Inverno de A a Z

Inverno no Brasil: pousadas, restaurantes estrelados, chocolate, pinhão, cachoeiras, cânions, vistas maravilhosas, baladas, vinho, spas.

Por Gustavo Simon Atualizado em 3 ago 2017, 21h05 - Publicado em 17 set 2011, 20h31

A e BAgulhas NegrasTrês horas é o tempo médio para percorrer a trilha que parte do Abrigo Rebouças e chega ao topo do Pico das Agulhas Negras, no Parque Nacional do Itatiaia. A 2 791 metros, montanhas e montanhas se escancaram aos olhos dos aventureiros. Do mesmo lugar parte a trilha para os 2 548 metros do Maciço das Prateleiras. Para qualquer deles, contrate um guia credenciado pelo Instituto Chico Mendes (24/3352-1461).AiuruocaA reserva natural que deu fama à vila mineira fica no Vale do Matutu, e por isso há gente que diz ir ao Matutu, não a Aiuruoca (assim como alguns vão a Moreré, não a Boipeba). A 1 300 metros de altitude, o lugar é famoso por suas cachoeiras, como a dos Garcias. Difícil é achar alguém que queira entrar nelas em pleno inverno. É no frio, de todo modo, que o lugar tem sua beleza potencializada. Em Aiuruoca as coisas têm um ritmo próprio. O ato comezinho de ingressar em uma pousada, por exemplo. Quem transporta a bagagem para a Casa de Hóspedes Patrimônio do Matutu (Vale do Matutu, 35/3344-1444, www.patrimoniodomatutu.com.br; diárias desde R$ 150) é um burrico, numa jornada de 40 minutos trilha acima. Não há energia elétrica no lugar, mas o banho quente está garantido – e as melhores vistas do lugar, idem. Se sobrar pique para uma caminhada, o alto do Pico do Papagaio descerra uma paisagem de livro de geografia, da cidade de São Tomé das Letras ao Pico das Agulhas Negras e outros lugares da Mantiqueira. Para repor toda a energia, escolha o chá da tarde (com geleias e chás naturais, feitos com coisas plantadas ali) ou a truta com molho de amoras e licor de cassis do Kiko & Kika (Estrada para Alagoa, 3 km de terra, 3344-1453).Antônio PradoJá se passaram mais de 15 anos da realização de O Quatrilho, mas a charmosa cidade gaúcha ainda tem o filme de Fabio Barreto que concorreu ao Oscar em 1995 como grande referência turística. Algumas das muitas casas tombadas do centro histórico serviram de locação para o filme, como o casarão da família Schiochet (Avenida Valdomiro Bocchese, 524; 7h/19h). Nem todos os imóveis ficam abertos aos visitantes. Uma delas é a da Neni (Rua Luíza Bocchese, 34, 54/3293-1339; 9h/18h), que também vende doces caseiros e licores.APARADOS X SERRA GERALAparadosPrincipal atração Cânion do Itaimbezinho, o mais bonito da região de Cambará do Sul, na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina.Melhor trilha A do Cotovelo dura duas horas, mas é relativamente fácil. Depois de passar pela Cachoeira Véu de Noiva e por dois arroios, desemboca em frente aos paredões de até 720 metros de profundidade e 6 quilômetros de comprimento.Perfil Estupidamente belo – e com margens cobertas por vegetação, o que ajuda a minimizar a vertigem dos mais inseguros -, o Itaimbezinho atrai muitos visitantes. Outra trilha para chegar até ele é a do Vértice: é mais curta, mas não proporciona as vistas mais espetaculares. Acorde cedo para caminhar, já que a cerração cai junto com a tarde.Serviço A 18 km do Centro de Cambará, 54/3251-1277; 4ª/dom 9h/17h; R$ 6 (entrada) e R$ 50 (guia para até cinco pessoas).Serra GeralPrincipal atração Cânion da Fortaleza, bem mais selvagem e menos explorado que o do Itaimbezinho.Melhor trilha Pouquinha coisa mais de uma hora de caminhada a partir do estacionamento leva ao mirante mais bonito, na borda da gigantesca e preservada garganta, que alcança até 7,5 quilômetros de extensão e 900 metros de profundidade. Além do cânion, a vista alcança os prédios da cidade de Torres (RS) no outro lado.Perfil Ao norte, uma trilha mais pesada, que consome até oito horas, leva ao cânions Malacara e Churriado, passando pelos cânions do Corujão e Fundo do Leão. Ainda que todos sejam menores do que os vizinhos famosos de Aparados, todo o conjunto é de embasbacar.Serviço A 23 km de Cambará, 54/3251-1277; 8h/17h; entrada grátis e R$ 125 (guia para até cinco pessoas).BicharadaInverno também é alta temporada bem longe da serra – e do frio. A fase de seca no Pantanal concentra a água em corixos (canais de escoamento das áreas alagadas). Assim, as estradas que cortam as fazendas ficam boas para todos os veículos – e não só para barcos e carros anfíbios. Isso acaba revelando onças-pintadas, tamanduás, jacarés, veados, porcos-do-mato e muitas aves. A região de Nhecolândia, a 100 quilômetros de Corumbá, é a mais indicada para encontrar os animais.BALADASSe cariocas e paulistanos sobem a serra, suas discos vão junto. Em Campos do Jordão e Petrópolis, a noite é longaCampos do Jordão (SP)Duroc: no inverno ganha o nome de Phoenix-Sirena (Avenida José de Oliveira Damas, 582, 12/3663-3701)Pucci: só abre no inverno e reúne mais de mil pessoas (Rua Doutor Ribeiro de Almeida, 30, 11/3167-2067)Fire up: reabrirá no feriado de Corpus Christi com DJ internacional (Avenida Vitor Godinho, 72, 11/2769-1112)Petrópolis (RJ)Taboatá: a mais tradicional da cidade, recebe DJs gringos (Estrada União-Indústria, 12360, 24/2222-5007)Nix: tem lounge-bar, camarote etabacaria (Estrada Itaipava-Petrópolis, 89, 24/2222-1283)Bikers: atrai público mais maduro (Estrada União-Indústria, 9032, 24/8826-3164)Bella PolentaLa bella polenta si mangia cosi… Polenta é tema folclórico, mas também