Belém, onde o nascimento de Cristo é sempre comemorado

A natividade, da Terra Santa para os museus do mundo

Em meio à correria de compras de Natal, estacionamentos de shopping lotados e tenders e perus a preços exorbitantes, o nascimento de um bebê ocorrido há mais de dois milênios quase passa despercebida.

Quando a adolescente Maria deu à luz ao menino Jesus na atual Palestina, isso não só marcaria o que hoje comemoramos como o Natal, mas também seria a data chave do nosso calendário, o ano 1 da era cristã. A religião nascida de raízes judaicas é baseada nos evangelhos de Marcos, Mateus, João e Lucas, cada um dos quais relata diferentes passagens da vida de Cristo, como seu nascimento em Belém, a vida em Nazaré, sua visita ao Templo de Jerusalém, o batismo no rio Jordão e seu martírio na cruz.

Israel e os territórios palestinos são o palco desta vida que traria uma mensagem de paz e fraternidade para os homens. Em permanente ebulição, esta terra é um verdadeiro mosaico de culturas, tendo testemunhado a passagem de filisteus, hebreus, egípcios, babilônios, romanos e ingleses.

O destino-chave para esta época do ano é a Basílica da Natividade, em Belém, na Palestina. De acordo com os Evangelhos de Lucas e Mateus, Jesus teria nascido nesta cidade, onde Maria e José se encontravam para o censo do rei Herodes. O local exato do nascimento é alvo de polêmica, mas por volta do século 4 aqui foi erguida uma igreja por ordem de Santa Helena, mãe do imperador romano Constantino. Uma das histórias ligadas a este período inicial cita os invasores persas de 614 d.C., que teriam preservado o local ao verem uma representação dos três reis magos, supostamente seus compatriotas.

O templo viveria um tempo de glória à época dos cruzados, mas entraria em decadência com o domínio otomano nos séculos que se seguiram. Hoje ele está sob administração compartilhada de diferentes denominações cristãs – gregos, armênios e católicos romanos.

Para quem quiser conhecer algo mais sobre o nascimento de Cristo de um modo diferente, saiba que mestres como Giotto, Fra Angelico, Leonardo da Vinci, Michelangelo e Murilo utilizaram temas como a Anunciação, a Natividade e a Sagrada Família à exaustão. Tais obras encontram-se em museus como a Galeria Uffizi (Florença), Louvre (Paris), Metropolitan (Nova York) e Kunsthistorisches Museum (Viena).

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