O Museu da Empatia está em São Paulo

A proposta é que os visitantes experimentem se colocar no lugar de pessoas que passaram por episódios difíceis na vida, como lutos e preconceitos

“Entre e experimente calçar os sapatos e se colocar no lugar de outra pessoa”, diz a frase gravada em uma imensa caixa de sapatos que aportou no último dia 18 de novembro sob a marquise do prédio da Bienal, no Parque Ibirapuera.

Projetado originalmente pela artista inglesa Clare Pattey, o Museu da Empatia recebe pela primeira vez no país um recorte da exposição “Caminhando em seus sapatos…”, dedicada a desenvolver, através de experiências sensoriais, a capacidade de olhar para o mundo com os olhos de outras pessoas.

Os visitantes terão a chance de andar por dez minutos com os sapatos de um dos 25 brasileiros que compartilharam suas histórias de vida, enquanto escutam pelo fone de ouvido o depoimento da pessoa a quem eles pertenceram.

Com histórias que vão desde experiências de superação após o luto, até casos de preconceito, gordofobia, LGBTfobia e outros relatos relacionados à diversidade, direitos sociais e direitos humanos, a exposição busca promover uma reflexão sobre a importância da empatia nos dias de hoje.

O museu conta com a curadoria do Intermuseus e a exposição ficará em cartaz até o dia 17 de dezembro. Com entrada gratuita, pode ser visitado de terça a sexta (das 10h às 19h) ou de sábado e domingo (das 11h às 20h). As senhas são limitadas e são distribuídas no local.

O Brasil não é o primeiro país do mundo que recebeu o Museu da Empatia. Depois da primeira exposição feita em Londres, a exposição percorreu outras cidades inglesas (como Oxford, Manchester, Brighton e Essex) e outros países como Austrália e Irlanda.

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