um prato que não pode faltar na mesa da Serra GaúchaCantina di Capo, Gramado (RS) Espaço amplo capaz de receber excursões. Serve dezenas de massas e polenta caprichada. (Avenida das Hortênsias, 2154, 54/3286-6232; Cc: D, M, V; Cd: M, R, V)Casa de Madeira, Bento Gonçalves (RS) A codorna cozida em vinho tinto vem acompanhada de polenta cremosa e salada de radicchio. (RS-470, km 216,5, 54/3453-5678; Cc: V; Cd: V)BocainaO inverno e a estiagem da estação têm o condão de revelar as melhores paisagens de muitos lugares de serra. Caso do Parque Nacional da Serra da Bocaina, na divisa dos estados do Rio e São Paulo. A MW Trekking (12/3117-1220) organiza as trilhas por dentro da mata. Em um dia se conhece a Cachoeira de Santo Izidro (R$ 98); em dois, as caminhadas podem levar aos picos do Tira Chapéu, a 2 088 metros de altitude, ou da Bacia, a 1 950 metros, com paradas em cachoeiras e mirantes, e pernoitando em uma das pousadas do parque (R$ 498); em três, o caminho segue, com paradas nas cachoeiras e em casinhas de pau a pique para comer, até a Trilha do Ouro (R$ 590). O ponto de partida é sempre São José do Barreiro (SP).Bolo húngaroEle leva nozes, castanhas, passas e canela. O bolo da Precila Godinho (Rua Perciliana, 32, 24/3387-1132; 9h/16h), em Visconde de Mauá, tem seguidores. Já em Teresópolis, a Doces Húngaros (Praça Baltazar da Silveira, 132, 21/2742-4816) vende strudels que vão bem com café com licor de cassis e creme de cacau.C e DCafé colonialPor R$ 35, em média, coloca qualquer brunch no chineloColina Verde: estrelado pelo GUIA BRASIL 2011, inclui de pão caseiro a espaguete com molho de moela de galinha. (BR-116, km 185,5, Nova Petrópolis, RS, 54/3281-1388)Opa’s Kaffeehaus: difícil eleger se o melhor é o bolo de chocolate com nozes ou a empada folhada de frango. (Rua João Leão, 96, Nova Petrópolis, 54/3281-1273)Fazenda Renópolis: serve deliciosas tortas e quiches. (SP-123, km 38, Santo Antônio do Pinhal, 12/3666-1470)Cambará do SulSão mais de 60 cânions pelo município, mas Cambará não é só para aventureiros. Além de um ofurô com água de um arroio que passa dentro da propriedade, a Pousada Parador Casa da Montanha (54/3504-5302, paradorcasadamontanha.com.br; diárias desde R$ 490; Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V) tem pitorescos e charmosos chalés de lona.Campos do JordãoDois novos hotéis de porte vêm para seu segundo inverno em Campos e o frio também já chegou – em maio a temperatura bateu nos 4 grausGrife de inverno, montanha mágica dos paulistanos (mas não só). A despeito dos preços altos e da muvuca, os turistas sempre voltam. Claro: a cidade que abriga algumas das melhores e mais luxuosas pousadas do país, restaurantes estrelados e requintados, e shoppings, lojas e baladas de época tão badaladas quanto as matrizes paulistanas sempre dá um jeitinho de se reinventar com novas atrações. No inverno do ano passado, por exemplo, foram inaugurados dois hotéis de porte, o Blue Mountain (Rua Doutor José Mestres, 2145, 12/3669-5200, www.bmr.com.br; diárias desde R$ 1 350; Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V) e o Le Renard (Rua Engenheiro Souza Campos Jr., 50, 12/3669-2220, www.lerenard.com.br; pacote mínimo de duas diárias desde R$ 1 185; Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V). Mas o que sempre arrebatou o coração (e o estômago, e o bolso…) de muitos paulistanos segue de vento em popa. Casas como a simples e pitoresca mercearia Empório dos Mellos (Rua Elídio Gonçalves da Silva, Bairro dos Mellos, 12/9748-3366), que serve picadinho de filé, atraem quem quer fugir do agito incansável e inabalável de Capivari; o shopping sazonal Market Plaza (Avenida Macedo Soares, 499, 12/3663-5144, www.marketplaza.com.br) abre as portas em 22 de junho; o Festival de Inverno já fecha suas atrações; e o fio, o grande protagonista, demorou, mas decidiu dar as caras: em 18 de maio último, os termômetros marcavam 4 graus.CriançasResorts, hotéis-fazenda e pousadas muito bacanas para os pequenos – e, justamente por isso, também para seus paisGamela Eco, Cantagalo (RJ) No pacote do hotel, na região de nova Friburgo, as crianças têm recreadores de dia e acampam uma noite na mata. (RJ-160, km 20, 22/2555-4211, www.gamela.com.br; diárias desde R$ 460)Monreale, Poços de Caldas (MG) noite do pijama e uma sala de fantasias são duas das diversões. (Avenida Leonor Furlaneto Delgado, 3033, 35/2101-777, www.monrealehotels.com; diárias desde R$ 354)Vila Inglesa, Campos do Jordão (SP) Ex-Villa Mazzaropi, tem salas cheias de poltronas, mais para os pais, e uma boa área externa com arvorismo, tirolesa e cavalos. (Avenida Marianne Baumgart, 3400, www.vilainglesa.com.br; diárias desde R$ 690)Bühler, Visconde de Mauá (RJ) Trilhas pela mata, casa de bonecas e um estiloso playground de madeira. (Alameda Gastronômica Tia Sofia, 24/3387-1204, www.hotelbuhler.com.br; diárias desde R$ 300)ChocolateSinônimo de inverno, o produto é feito artesanalmente em várias cidades de serra. Algumas:Campos do Jordão (SP) Capivari tem lojas como a Bruno Alves Chocolatier (Avenida Macedo Soares, 199, 12/3663-8257), que vende também os famosos alfajores das Senhoritas.Penedo (RJ) As barras feitas à base de licor e manteiga de cacau da Villas Boas são clássicas da cidade. Procure-as na Casa do Chocolate (Avenida Casa das Pedras, 10, 24/3351-1127).Gonçalves (MG) A pequenina loja da Chocolótus (Rua Antônio Caetano da Rosa, 189, 