Biden institui teste de covid e Brasil fecha para a África do Sul

EUA fala em quarentena, mas não define regra. E ainda: Brasil fecha fronteira com a África do Sul por conta da nova variante do vírus

Nesta segunda-feira (25), Joe Biden publicou medidas restritivas para passageiros com origem no Brasil. Continua proibida a entrada de pessoas que tenham passado pelo território brasileiro nos 14 dias que antecederam a chegada em solo norte-americano. Estão isentos da restrição os cidadãos americanos, os residentes permanentes e seus familiares de primeiro grau; todos deverão apresentar teste de covid antes de embarcar para o país.

No mesmo documento, Biden também mantém a proibição de voos com origem no Reino Unido, nos 26 países da União Europeia e inclui também a África do Sul, por conta da nova variante do vírus identificada no país. Na carona, o Brasil também passa a proibir voos que partam do país africano ou de pessoas que por lá tenham estado nos últimos 14 dias. O anúncio do governo brasileiro foi feito no Diário Oficial desta segunda-feira (25). Também segue proibido o embarque com destino ao Brasil de passageiros cuja origem seja o Reino Unido devido à descoberta de uma nova cepa do coronavírus no início de janeiro.

Teste de covid para entrar nos Estados Unidos

Agora, estrangeiros e cidadãos americanos com destino aos Estados Unidos deverão apresentar um teste RT-PCR negativo no check-in. O exame deverá ter sido realizado nos três dias anteriores à partida. O passageiro também poderá apresentar exame de que tenha se recuperado de uma infecção do novo coronavírus. Os Estados Unidos também passam a recomendar quarentena. Contudo, ao apresentar as novas regras, não foi especificado quanto tempo deverá durar o isolamento. O CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças) indica que os viajantes façam um teste RT-PCR de três a cinco dias após a viagem e fiquem em casa ou em um hotel por sete dias, independentemente do resultado do exame. A entidade sugere 10 dias de isolamento para quem não fizer o teste.

Em comunicado, o diretor do CDC, Robert R. Redfield, admite que os testes não eliminam todos os riscos de propagação do vírus, mas “quando combinados com um período de isolamento e precauções cotidianas, como o uso de máscaras e distanciamento social, podem tornar as viagens mais seguras, contendo a propagação nos aviões, aeroportos e locais de destino”.

Teste de covid para voltar ao Brasil

O Brasil passou a exigir teste de covid para todos os passageiros que entrarem no país, sejam cidadãos brasileiros ou estrangeiros, apenas em 30 de dezembro. Países asiáticos comprovam que o controle rígido na chegada, o que inclui testagem no aeroporto, monitoração por aplicativo de geolocalização e quarentena obrigatória podem diminuir sensivelmente os índices de contaminação.

O governo da Coreia do Sul, por exemplo, além de obrigar a reclusão de 14 dias para todos os que chegam, entrega diariamente refeições no lugar em que a pessoa estiver quarentenada. O país tem 50 milhões de habitantes e registrou até o momento 70.728 casos e 1.195 mortes por covid. No podcast O Assunto, a jornalista Renata Lo Prete entrevista um brasileiro que passou pela experiência do confinamento rígido ao chegar em Seoul; ouça aqui.

Com informações da Agência Brasil.

 

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