriga o café onde foi criada a sobremesa sachertorte.

Salzburgo

É opção de enfeites que não acaba mais (Susan K./Getty Images)

* De 23 de novembro a 27 de dezembro

Bem pertinho da fronteira alemã e a 2h15min de Viena, esse refúgio nas montanhas se orgulha de ser a terra natal de Mozart. O centro histórico, o Altstadt, encaixa-se entre a montanha coroada pelo Festung Hohensalzburg , a fortaleza que marca as origens de sua história, e o Rio Salzach. No miolo estão as praças Domplatz e Residenzplatz, em que ficam as 100 tendas do Christkindlmarkt, um bazar onde produtos alheios às tradições não têm vez. O lugar é uma perdição para os fanáticos pela data, que encontram enfeites para árvore, globos de neve e artesanato, além dos quiosques de comida. Batatas cobertas com queijo e sour cream, junto com canecas fumegantes de glühwein, aromatizam o ambiente. No entretenimento infantil, a tradição predomina com corais, orquestras de metais, contação de histórias natalinas e patinação no gelo.

* CHEGAR – Os trens da OBB, estatal ferroviária austríaca, ligam Salzburgo a Munique (1h30), Viena (3h) e Praga (5h), cidades que também arrasam nos mercados natalinos e compõem ótimo roteiro para o fim de ano. Alugar carro pode sair mais caro, mas permite explorar atrações como o distrito dos lagos e as pequenas cidades no Vale do Danúbio, a caminho de Viena.

Innsbruck

Olha lá a árvore com cristais Swarovski (Jon Hicks/iStock)

* De 15 de novembro a 6 de janeiro

Entre os picos nevados dos Alpes, Innsbruck é um paraíso dos esportes de montanha e já sediou três vezes os Jogos Olímpicos de Inverno. As nove estações de esqui ao seu redor compõem o Olympiaworld e ficam de 20 a 50 minutos do Centro; o mesmo ski pass dá acesso a todas elas. O complexo tem ainda um circuito de bobsled, o trenó veloz que desce rasgando como no filme Jamaica Abaixo de Zero.

Além das atrações radicais, Innsbruck esbanja charme com seus bazares natalinos, sempre pequenos o suficiente para não interferir na arquitetura tirolesa do centro histórico. A decoração inclui árvore de Natal enfeitada pela marca de cristais Swarovski, cuja sede, em um prédio futurista a 20 quilômetros do Centro, é aberta ao público.

* FICAR – Não há escassez de hotéis confortáveis em Innsbruck. Os preços, no entanto, podem ser tão altos quanto os picos dos Alpes. Um exemplo é o modernoso The Penz, em um prédio envidraçado no Centro. Tradicional, o Best Western Plus Hotel Goldener Adler existe desde 1390. O Basic Hotel é funcional e bem localizado.

Suíça

Interlaken

O mercado do centro histórico (Loetscher chlaus/ Alamy/iStock)

* De 16 de dezembro a 24 de fevereiro

O nome da cidade já mostra sua posição geográfica privilegiada: Interlaken fica na intersecção dos lagos Brienz e Thun, cercada por montanhas imponentes. Dali, parte o famoso trem rumo ao Top of Europe, apelido da estação Jungfraujoch, a mais alta da Europa, cercada por mirantes vertiginosos. No caminho até lá, o trem para em vilarejos charmosos, como Wengen e Grindelwald.

No topo, de dezembro a fevereiro, funciona o complexo Ice Magic, que tem cinco pistas de patinação e uma de curling, espécie de bocha do gelo. O acesso à área de patinação é pago, mas a área das barracas de comida e artesanato é livre para os visitantes. Bem mais clássico, o mercado do centro histórico da cidade, o Weihnachtsmarkt, funciona só até 26 de dezembro, com calóricas especialidades suíças, como raclettes, fondues e batatas rösti.

* CHEGAR – O melhor jeito de chegar a Interlaken é com os trens da SBB: as rotas têm vistas incríveis. A estação central está a 2h de Lucerna e Lausanne e a menos de 1h de Berna. Zurique, que recebe voos diretos do Brasil operados pela Swiss, fica a 2h30.