35/9875-8045) tem chocolate em barra produzido na área rural da cidade.CervejaPara cervejeiro que se preze não tem tempo ruim. Ainda mais com os tipos de cerveja encorpados como a bock. Em Campos do Jordão (SP), a Baden Baden (Rua Djalma Forjaz, 93, 12/3663-3659; Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V), hoje no portfólio da Schincariol, promove visitas regulares à fábrica. E mantém um restaurante alemão que se tornou instituição. Em Canela (RS), a pedida é encarar o mirante da Cervejaria Farol (RS-235, km 47, 54/3282-7007; Cc: D, M, V; Cd: M, R, V) depois de provar o chope local. A sua é só beber? As prateleiras do Bar do Marcelo (Praça Monsenhor Dutra, 240, 35/3654-1286; Cc: D, M, V; Cd: M, R, V), em Gonçalves (MG), escondem preciosidades artesanais, como a Waacks Bier.CunhaCerâmicas com um quê filosófico, lindas trilhas e duas pousadas cheias de qualidadesA cidade ficou conhecida pelo talento de seus ceramistas. A abertura dos fornos é um happening a que vale assistir, menos para saber das particularidades da técnica noborigama do que para pescar o je ne sais quoi filosófico das exibições. Uma das pioneiras é Mieko Konishi (Rua Gerônimo Mariano Leite, 510, 12/3111-1468; 9h/17h). Mas Cunha tem mais. As trilhas do núcleo local do Parque Estadual da Serra do Mar que o digam. A mais difícil delas, feita com monitores, segue o curso do Rio Bonito – e, além das bromélias e orquídeas, saguis e pássaros também acompanham os turistas. Quatro horas de caminhada por trechos com subidas íngremes são recompensadas com cachoeiras e grutas. Contrate guia com antecedência (12/3111-2353). Uma trilha mais leve, do Rio Paraibuna, dispensa monitores. Para ficar na cidade, considere os chalés com hidro e DVD da Barra do Bié (SP-171, km 58,8, 12/3111-1477, www.pousadabarradobie.com.br; diárias desde R$ 396) ou os com varanda de vista matadora da Quinta da Serra (Estrada do Monjolo, km 10, 11/9575-1338, www.pousadaquintadaserra.com.br; diárias desde R$ 200).Dedo de DeusHá quem diga que o montanhismo só começou no Brasil depois que um grupo de jovens cariocas pisou na ponta do Dedo, em 1912. Cem anos depois, a rocha de 1 680 metros continua a atrair aventureiros, assim como outros picos do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Quem tem tempo de sobra faz a travessia entre Petrópolis e Teresópolis, que dura três dias, com pernoites em acampamentos e dormitórios bem simples (mas com chuveirode água quente). Para empreitadas mais curtas, parta da portaria de Terê. A trilha Cartão-Postal, de duas horas, termina em um mirante com vista para o Dedo de Deus; cinco horas de trilha levam ao pico culminante do Parque Nacional (2 263 metros), a Pedra do Sino. Contrate um guia pelo 21/2152-1100, www.icmbio.gov.Depois da chuvaPetrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo vão para seu primeiro inverno depois da tragédia de janeiroMadrugada de 12 de janeiro, Serra Fluminense. O temporal que caiu forte naquela noite – e seguiu teimoso por mais alguns dias – levou a catástrofe a uma das regiões mais charmosas do estado. Saldo: mais de 900 mortos e cerca de 20 mil desabrigados. O turismo, claro, também foi afetado: o teleférico no centrinho de Friburgo veio literalmente abaixo, e pelo menos quatro pousadas fecharam as portas. As cenas dramáticas ainda estão fescas para muita gente, mas os impactos no turismo estão ficando para trás. Melhor pousada de Petrópolis pelo GUIA BRASIL 2011, a Tankamana (Estrada Julio Cápua, 24/2232-2900, www.pousadatankamana.com.br; diárias desde R$ 498) perdeu seu restaurante, teve de resgatar hóspedes de helicóptero, conviveu com dramas familiares de funcionários (um deles foi vítima fatal da tragédia). Agora é diferente. “Nós reconstruímos o restaurante no ponto mais alto do terreno, pavimentamos a estrada interna e estamos readequando o projeto paisagístico”, contou à VT Jane Assis, proprietária, que prevê reabrir a pousada este mês. Na Les Roches (Estrada Ministro Salgado Filho, 5301, 24/2291-9091, www.pousadalesroches.com.br; diárias desde R$ 440), também em Petrópolis, os estragos se restringiram a uma ponte de acesso, à quadra de tênis e aos muros. Tudo é passado para o proprietário, Américo Palha. “Do lado de fora a prefeitura agiu rápido, mal se vê sinal do que aconteceu.” Segundo a Secretaria de Turismo do estado, 95% da rede hoteleira e gastronômica já está apta ao turismo.Dona LicéiaNo final de uma pequena estrada de terra que parte da minúscula Arapeí, entre São José do Barreiro e Bananal, a simpática Dona Licéia (acesso pela SP-068, 12/3115-1412) serve um banquete bem brasileiro no próprio sítio. Galinha-d’angola, pato, leitão, feijão tropeiro e outras comidas da roça forram o estômago antes das mais de 20 sobremesas, que ficam expostas em bufê.E e FEstradas cênicasQuatro trajetos pelo Brasil em que o destino é o caminhoSerra do Rio do Rastro (SC)Uma cerração teimosa e neve eventual são grandes problemas em qualquer estrada. Não aqui. Claro, atenção redobrada é default, mas a subida entre Lauro Müller e Bom Jardim da Serra fica mais emocionante e, não só, muito mais bonita nessas condições – bastante frequentes. Partindo da pequenina Lauro Müller, de onde já se enxergam as montanhas, são 16 quilômetros sossegados, em asfalto, até chegar ao trecho de concreto, bem mais bacana. Mate a fome com os pastéis sequinhos do Bugio da Serra (SC-438, km 15, 49/3491-2622) antes de encarar