Criança de 6 anos é “extraviada” em voo da Gol

No último final de semana  pipocou pelas redes sociais o relato de um pai que perdeu seu filho de 6 anos que viajava como menor desacompanhado em um voo da Gol. De acordo com o texto que  Wanderson Romão, o pai, publicou no seu Facebook,  o menino viajaria do Rio de Janeiro, onde mora com a mãe,  à Vitória, onde vive o pai, em um voo direto.

Por se tratar de uma criança de 6 anos, os pais providenciaram a documentação necessária para que ele viajasse sozinho e também pagaram a taxa que a companhia aérea exige para ser responsável por “menores desacompanhados”.

O menino embarcou e o pai esperava por ele. Até que:

“Pois bem, meu filho, de seis anos, em sua primeira viagem sozinho e desacompanhado de sua vida, incrivelmente e irresponsavelmente havia desaparecido.

Frustrante, não? E quem fez a descoberta desse absurdo, fui eu, o pai da criança, que ao notar o desembarque do voo que chegava em Vitória às 18h20, percebi que meu filho não havia saído do avião e não estava presente no vôo 2160. Foram as piores horas da minha vida, pois percebi que meu filho havia desaparecido.”

Por um erro da companhia, o menino tinha ido parar em Curitiba e, segundo a criança, ele estava desacompanhado. Para acabar com a angústia dos pais e da criança a Gol sugeriu dois voos: um que ia para Vitória com conexões e outro que ia direto para o Rio. Pela saúde emocional da criança, os pais optaram que ele voltasse para o Rio.

Até a tarde desta segunda-feira (5), o post de Wanderson já tinha recebido mais de 80 mil comentários de pessoas indignadas e mais de 130 mil compartilhamentos. A Gol, em nota e em um vídeo publicado no Facebook, lamentou o ocorrido, pediu desculpas e ofereceu a assistência que for necessária à família do menininho “extraviado”. E reforçou que ao contrário do que o menino afirmou, o menor estava, sim, acompanhado.

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Não é a primeira vez que um caso do tipo acontece.

Na edição de outubro deste ano, a revista Viagem e Turismo relatou um caso similar:

“Em julho, minha filha de 14 anos precisou retornar da Califórnia para o Brasil desacompanhada de um adulto. Segui as instruções da Polícia Federal de incluir no passaporte dela um documento permitindo que viajasse sozinha. Também fizemos uma autorização registrada em cartório e tivemos o cuidado de escolher um voo direto da American Airlines entre Los Angeles e São Paulo para que ela não tivesse que fazer nenhuma conexão.

Acontece que tudo isso foi em vão. Na volta, os funcionários do aeroporto de Los Angeles não reconheceram os documentos e a obrigaram a contratar um acompanhante da American para escoltá-la dentro do aeroporto mediante o pagamento de 150 dólares. Pior: a aeronave teve que passar por manutenção e realocaram minha filha para um voo com escala em Miami, que, ainda por cima, atrasou. Pra completar, quando ela finalmente chegou, dez horas depois do previsto, nem sinal da mala.”

O relato é de Lícia Barros Gonçalves e a Viagem e Turismo apurou que:

A Polícia Federal define duas maneiras de pais ou responsáveis permitirem aos menores de idade viajar sozinhos para o exterior. A primeira é emitir duas vias de uma autorização, válida somente para uma viagem. A segunda é incluir na página de identificação do passaporte uma menção de que o menor tem permissão para viajar desacompanhado enquanto o documento for válido (o pedido deve ser feito pelos responsáveis antes da expedição ou renovação do passaporte). Ambos os documentos são escritos em português e atendem à exigência da polícia no momento da imigração.

No entanto, mesmo tendo em mãos esses comprovantes, a maior parte das companhias aéreas cobra uma taxa pela supervisão de menores desacompanhados, que é obrigatória em certas faixas etárias, mesmo que a criança tenha autorização dos responsáveis para viajar sozinha. É o caso da American Airlines, que estabelece em seu regulamento que a viagem de passageiros de 5 a 14 anos de idade, desacompanhados, só é permitida mediante a contratação do serviço, que custa 150 dólares por trecho – e pode ser reservado com antecedência. Segundo a a apuração da Viagem e Turismo, a prática é comum entre as aéreas, e os valores variam de acordo com a distância e o número de escalas. O serviço é obrigatório para crianças entre 5 e 14 anos na Air France (de 50 a 100 euros), na Delta (150 dólares) e na KLM (de 50 a 100 euros); e entre 5 e 11 anos na Avianca (100 reais), na Iberia (de 40 a 125 euros), na Lufthansa (100 euros) e na TAP (100 euros).

A filha de Lícia viajou com a documentação correta, mas faltou se informar sobre as regras da companhia. Em relação à mudança e ao atraso no voo, a American disse lamentar o ocorrido e informou à nossa reportagem que a bagagem já foi localizada e entregue à cliente.

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