Lausanne

Mercado charmoso na Place Saint-Francois (Flavio Vallenari/iStock)

* De 23 de novembro a 31 de dezembro

A atmosfera quase pacata dessa cidade-balneário contrasta com a badalação do inverno suíço. Lausanne está às margens do lago e é dividida entre Cidade Alta e Cidade Baixa. Na porção superior, estão pontos históricos como a Catedral de Lausanne – igreja protestante cuja torre vislumbra toda a cidade. Embaixo, na promenade ao redor do lago, se alinham hotéis, cassinos, jardins e bistrôs. Na época de Natal, as duas partes se iluminam. Na Place Saint-François, a igreja acolhe corais que entoam canções natalinas.

Aos seus pés, há um mercado charmoso, embalado por trilha sonora selecionada pelos alunos da Haute École de Musique, a escola de música municipal. Nas canecas, marca presença o vin chaud feito com as uvas do cantão de Vaud. Para os abstêmios, há suco de maçã aquecido e temperado com especiarias. Os dois drinques fazem sucesso: em 2016, foram vendidas mais de 100 mil canecas na festa.

* PASSEAR – Apenas 20 minutos de trem separam Lausanne da pequenina Montreux. Por ali se comemora o Natal num dos mercados mais populares da Suíça, entre 23 de novembro e 24 de dezembro. Visitantes apreciam as lojinhas dentro de um galpão coberto, que também abriga versões pop-up de restaurantes da cidade. Na área externa, há mais quiosques e um insólito Papai Noel andando de trenó no Lago Léman.

Zurique

O Christkindlimarkt, maior mercado indoor da Europa (Flavio Vallenari/iStock)

* De 23 de novembro a 23 de dezembro

O ar de austeridade da maior cidade da Suíça se esvai mais rápido em dezembro, quando o lugar ganha dezenas de mercados de Natal. Um deles, o Christkindlimarkt, dá boas-vindas ao turista logo à chegada. Maior mercado indoor da Europa, acontece no saguão da principal estação ferroviária e tem 150 barraquinhas e um pinheiro de onde pendem milhares de cristais cintilantes. Nas paredes do prédio de 1847, são feitas projeções de luzes e cenas natalinas.

A poucos quilômetros dali, mais um bazar, o Wienachtsdorf, na praça em frente à Ópera de Zurique, tem programação farta em dezembro. Carrossel, roda-gigante e outras atrações afins fazem desse a opção favorita das crianças. Na parte histórica da cidade, espremido entre ruelas labirínticas, o mercado da Niederdorf é o mais antigo de Zurique e também o mais pacato.

* FICAR – Para economizar um pouco na cara hotelaria suíça, considere se hospedar na margem do Rio Limmat. O Hotel Da Vinci, fica a cinco minutos da Bahnhofplatz. Na região de Niederdorf, o Platzhirsch é um hotel moderninho.

Leste europeu

Praga

Presépio no mercado da Praça da Cidade Velha, o maior de Praga (Richard Nebesky/Getty Images)

* De 25 de novembro a 6 de janeiro

Como recompensa pelos ventos gelados, Praga presenteia os visitantes com dois grandes mercados de Natal. O maior acontece na Praça da Cidade Velha, onde pequenas cabanas de madeira se aninham em torno da estátua de Jan Hus, cercadas por séculos de arquitetura gótica, renascentista e barroca. O segundo maior bazar natalino fica na Praça Venceslau, no coração do centro histórico.

Ignore as barracas de acessórios de frio, a maioria de qualidade mediana, e foque nas bijuterias de cristal e no artesanato tradicional de palha de milho. Procure os sanduíches de klobasa, uma salsicha polonesa, e finalize com o trdelnik, espécie de bolo no espeto salpicado com açúcar e nozes. Nas belas igrejas da cidade, há concertos natalinos no fim do dia: a programação da Saint Salvator, a poucos passos da concorrida Ponte Carlos, nunca decepciona.

* FICAR – A oferta hoteleira em Praga é vasta, mas alguns merecem uma reforma. Não é o caso do Motel One, hotel de uma rede três-estrelas bastante confiável a poucos passos da estação de trem. Na Cidade Velha, bem perto da Ponte Carlos, está o Four Seasons, cujas janelas revelam a cidade do alto.

Cesky Krumlov

Uma feita bucólica, com poucas barracas (Richard Nebesky/Robertharding/Getty Images)

* De 23 de novembro a 27 de dezembro

A poucos quilômetros da fronteira com a Áustria, Ceský Krumlov é uma cidade de apenas 15 mil habitantes que orbita ao redor de um castelo do século 13. O casario, preservadíssimo, faz dela um dos principais destinos turísticos da República Tcheca. O centro histórico, meticulosamente circundado pelo Rio Vltava, mescla arquitetura barroca e renascentista. A festa de Natal acontece na praça central, onde é montada uma agência postal, que despacha cartas com o selo natalino da cidade.