a subida íngreme, com cotovelos e muitos mirantes, que, além de facilitar a direção pelas curvas de 180 graus, convidam a uma parada para fotos – os contrafortes e a própria estrada são ótimos cenários.Petrópolis-Sana (RJ)O roteiro, que passa por Teresópolis e Nova Friburgo, revela alguns mirantes ao longo de 180 quilômetros, ideais para retratar as montanhas da Serra dos Órgãos e imensos vales. A sinuosa BR-495, porém, ainda tem trechos em obras de recuperação entre Itaipava e Terê, por causa das chuvas de janeiro.Porto Alegre-São José dos Ausentes (RS)Pode não ser a rota mais curta nem a mais rápida entre a capital gaúcha e essa parte da serra. Mas a vista que se tem dos vales do Quilombo e do Rio Caí certamente faz dos 292 quilômetros pela BR-116 e pela RS-235 o caminho mais bonito.Estrada da Graciosa (PR) São sete os “recantos” que se espalham ao longo do calçamento de paralelepípedos dos 30 quilômetros da PR-410 – a Estrada da Graciosa, nome mais apropriado impossível. Difícil saber qual o melhor belvedere na descida para Morretes. Seja como for, antes de chegar à pequena cidade, pare para um pastelzinho na estrada.EstreladosOs restaurantes de serra com a distinção do GUIA BRASILCrescente, Nova Friburgo (RJ) Peito de pato com brûlée de pistache acompanhado de batatas e aspargos. (Rua General Osório, 21, 22/2523-4616)Dona Irene, Teresópolis (RJ) Vodca caseira, banquete russo, dez entradas frias, frango à Kiev. (Rua Tenente Luís Meireles, 1800, 21/2742-2901)Fazenda das Videiras, Petrópolis (RJ) Confit de pato em cesta de parmesão ao molho de pera e uva, com risoto de grana padano. (Estrada Araras-Vale das Videiras, 6000, 24/2225-8090)Imperatriz Leopoldina, Petrópolis (RJ) Filé-mignon com brie e presunto de Parma acompanhado de risoto de açafrão. (Avenida Koeller, 376, 24/2103-3000)Le Gourmet, Gonçalves (MG) Truta recheada de parmesão, alho-poró e alcaparras, com purê de banana e cardamomo. (Estrada dos Venâncios, 10, 35/3654-1240)Locanda Della Mimosa, Petrópolis (RJ) Um dos seis restaurantes três estrelas do GUIA BRASIL. Tem menu de quatro fases, massas caseiras e temperos de horta própria. (Acesso pelo km 71,5 da BR-040, 24/2233-5405; www.locanda.com.br)Gosto com Gosto, Mauá (RJ) Picanha de porco ao molho de jabuticaba. (Rua Wenceslau Braz, 148, 24/3387-1382)Festivais de invernoDe violinos e oboés a grupos de danças folclóricas e estrelas da MPB. As cidades de montanha são dominadas por festivais de inverno na temporada. Em Campos do Jordão (SP), há mais de 40 anos os espetáculos do Festival de Inverno levam música erudita ao lindo auditório Claudio Santoro. Na mesma época, outras cidades recebem cantores e peças teatrais, como Ouro Preto (MG) e Garanhuns (PE).FinlândiaDiz-se que 28 finlandeses chegaram ao Brasil em 1929 para difundir o vegetarianismo. Outros 300 vieram depois e se encantaram com Penedo (RJ). Hoje o quê nórdico da cidade está no museu Finlandês (Avenida das Mangueiras, 2601, 24/3351-1374; R$ 6) e no sábado do Clube Finlandês (24/3351-1374). Cacife a pousada Girassol (24/3351-1237, www.girassolpenedo.com.br; diárias desde R$ 180) para respirar esse raro ar escandinavo.FondueA lenda reza que foi num verão que pastores suíços, isolados nos Alpes, tiveram de improvisar e comer sobras de pão com queijo derretido. Da Idade Média para cá, a receita passou por poucas alterações – pão italiano mergulhado em uma mistura de queijos emmenthal e gruyère, derretidos com vinho branco seco e kirsch. Se Gramado (RS) é a terra da fondue, a receita invadiu outros destinos, até no Nordeste. Veja abaixo:Campos do Jordão (SP): Toribinha (Avenida Ernesto Driederichsen, 2962, 12/3668-5000) e Le Foyer (Rua Cantídio Pereira de Castro, 100, 12/3663-2767)Gravatá (PE): La Fondue Bistrot (Avenida Cícero de Oliveira, 1900, 81/3533-0300)Nova Friburgo (RJ): Auberge Suisse (Rua 10 de Outubro, 22/2541-1270)Rio de Janeiro (RJ): Casa da Suíça (Rua Cândido Mendes, 157, 21/2252-5182)São Paulo (SP): Florina (Rua Cristóvão Pereira, 1220, 11/5041-5740)G, I e MGaletoAs aves de caça dos italianos foram trocadas pelos galetos abatidos al primo canto – ou seja, com até 35 dias de vida. Servidos em meio a acompanhamentos – sopa de capelete, queijo à dorê, tortelli de abóbora, polenta, radicchio com bacon e salada de maionese –, tornaram-se uma instituição do Sul. Enquanto você conta os dias para ir a Gramado, faça o galeto em casa: é só mariná-lo em sálvia, manjerona, orégano, salsa, cebola, pimentabranca, sal e cerveja durante 24 horas. Então passe tudo no vinho branco e leve para assar na brasa.GaribaldiDa geralmente muvucada Bento Gonçalves bastam 90 minutos dentro de uma maria-fumaça para encontrar o sossego de Garibaldi. A cidade gaúcha é a produtora nacional do espumante – aqui ficam a filial da marca francesa Chandon (RS-470, km 224, 3388-4400) e a cave da nacional Peterlongo (Rua Manuel Peterlongo, 216, 3462-1356; R$ 10), ambas com visitas guiadas pela produção.GeleiasAs melhores do Brasil, na MantiqueiraA Senhora das Especiarias, Gonçalves (MG) Rua Capitão Antônio Carlos, 195, 35/3654-1450Baronesa Von Leithner, Campos Do Jordão (SP) Avenida Alto da Boa Vista, 12/3025, 3662-1121Papoula, PeNeDo (RJ) Avenida das Mangueiras, 1849, 24/3351-1907Tia Nata, Monte Verde (MG) Rua Bem-Te-Vi, 84, 35/3438-1641, com visita à casa onde são produzidas artesanalmenteGonçalvesPertinho de Campos do Jordão e Monte Verde, mas imune à superlotação e aos