Nova York: delícias no sidewalk

Com produtos que vão de sanduiches de lagosta a raspadinhas chiques, os <em>food trucks </em>sao a nova – e sofisticada – mania da culinária americana

A comida de rua vive uma nova era em Nova York. Saem os carrinhos de hot-dog e pretzel e entram os megafoods trucks, com ingredientes como lagosta e churrasco coreano. No comando, chefs e empresários antenados: o Twitter e o Facebook são usados para avisar os fãs da localização dos trucks – nem sempre a mesma. Existem cerca de 80 trucks em Nova York, mas o fenômeno não se restringe à cidade. “a moda começou a pegar em Los Angeles e aí se espalhou pelo país”, afirma David Weber, presidente da NYC Food Truck Association. Há até uma premiação da “categoria”, o Vendy Awards, cuja oitava edição ocorre neste mês. Selecionamos dez trucks que valem a visita em Nova York.

Coolhaus

Nada de cone ou copinho: aqui o sorvete e servido como um sanduiche, prensado entre dois cookies (US$ 6). O truck nasceu em Los Angeles, onde tem uma loja física, e já chegou, alem de Nova York, a Miami, Austin e Dallas. Experimente o de peanut butter (pasta de amendoim). (eatcoolhaus.com)

Kelvin Natural Slush

Kelvin é a unidade de medida usada para classificar o zero absoluto, o que, em português claro, é um frio muito além do suportável (e além do possível: corresponde a -273 graus). O truck tem esse nome para dar o destaque devido a seu principal produto, o slush, uma espécie de raspadinha chique feita com a adição de chá ou de frutas in natura, como framboesa e pêssego (peçaa o Arnold Palmer, US$ 4). Ha dois Kelvin na cidade: um móvel e outro fixo no cruzamento da Sexta Avenida com a Bleecker Street. (kelvinslush.com)

Korilla BBQ

No auge da crise americana, em 2008, Eddie Song, recém-formado em economia pela Columbia University, resolveu investir em sua paixão: barbecue coreano. Surgiu assim o Korilla BBQ, onde a carne recebe temperos coreanos (basicamente: muita pimenta). No ribeye of the tiger (US$ 7), o corte de entrecote é servido como recheio de burritos ou tacos. O truck vende cerca de mil pratos por dia e já participou do The Great Food Truck Network, uma competição na TV entre donos de food trucks. (korillabbq.com)

Morris Grilled Cheese

É muito mais do que queijo quente o que serve esse truck do chef Michael Jacober, que já trabalhou no Per Se, restaurante nova-iorquino com a cotação máxima do Guia Michelin. Vá sem medo no delicate cheese, que leva manteiga, queijo trufado e cebola (US$ 10). E acompanhe-o com o refrigerante da casa, o Morris Cola (US$ 2,50). (morrisgrilledcheese.com)

Phil’s Steak

Oriundo da Filadélfia, Jim Drew, idealizador e sócio do negocio, sempre sentiu falta em Nova York do autentico philly cheesesteak, o file com queijo tão característico de sua cidade natal. Então juntou a fome com a vontade de vender. Seu lanche recheado com carne e queijo (US$ 9) é um sucesso nos bairros cool que frequenta, como Williamsburg, no Brooklyn. Os pãezinhos são “importados” diretamente da Filadélfia. (philssteaks.com)

Red Hook Lobster Pound

E que tal trocar o hot-dog por… sanduíches de lagosta? O “Big Red” serve lanches com a iguaria, que vem envolta em um molho de maionese, páprica e cebolinha (US$ 16). O preço é mais salgado do que a média, mas as filas são menores, a trilha sonora é de primeira (muito indie rock e folk) e… nada como comer lagosta fresca por menos de 20 doletas. (redhooklobsterpound.com)

Rickshaw Dumplings

Para uma competição na New York University, os estudantes Kenny Lao e David Weber criaram um negócio de dumplings, bolinhos recheados cozidos no vapor, típicos das culinárias orientais. Deu certo: hoje têm três lojas e um truck. Pagam- se US$ 6 por uma caixinha com seis dumplings de carne de porco ou frango mais molho. (rickshawdumplings.com)

Schnitzel & Things

A estrela do menu é o schnitzel, bife empanado austríaco – há ainda de frango, vitela e bacalhau (desde US$ 9,95). O sucesso é tamanho que em 2011 surgiu o primeiro restaurante da marca, na Terceira Avenida. (schnitzelandthings.com)

Taïm Mobile

Dona de dois restaurantes na cidade, a chef israelense Einat Admony é referência com sua receita de faláfel, o bolinho árabe de grão-de-bico. O queridinho é o falafel sandwich (pão sírio, homus, salada e molho tahine; US$ 6). (taaimmobile.com)

Wafels and Dinges

Depois de largar o emprego de gerente na IBM, em 2007, o belga Thomas DeGeest apostou em uma receita típica de seu país: os waffles. Dois trucks e quatro carts (carrinhos) depois, a empresa vende cerca de 2 mil doces por dia. Destaque para o brussels wafle (US$ 5), de massa leve e crocante. (wafelsanddinges.com)

Le Camion Qui Fume, um dos food trucks de Paris Le Camion Qui Fume, um dos food trucks de Paris

Le Camion Qui Fume, um dos food trucks de Paris (/)

Le Camion Qui Fume, um dos food trucks de Paris – Foto: Divulgação

NA COLA DOS TRUCKS

Dicas de como encontrá-los

GPS de comida

Dois aplicativos para smartphone ajudam a localizar os food trucks em Nova York. O gratuito Tweat.it (que também e um site) reúne os updates no Twitter dos caminhões. Já o app da New York Street Food (US$ 0,99) mostra onde estão as barraquinhas naquele momento e até onde encontrar um lugar para se sentar.

Onde eles batem ponto

  • Nos bairros universitários, como a Union Square
  • Nas saídas do High Line Park
  • No WFC Food Court, perto do Battery Park
  • Em Long Island City, no Queens
  • Em Williamsburg, no Brooklyn
  • No Bryant Park, em Midtown

Food trucks em Paris? Oui!

A capital gourmet do mundo também se rende à street food Quem diria: Paris, terra da alta gastronomia, da nouvelle cuisine e do foie gras, também se curvou ao fenômeno dos food trucks. Um dos primeiros a chegar, em 2009, foi o Le Camion Qui Fume (lecamionquifume.com), da californiana Kristin Frederick, que estudou gastronomia na cidade. O camion (foto) vende disputadíssimos hambúrgueres gourmet (€ 8), caso do campagne, que leva cogumelos selvagens e queijo gruyère. O Cantine California (cantinecalifornia.com) chegou em março e aposta em uma dieta à californiana, com muitos tacos, cupcakes e milkshakes. Vindo de San Francisco, o proprietário, Jordan Feilders, largou o mundo dos negócios nos Estados Unidos e agora estaciona diariamente seu caminhão nas redondezas do Louvre.

 

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