A feira é bucólica, com produtos artesanais à venda nas poucas barracas. Ponches de frutas vermelhas e biscoitos amanteigados dominam os estandes e há atrações prosaicas como o coral de crianças das escolas, no dia 17, e a distribuição de presentes feita por São Nicolau, no dia 6.

* CHEGAR – Trens e ônibus levam de Praga até Ceský Krumlov em cerca de 3h. Muita gente opta por um bate e volta e acaba amargando 6h do dia em trânsito, o que é ainda pior no inverno, quando o sol se põe cedo. Para fazer o trajeto com conforto, a viação RegioJet tem veículos com wi-fi e saídas de hora em hora. Os trens da CD  fazem a viagem em 3h30.

Budapeste

Barracas na Praça Vorosmarty (Majaiva/iStock)

Dividida em duas porções pelo Rio Danúbio, Budapeste está para o Leste Europeu como Paris está para a Europa Central. A leste do rio está Peste, com os suntuosos edifícios da Avenida Andrássy. Nesse lado é que fica o edifício do Parlamento, com suas fachadas góticas. Buda concentra os museus, as galerias de arte e o grosso do comércio. Os 100 pavilhões de madeira do mercado de Natal se espalham nas praças Vorosmarty e St. Stephen, em Peste. Entre as imensas pilhas de doces húngaros, há chapéus de pele e luvas, jóias de flores prensadas, chocolates e bolos de mel.

Tem também panelões de vinho quente e biscoitos de gengibre, mas o destaque são os calóricos pratinhos de joelho de porco servido com repolho e cumbucas de pão com goulash, um guisado de carnes com cenoura e batata. Eles aquecem e preenchem a cota carnívora que a gastronomia húngara requer.

* CHEGAR – Budapeste é o principal hub logístico da Hungria. Trens, barcos, aviões e estradas convergem para lá. O aeroporto, a 16 km do Centro, recebe voos das capitais europeias. De trem, destinos comuns são Viena (3h), Praga (7h) e Bratislava (3h). Compre no site da ferrovia MÁV.

Escandinávia

Copenhague

O espetacular Natal do Tivoli (GAPS/iStock)

* De 11 de novembro a 23 de dezembro

A mais cool das capitais escandinavas, Copenhague alia banho de história, com castelos e histórias da família real, às inovações em design, arquitetura e sustentabilidade. O cartão-postal da cidade é o colorido bairro de Nyhavn. Ali, é montado um bazar natalino em dezembro, invadido pelo aroma de castanhas glaceadas. A poucos passos do canal, chama atenção a decoração natalina de dois prédios, o Magasin Du Nord, elegante loja de departamentos, e o Hotel d’Angleterre, que cobre a fachada com uma cortina de luzes.

Há outros mercados menores no Centro, mas bacana mesmo é ir ao Tivoli, o primeiro parque de diversões do mundo, de 1843, que tem comemorações natalinas de 18 de novembro e 31 de dezembro. As atrações funcionam com luzinhas, e 50 barracas se espalham pelas alamedas. Há três shows de fogos de artifício por noite.

* COMER – O Noma, no topo das listas de melhores restaurantes do mundo, fechou este ano e deve voltar em 2018. O Geranium, com três estrelas no Michelin, tem menu por R$ 998. O Honey tem pratos desde R$ 75.

Escandinávia

Estocolmo

É Natal em Gamla Stan (Miluxian/iStock)

* De 25 de novembro a 23 de dezembro

Assentada em um grande arquipélago, onde canais de águas limpas ziguezagueam sob pontes, a cidade transpira charme em suas lojas de design e na arquitetura ora medieval, ora vanguardista. Mas o pedaço mais charmoso do Centro é Gamla Stan, onde um mercado natalino acontece há muitos séculos. Seu epicentro é na Praça Stortorget, ladeada por prédios coloridos, um deles ocupado pelo Nobel Museum.

Encapotados da cabeça aos pés, os turistas se aquecem com o glögg, versão local de vinho quente, incrementada com amêndoas e uvas passas. As barracas vendem pepparkakor, um biscoito de gengibre, e quitutes feitos de carne de rena, recheio de sanduíches em forma de fatias defumadas ou salsichas. Há ainda cerâmicas, jóias e artigos de vidro made in Suécia.