modismos. Nada tira o charme de Gonçalves. A mineirinha mantém seu lado low profile, sem deixar de lado uma estrutura respeitável de pousadas charmosas, restaurantes superqualificados e muito verde. Durante o dia, os casais encaram as trilhas até as cachoeiras Sete Quedas e do Simão ou visitam as lojinhas do centro. Comida é levada a sério em casas como o Kitanda Brasil (Rua Antônio Caetano da Rosa, 217, 35/3654-1406), com um caprichado menu, e o Janelas com Tramela (Rua Coronel João Vieira, 65, 35/3564-1259), dos gêmeos Juliano e Fernando Basile, de cozinha bem brasileira. Cama confortável? Tem também: os chalés da Solar d’Araucária (Estrada para São Sebastião das Três Orelhas, km 2,5, 35/3654-1398, www.solardaraucaria.com.br; diárias desde R$ 280), a melhor da cidade, têm camas superking-size e são envidraçados para enquadrar um bosque pela manhã.Ibitipocao pão de canela de Dona Maria, vendido no caminho para o parque estadual mineiro, é a pedida para forrar o estômago antes das desafiadoras trilhas, que levam a pontos como o Pico da lombada, a 1 784 metros de altitude. A temperatura não ajuda a encarar as cachoeiras, mas repare bem nos estranhos e bonitos tons de laranja dos seus poços, marca local.Maria-Fumaça Bento Gonçalves – Garibaldi (RS) O caminho de 1h30 pela Serra Gaúcha passa por trechos de mata fechada; nos vagões, grupos cantam e dançam músicas italianas. (54/3455-2788; R$ 60 – dá direito a prova de espumantes em Garibaldi e de vinho tinto em Bento Gonçalves)Tiradentes – São João del Rei (MG)Apenas 40 minutos separam as duas cidades. O trem margeia o Rio das Mortes, que completa a paisagem da Serra de São José. (32/3371-8485; R$ 30)Campos do Jordão – Santo Antônio do Pinhal (SP)A composição movida a energia elétrica passa pelo Alto do Lajeado, o ponto mais alto de uma ferrovia no país. O percurso de ida e volta demora 2h30. (12/3663-1531; R$ 50)-2,5º foi a menor temperatura registrada este ano no país, em Urupema (SC). Nevascas para 2011? Possivelmente, mas sem as grandes proporções do ano passadoMorangosÉ no inverno que começa o auge da produção de um dos melhores amigos do chocolate – e do frio. Monte Alegre do Sul (SP) organiza, ao longo da estação, um festival gastronômico (www.morangogastronomico.com.br) que envolve toda a cidade. Oportunidade de conhecer produtores orgânicos, como o Ronaldo Pereira (19/3899-2081).Monte verdeOfurô, toalhas aquecidas, lareiras, camas gigantescas. Love is in the air no sul de MinasA estreita Avenida Monte Verde, cheia de bares e restaurantes, parece ser a única grande atração de Monte Verde (MG), o terceiro melhor destino de inverno no Prêmio VT 2010/2011. Mas é no entorno dessa que é a principal avenida da vila que está a chave para entender a fama da cidade como destino hiper-romântico. As pousadas de lá parecem ter sido pensadas para vitaminar qualquer casamento. Como a Estalagem Wiesbaden (Rua Bem-Te-Vi, 459, 35/3438-1121, www.wiesbaden.com.br; diárias desde R$ 311), em cujos chalés é possível sair dos cobertores direto para uma banheira de hidromassagem e dela se enrolar em uma toalha aquecida; ou a mais afastada, mas unanimidade local, Kuriuwa (Rua do Bosque, 309, 35/3438-1959, www.kuriuwahotel.com.br; diárias desde R$ 609) e seus quartos superlativos. Para qualquer delas o que importa é agradar a casais, com a trinca hidromassagemcama gigantesca-lareira e, em casos mais extremos, canais eróticos liberados na TV. Fora do calor dos quartos, a pedida é mais uma vez escapar do agito da avenida central. Os passeios de quadriciclo (Monte Moto, 35/9961-1636; Verde Rumo, 35/9924-6415; R$ 120) pelos arredores da cidade são clássicos e muito divertidos. E, para ter uma vista dramática da região, siga até o final da ruazinha de terra que parte da Praça da Árvore – o mirante da Pedra Redonda, a quase 2 mil metros de altitude, tem uma vista de 360 graus, e gratuita, para a Serra da Mantiqueira.MELHORES MUSEUS NA MONTANHAMuseu Imperial, Petrópolis (RJ)Construção 1845 (concluída em 1862).Joias do acervo O traje imperial e a coroa (com 639 brilhantes e 77 pérolas) de D. Pedro II, além do cetro da coroação de D. Pedro I.Pitada de história Foi para escapar do calor carioca que D. Pedro II mandou construir o palácio. Com a República, o lugar virou escola e só reabriu como museu em 1943. Ainda hoje, a conservação dos cômodos e das peças, como a da sala de jantar, dá a impressão de que, assim que os turistas se forem, os Orleans e Bragança vão se instalar no imóvel para aproveitar as diversas salas e os frondosos jardins.Fique atento Nas noites de quinta a domingo, sempre às 20h, o espetáculo som e luz ilumina a fachada neoclássica do palácio e conta um pouco da história do lugar.Serviço Rua da Imperatriz, 220, 24/2245-5550, www.museuimperial.gov.br; 3ª/dom 11h/17h30; R$ 8.Palácio Boa Vista, campos do Jordão (SP) Construção 1938 (concluída em 1964).Joias do acervo Além do mobiliário de jacarandá dos séculos 17 e 18, o museu expõe obras de importantes pintores modernistas, como Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Victor Brecheret e Tarsila do Amaral – que tem exibido aqui seu clássico Os Operários.Pitada de história O palácio foi construído a mando do interventor federal Ademar de Barros – que, como governador eleito, inauguraria a residência oficial de inverno quase 30 anos depois. Seu sucessor, Abreu Sodré, comandou a aquisição do acervo. As 2 mil peças estão