Entrei de gaiata na Acrópole

O que fazer quando todas as pessoas a bordo de um transatlântico resolvem visitar a mesma atração turística?

Eu gostaria de ter tido a presença de espírito de sacar a câmera e registrar o momento. Mas fiquei mais preocupada em agarrar-me ao corrimão da escadaria do Parthenon, temendo ser arrastada pelo tsunami humano que desabava no contrafluxo.

Depois de visitar o Louvre no dia de museus grátis em Paris, cruzar com dezenas de grupos de cruzeiristas apressados na acrópole, em Atenas, foi o maior pesadelo turístico dos últimos anos. Não deu para curtir. Simples assim.

Uma vez que os navios de cruzeiros são cada vez maiores, temo estar diante de uma questão que vai representar um desafio seriíssimo para as autoridades das localidades que os recebem: como escoar tanta gente ao mesmo tempo sem colapsar as atrações turísticas? É óbvio que já tem gente pensando nisso (espero!). Mas, na medida em que essas cidades flutuantes se multiplicam, a tendência é o negócio virar um descomunal pepino.

Também acho que o tema será cada vez mais presente nas conversas entre os turistas independentes: como driblar os grupos de cruzeiristas?

Antes que as pedras voem na minha direção, é bom que fique claro que não tenho nada contra turistas que curtem férias a bordo de transatlânticos – inclua aí os meus pais. Cruzeiros são uma maneira conveniente e cativante de viajar, não há dúvidas.

Mas, uma vez em terra firme, não é viável, nem muito menos agradável, que tantas pessoas estejam juntas no mesmo lugar — especialmente se esse lugar já é extremamente congestionado. Uma coisa é despejar 5 mil passageiros em Nova York. outra bem diferente é concentrá-los numa única atração turística ou em um pequeno vilarejo, situação que testemunhei em Oia, na Ilha de Santorini.

Enquanto um sistema mais organizado não surge, faça o que eu digo e não faça o que eu fiz: esteja na porta da Acrópole às 8 da matina.

→ *Adriana Setti acha que a Ágora de Atenas seria um bom lugar para debater o assunto

Leia mais:

Check-in ##– Veja outras reportagens da edição de DEZEMBRO de 2012 da VT

Achados ##– O Blog da Adriana Setti no viajeaqui

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