* FICAR – Conectado à Gamla Stan por um elevador urbano, o bairro de Slussen tem preços mais amigos que no Centro. O três-estrelas Anno 1647  é opção econômica. O Hilton Slussen tem ótimas vistas. Já o Haymarket by Scandic fica a poucos metros da estação central.

Lapônia (Rovaniemi)

Natal com aurora boreal: que luxo (per-andre hoffman/Getty Images)

* O ano inteiro

No norte da Finlândia, o frio castiga, e os preços são altos. Mas milhares de turistas procuram a região em dezembro com dois objetivos: encontrar a aurora boreal e o velhinho barbudo mais famoso do mundo. A pequena Rovaniemi, na região da Lapônia, capitaliza a fama de cidade do Papai Noel. O ano todo funciona o Santa Claus Village, espécie de mercado de Natal.

Ali há agências que organizam passeios de trenó com husky e renas ou tours de snowmobile, além de lojas de lembrancinhas e um hotel com iglus de vidro. Turistas que não ficam hospedados nos chalés de vidro de hotéis como o Arctic Treehouse Hotel podem tentar a sorte no parque municipal Arctic Garden, que reúne as condições ideais para a observação da aurora boreal.

* CHEGAR – Não é rápido chegar a essa cidade vizinha do Círculo Polar Ártico. O aeroporto de Rovaniemi recebe voos charter de Londres, Berlim e Zurique, em alguns dias da semana. Voos diários só a partir de Helsinque, da Finnair e pela Norwegian , desde R$ 259 em dezembro. Para chegar até Helsinque a partir de São Paulo, há voos da KLM, com escala em Amsterdã, desde R$ 3 438.

Outros países

Amsterdã

Pista de patinação na Museumplein (Christopher Groenhout/Getty Images)

* De 17 de novembro a 30 de dezembro

Como se não bastassem a miríade de ótimos museus e o charme dos canais, Amsterdã tem uma série de eventos no final do ano, nem todos relacionados ao Natal. No Festival das Luzes (de 1o de dezembro a 22 de janeiro, 35 obras luminosas de artistas famosos são espalhadas ao longo dos canais).

Há também um agitado mercado de Natal na Praça Museumplein. O espelho-d’água em frente ao grandioso Rijksmuseum se transforma em pista de patinação e é cercado por casinhas com presentes e guloseimas típicas. Mas o pinheiro de Natal fica em outro lugar, na Praça Dam. Uma árvore iluminada por 40 mil luzes de LED e decoração da loja de departamentos De Bijenkorf acende o lugar.

Londres

Um dos brinquedos do Winter Wonderland, no Hyde Park (alphotographic/iStock)

* De 17 de novembro a 1o de janeiro

Apesar de não integrar o circuito de mercados históricos e tradicionais, Londres corrigiu essa carência em 2007, quando debutou no Hyde Park Winter Wonderland. O complexo tem mais de 100 brinquedos, que incluem até montanhas-russas e uma área temática chamada Santa Land, dedicada às oficinas e casas do bom velhinho. A entrada no complexo é gratuita, mas a maioria das atrações é paga. Algumas devem ser compradas com antecedência pelo site, como a concorrida pista de patinação, a maior do Reino Unido, o acesso ao bar de gelo, climatizado a -10°C, e a roda-gigante de 60 metros de altura. Para comer, além das barracas de guloseimas, há áreas cobertas com mesas em que são servidas refeições completas.

Vilnius

Mercado da Praça da Catedral (Romanbabakin/iStock)

* De 26 de novembro a 29 de dezembro

Capital da Lituânia, Vilnius é cada vez mais destino de férias dos europeus, principalmente depois que o país adotou o euro, em 2015. Cheia de expoentes da arquitetura barroca, tem um centro histórico labiríntico, do século 13, que se mescla às ruas modernas cheias de arranha-céus. No fim de ano, a Torre de TV vira uma enorme árvore de Natal.

Os quiosques vendem bolos de semente de papoula e os ragouli, uma espécie de panqueca em formato cônico. No mercado da Praça da Catedral, um telão em 3D exibe cenas de contos de fadas. Nos Jardins Bernardine, há carrosséis e estandes de jogos. O mercado da Praça da Prefeitura tem a Feira Internacional de Caridade de Natal, que vende doces e lembrancinhas feitas por esposas de diplomatas estrangeiros.

Publicado na edição 266 da Revista Viagem e Turismo

Veja também
Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s