espalhadas por 36 dos 105 cômodos, todos percorridos durante a visita guiada.Fique atento Com a presença do governador em sua residência de inverno, a visita guiada fica restrita.Serviço Avenida Doutor Ademar de Barros, 3001, 12/3662-1122; 4ª/dom 10h/12h e 14h/17h; R$ 5.N, O, P e QNeveSão Joaquim (SC), julho de 1957. Uma nevasca de mais de seis horas acumulou cerca de 1,30 metro de neve. De lá para cá, o fenômeno não se repetiu com tanta intensidade. Gramado, por exemplo, ficou 15 anos sem ver os flocos brancos. Até 2010. Ano passado, 21 cidades das serras catarinense e gaúcha registraram ocorrência de neve.Novidades Pousadas que vão para seu primeiro inverno em 2011Lah Hostellerie, Campos do Jordão (SP) O nome, sigla para Like a Home, dá a pista. Uma de suas nove suítes tem sala de estar e closet. Com abertura prevista para o dia 23 de junho, a pousada deixa abertas as portas de uma cozinha gourmet com adega e de um spa com sala de massagens e hidro. (Rua Lasar Segall, 431, 12/3663-2926, www.lahhostellerie.com.br; diárias desde R$ 550; mínimo de duas diárias)Rota dos Caniôns, Bom Jardim da serra (SC) O hotel-fazenda está entre o mirante da serra do rio do rastro e Bom Jardim. os quartos têm lareira, aquecedor, cama queen-size e uma rede em varanda envidraçada. (SC-428, km 121, 49/3232-0203, www.hotelfazendarotadoscanions.com.br; diárias desde R$ 180)Pousada Sagarana, Monte Verde (MG) A proprietária Cacau Fontes expressa sua paixão pelo cinema nos 400 dVds e na decoração. os chalés têm hidro dupla e lareira (e pantufas para os hóspedes). (Avenida das Montanhas, 1610, 35/3438-2302, www.pousadasagarana.com.br; diárias desde R$ 320)NordesteFaz frio no nordeste. Garanhuns (PE), a 842 metros de altitude, tem temperatura média de 16 graus no inverno e sedia até um festival; e Gravatá abriga a serra das russas, onde os termômetros marcam 10 graus no inverno. Guaramiranga, no maciço do Baturité, a 900 metros de altitude, recebe o exagerado apelido de suíça do Ceará – mas não é à toa que algumas pousadas têm até lareira nos quartos.OfurôNo friozinho, água quente até o pescoçoChapéu de Palha, São Francisco Xavier (SP) Cada um dos cinco chalés, de tijolos aparentes e telhado de palha, tem espaço de sobra para se esparramar: todos são verdadeiras casinhas, com uma pequena cozinha, salinha de TV, banheiros com duas duchas, camas queen-size, janelões panorâmicos. Mas, no meio de tanto espaço, é nas janelas ao redor do ofurô que o olhar mais merece se perder. Se não pela vista, pela chance de se esparramar de verdade na banheira de carvalho. (Estrada do Guaxindiba, 1200, 12/3926-1767, www.chapeudepalha.com.br; diárias desde R$ 540)Pousada do Engenho, São Francisco de Paula (RS)Não há programa melhor para depois do que passear o dia inteiro pelos cânions da região. Na verdade, não há nada melhor para depois do que você bem entender. O ofurô da Pousada do Engenho, numa salinha exclusiva, embrenhada no meio da mata que cerca a pousada e seus chalés, é mesmo relaxante. A proprietária Suravi Lemos prepara as infusões com sândalo de Puna, óleo de gerânio, capim-limão… (Rua Odon Cavalcanti, 330, 54/3244-1270, www.pousadadoengenho.com.br; diárias desde R$ 515)OrgânicosSe o ar da serra (e a ausência dos fertilizantes) melhora os alimentos, boas provas estão em Gonçalves e Petrópolis. Na primeira, aos sábados, acontece a feirinha da Orgânicos da Mantiqueira (Rua Fausto Resende de Sousa, 183, 35/3654-1453; sáb 8h/13h), que reúne os produtores de shitake, shimeji, verduras e frutas… Em Petrópolis, além de granola, sucos e chás sem agrotóxicos, o Sítio do Moinho (Estrada Correa da Veiga, 2405, 24/2291-9717; 9h/17h) produz verduras e um famoso pão integral.ParanapiacabaNo meio da Serra do Mar, a vila de Santo André parece um bairro londrino do tempo de Dickens: pode ser culpa da estação de trem de 1865, da réplica do Big Ben, da casa de chá Raízes da Serra (Avenida Fox, 473, 4439-0189) ou da cerração, essa espécie tropical de fog que nem mesmo os ingleses lembram como é.Pedra do BaúSão Bento do Sapucaí (SP) é onde fica a Pedra do Baú, uma rocha 3 em 1. Ali estão o Baú propriamente dito e as elevações Ana Chata e Bauzinho. A Pedra do Baú é a mais alta (1 950 metros), mas não requer equipamentos para ser escalada. Embora tenha trechos verticais, com uma escadaria de grampos fincada na pedra, não se exige conhecimento técnico. Se preferir, para se sentir mais seguro, contrate um guia com a Altus Turismo (12/3663-8375). Vindo de Campos do Jordão, você chega ao pico pela estrada que sai do bairro do Jaguaribe, km 18.Pico da BandeiraCom seus 2 892 metros, o Pico da Bandeira é o terceiro maior do país. Protegido por um parque nacional, o do Caparaó, fica em Alto Caparaó, na divisa de Minas com Espírito Santo. É preciso fazer uma longa caminhada, de no mínimo seis horas, para chegar ao topo. A maior parte dos visitantes vai à tarde e passa a noite para ver o sol nascer no dia seguinte. Se você não tem vocação para mártir, vá muito bem agasalhado: o pernoite só é possível em áreas de camping indicadas pelos guias. Reserve na administração do parque (32/3747-2555; R$ 6 a diária) e programe-se para não pegar os portões fechados, às 17h.PinhãoDe abril a agosto, a semente parece cair da araucária direto na panela. Em Visconde de Mauá, o pinhão encontra o estado da arte no cheesecake da Doces Bárbaros (Vila de Maringá, 24/3387-1359).Queijo de cabraA Serra