FÉRIAS FRUSTRADAS: Norberto pensava que o hotel era all-inclusive, mas não era

Por Fabrício Brasiliense (edição) Atualizado em 16 dez 2016, 07h58 - Publicado em 27 jun 2013, 15h59

Em 15 de março, fomos em seis pessoas da minha família para Santiago do Chile. Compramos um pacote de quatro noites no Decolar em um hotel all-inclusive. Chegando lá, surpresa: o regime de hospedagem não era pensão completa. Enviei e-mail, meu irmão que estava no Brasil ligou várias vezes, mas o Decolar não se posicionou. Ficamos no hotel, mas tivemos de pagar todas as refeições e a empresa nunca respondeu aos nossos apelos. — Norberto Pinato Filho, São José do Rio Preto, SP

O Decolar reconheceu que houve um erro nas informações sobre o pacote e se propôs a restituir Norberto das despesas de alimentação, que, segundo o leitor, foram de R$ 2 400. O site fez uma contraproposta de R$ 1 600, aceita por Norberto. “Totalmente satisfeito não fiquei, mas não tenho paciência para ficar brigando”, disse ele.

Segundo o advogado especialista em direito digital Victor Haikal, na compra de qualquer pacote pela internet é importante entrar em contato tanto com o hotel quanto com a companhia aérea para checar os detalhes. “A ferramenta de busca que as empresas de viagem na internet utilizam não raro apresenta dados desatualizados”, diz ele. O ideal, no caso de Norberto, seria que ele tivesse checado diretamente com o hotel sobre o regime de alimentação. Se não quisesse aceitar a proposta do site, Norberto poderia abrir um processo por danos morais. “Quando a empresa oferece assistência 24 horas e não retorna, como fez o Decolar, o cliente pode pedir uma indenização ainda maior, já que a empresa de alguma forma ganhou a confiança do consumidor oferecendo um serviço que não cumpriu”, explica Haikal. Outra sugestão do advogado é não contar apenas com o pacote, levando cartões com um bom limite. Outra dica é evitar pagar com boleto, pois no caso de sites fraudulentos fica mais difícil recuperar o dinheiro.

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