Fluminense é a Serra da Estrela brasileira. É o melhor lugar do país para comer uma iguaria notável, o queijo feito com leite de cabra. Há ali produtores que seguem as receitas clássicas (dos tradicionais boursin e frescal) ou partem para as criações próprias, como o moleson da Queijaria Suíça.Capril Maluvito’s, em Visconde de Mauá (RJ): Estrada Vale do Pavão, 24/3387-1193; 9h/17hFazenda Genève, em Teresópolis (RJ): RJ-130, km 16, 21/3643-6391; 10h/17hQueijaria Suiça, em Nova Friburgo (RJ): RJ-130, km 49, 22/2529-4000; Queijo da Fazenda Genève 9h/18hSSanto Antônio do PinhalA cidade já saiu da barra da meiacalça de Campos do Jordão. Mas manteve o clima de lugar a ser desbravado. Sorte de quem aproveita as compras nos ateliês e lojinhas ou se hospeda em chalés como os da Pousada Quinta dos Pinhais (Estrada do Pico Agudo, 3666-2030, www.quintadospinhais.com.br; diárias desde R$ 600), que têm aquecedores de toalhas, sauna privativa, hidro…São Francisco XavierNa Serra da Mantiqueira, nos morros e vales desse distrito de São José dos Campos (SP), o que predomina é a Mata Atlântica preservada. Mesmo no charmoso núcleo urbano há natureza, como na pousada Muriqui (Rua Ezequiel Alves Graciano, 118, 12/3926-1169, www.pousadamuriqui.com.br; diárias desde R$ 180), que tem direito a um rio correndo nos fundos da propriedade. A regra em São Francisco, entretanto, é se hospedar na área rural, onde as pousadas são como pequenos spas. Afinal, como negar as propriedades relaxantes da cama superking e da banheira de ofurô de carvalho da pousada Teto do Cafundó (Estrada do Rio Manso, 12/9774-7352, www.tetodocafundo.com.br; diárias desde R$ 480)? Saindo dos edredons, o caminho são as trilhas para a Pedra da Onça, a Toca do Muriqui e até o distrito mineiro de Monte Verde.Serra da MoedaPouco mais de 60 quilômetros separam Beagá de Moeda, de 5 mil moradores. Saindo dos hotéis, suba a serra para ver o vale do Rio Paraopeba e entender por que os habitantes da capital multiplicam a população local nos fins de semana. E, já que você vai estar lá, vença os 40 quilômetros de terra para conhecer ou rever o Instituto Inhotim (www.inhotim.org.br), a melhor atração mineira desde que inventaram os mares de morros.SopaEntrada de qualquer rodízio de galeto que se preze, a sopa de capelete in brodo é quase que uma onipresença na Serra Gaúcha. A do Zanotto (Rua Visconde de Pelotas, 2255, 54/3223-4466), em Caxias do Sul (RS), não diga para eles, vale sozinha por uma refeição.SpasMassagem a seis mãos, vinho e rapel na serraUnique Garden, Mairiporã (SP) Parece um hotel de luxo: chalés com cama king-size, menu de travesseiros, pantufas. No jardim você encontra o spa, com 80 tratamentos – alguns exclusivos, como a massagem a seis mãos. (Estrada Laramara, 3500, 11/4486-8700, www.uniquegarden.com.br; pacote com três diárias desde R$ 3 831)Maria Bonita Nova Friburgo (RJ) Dentro de um hotel-fazenda na área rural de Friburgo, a mais de 1 200 metros de altitude, o spa tem exercícios radicais (circuito de arvorismo, tirolesas, rapel, muro de escaladas) até programas de emagrecimento e terapias relaxantes; são 40 massagens e tratamentos estéticos e fitoterápicos. (RJ-130, km 56, 22/2543-1300, www.spamariabonita.com.br; pacote com sete diárias desde R$ 2 180)Spa do Vinho Caudalie, Bento Gonçalves (RS) O melhor hotel da cidade no GUIA BRASIL 2011 fica cercado por parreirais e tem 500 rótulos na adega. O hotel abriga também o único spa da grife francesa Caudalie Vinothérapie na América Latina. Os mais de 30 tratamentos usam propriedades da uva: de banhos a esfoliação da pele com sementes e talos. (RS-444, km 21, 54/2102-7200, www.spadovinho.com.br; diárias desde R$ 520)SorveteQuem está no frio é pra se gelar. Os melhores sabores:Finlandês (chocolate, passas ao rum e castanha de caju), na Sorvete Finlandês, de Penedo (RJ): Rua das Velas, 32, 24/3351-1951Gianduia, na Campos Gelato, de Campos do Jordão (SP): Avenida Macedo Soares, 135, 12/3663-9045Figo com nozes, na sorvete Brasil, de Petrópolis (RJ): Estrada União–Indústria, 11000, Shopping Estação, 24/2222-6271Chocolate Belga, na Eisland, de Santo Antônio do Pinhal (SP): Avenida Ministro Nelson Hungria, 720, 12/3666-1360Superpousadas de charmeMauá Brasil, Visconde de Mauá (RJ) Os chalés da pousada, a melhor de Mauá, são referência de conforto, graças às camas king-size, à hidro dupla e ao frigobar com bebidas importadas. E à vista. Ah, a vista. Se puder, escolha um dos novos chalés. Deles, o Pico das Agulhas Negras e a Pedra Selada, que surgem na janela de todos os quartos, parecem ainda mais bonitos. (Estrada para Campo Alegre, 4 km, 24/3387-2077, www.mauabrasil.com.br; diárias desde R$ 850; mínimo de duas diárias)Vila Casato, Campos do Jordão (SP) Nesta mansão de 1934, hóspedes não fazem check-in: são recebidos pela proprietária, Ana Maria Navajas, com espumantes e queijos e levados até o quarto (são apenas seis). Apesar da decoração sóbria, do piso aquecido do banheiro e do menu de travesseiros, é difícil deixar a sala de café ou o spa, de onde se vê o bosque de araucárias. (Rua André Kotchkoff, 297, 12/3663-7341, www.villacasato.com.br; diárias desde R$ 1 100; mínimo de duas diárias)Nico On The Hill, Monte Verde (MG) Os chalés charmosos e a hidro com vista para o pôr do sol já são marcas registradas. Outra é o próprio Nico, um quase sessentão que gosta de mostrar sua coleção de DVDs e de vinis, cozinhar para os hóspedes e fazer festas para a lua. (Avenida das Montanhas, 2440, 35/3438-1730, www.nicoonthehill.com.br; diárias desde R$ 370)Fazenda das Videiras, Petrópolis (RJ) O restaurante francês não é o único território de excelência da pousada do casal Erni e Gaspar. Que dizer dos aposentos e dos chalés, todos às margens de um rio, com camas GG, hidro e lareira? Um deles tem até adega e sauna. (Estrada Araras-Vale das Videiras, 6000, 24/2225-8090, www.videiras.com.br; diárias desde R$ 450)T e VTai chi chuan e mais terapiasOrquídea da Serra, Petrópolis (RJ) O spa ao lado da piscina tem banhos aromáticos e terapias com argila. (Rua Narciso de Castro, 255, 24/2244-5242, www.orquideadaserra.com.br; diárias desde R$ 150)Krishna Shakti, Campos do Jordão (SP) A diária inclui quatro aulas de ioga e três refeições vegetarianas. Medita-se no templo, e os quartos não têm TV. (Estrada da Minalba, km 6, 12/3663-3168, www.ashram.com.br; diárias desde R$ 400)A Rosa e o Rei, São Francisco Xavier (SP) A pousada tem chalés em morros, restaurante charmosíssimo e massagem à beira da cachoeira. E aulas de tai chi. (Estrada Ezequiel Graciano, 10100, 12/3926-1318, www.arosaeorei.com.br; diárias desde R$ 372)TiradentesEla não tem todos os tesouros barrocos de Ouro Preto e Mariana, mas é a mais charmosa das cidades históricas de Minas. Em Tiradentes, as ruas são de pedra, as casinhas, caiadas, e por trás da belíssima Igreja Matriz de Santo Antônio, é a Serra de São José que desponta no horizonte. Quando chega o inverno, o charme se multiplica em lugares como a pousada Brisa da Serra (Rua Santíssima Trindade, 520, 32/3355-1838, www.brisadaserra.com.br; diárias desde R$ 200). Logo acima da Matriz, ela tem quartos com varanda e banheira de ofurô. Para completar, Tiradentes conta com cinco restaurantes estrelados no GUIA BRASIL 2011, caso do Pau de Angu (Estrada para Bichinho, 32/9948-1692).TrutaUm peixe que é a cara da MantiqueiraÉ na água gelada, a cerca de 10 graus, que esse peixe encontra o melhor habitat. Por isso mesmo se adaptou tão bem ao nosso friozinho serrano e se tornou prato clássico de muitos destinos de inverno: esteja você em Bananal (SP), Visconde de Mauá (RJ), Urubici (SC) ou Gonçalves (MG), a possibilidade de se deparar com pelo menos um prato que leve truta é grande. Bônus: as chances de ela ser fresca e criada logo ali, ao lado do restaurante, são enormes. Da família do salmão, a truta tem uma carne delicada e saborosa, mas que casa bem com os molhos mais variados – que vão de alcaparras a frutas vermelhas, passando por limão-siciliano, shoyu e pinhão. Mas restaurantes não são a única atração em que o peixinho é destaque; além de saborear, o barato é levar um pouco para casa. Em Penedo (RJ), o Trutas da Serrinha (Estrada da Serrinha, 24/3381-7141) vende o peixe fresco, defumado ou congelado, mesma proposta do Truta Rosa (Vale de Santa Clara, 24/3387-1149), em Visconde de Mauá (RJ); no Truta Azul (acesso pela Avenida Ernesto Diederichsen, 12/3662-1259), em Campos do Jordão (SP), a graça é fisgar seu peixe e mandá-lo para o chef.Tirolesa1 200 metros: Adventure Park, de Lages (SC) – SC-438, km 10, 49/9911-8373; R$ 40800 metros: Aventura no Rancho, de Campos do Jordão (SP) – Avenida Pedro Paulo, 7997, 12/3663-7400; R$ 50450 metros: Megatirolesa, de Monte Verde (MG) – Estrada Camanducaia–Monte Verde, km 24, 35/8848-2005; R$ 50400 metros: Portal do Equilibrium, de São Francisco Xavier (SP) – Estrada José Satiro Dias, 700, 12/3797-6800; R$ 50400 metros: Snow Valley, de São Joaquim (SC) – SC-438, km 86, 49/3233-3447; R$ 35Visconde de MauáDistrito de Resende (RJ), Mauá surgiu nos anos 1970, quando uma garotada carioca subiu a serra em busca de paz. O agito de hoje mudou o cenário, mas a vizinhança de cachoeiras, vales e montanhas segue imbatível – e um pessoal alternativo continua a subir a serra, agora para montar restaurantes e pousadas bacanas. É o caso de Lauro Caldeira, dono da Tijupá (Estrada Vale do Pavão, 5 km, 24/3387-1145, www.tijupa.com.br; diárias desde R$ 250), pousada com camas king-size em todos os chalés. A Rancho das Framboesas (Estrada Vale do Pavão, 7 km, 24/3387-1253, www.ranchodasframboesas.com.br; diárias desde R$ 180) tem chalés erguidos com madeira de reflorestamento e decorados com mandalas. As mesas locais são ainda melhores. O Rosmarinus Officialis (Estrada para Maringá, 4,5 km, 24/3387-1550) tem duas estrelas no GUIA BRASIL 2011 e um soffiotti de mussarela de búfala e tomate que encanta os frequentadores.Vale dos VeadosPara chegar, são 42 quilômetros em estrada vencida só por 4×4. Não há energia elétrica ou TV nos quartos. A pousada Vale dos Veados (Estrada da Bocaina, km 42, 3117-1192, www.hoteisdabocaina.com.br; diárias desde R$ 396) tem uma particularidade: fica dentro de um parque nacional, o da Serra da Bocaina. Na rusticidade dos quartos de madeira e pedra (e edredons macios) ou no conforto do ofurô ao ar livre, só o que se vê são lagos e araucárias. E assim está bom.Villa FrancioniSão Joaquim (SC) não precisa de mais predicados para chamar atenção. Mas a vinícola Villa Francioni é superb. Seus vinhos estão entre os melhores do Brasil e a construção é linda, com milhares de tijolos de demolição e um projeto que usa com inteligência os desníveis do terreno. Os R$ 30 do ingresso podem ser usados integralmente em compras na loja (SC-438, km 70, 3233-1918; R$ 30).

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