As 13 coisas sábias que Anthony Bourdain disse sobre viagens

O que podemos aprender com o saudoso dândi sobre a estrada, roubadas e magníficos encontros que nos marcam para sempre

Anthony Bourdain nos ensinou como ver o mundo com outros olhos, longe do clichê, dos planos minuciosamente arquitetados e até dos guias de viagens. No ocasião da sua morte, em junho de 2018, o site Matador Network fez um apanhado de algumas das lições mais importantes que este dândi nos legou.

Sobre ter uma mente aberta

1. “Se você tem vinte e dois anos, é fisicamente apto, faminto por aprender e ser melhor, eu insisto que você viaje — tão longe e tão amplamente quanto possível. Durma em chãos se você precisar. Descubra como outras pessoas vivem e comem e cozinham. Aprenda com elas — em qualquer lugar que você vá.”

2. “Será que nós realmente queremos viajar em papamóveis hermeticamente fechados através das províncias rurais da França, México e Extremo Oriente, comendo apenas em Hard Rock Cafés e McDonald’s? Ou será que nós queremos comer sem medo, devorando o guisado local, a carne misteriosa daquela taqueria humilde, a cabeça de peixe levemente grelhada que foi oferecida como um presente sincero? Eu sei o que eu quero. Eu quero tudo isso. Eu quero experimentar tudo de uma só vez.”

3. “Se eu sou defensor de alguma coisa, é de se mover. O mais longe que você puder, tanto quanto você puder. Através do oceano, ou simplesmente através do rio. O tanto quanto você puder andar no lugar de outra pessoa, ou pelo menos comer a sua comida; isso já é um ganho para todos. Abra a sua mente, se levante do sofá, mova-se.”

Veja também

Sobre planejamento

4. “Nada inesperado e maravilhoso vai acontecer se você tiver um itinerário em Paris preenchido pelo Louvre e Torre Eiffel.”

5. “Eu aprendi há muito tempo atrás que tentar controlar as férias perfeitas será sempre um desastre. Isso vai te levar a momentos terríveis.”

6. “Eu acredito muito no improviso. Eu acredito muito que você nunca vai encontrar a experiência de viagem urbana perfeita, ou a comida perfeita, sem uma disposição constante de também experimentar algo ruim. Eu penso que deixar que um feliz acidente aconteça é o que falta em vários itinerários de viagem, e eu estou sempre incentivando as pessoas a permitir que essas coisas aconteçam ao invés de se aterem a um itinerário rígido.”

7. “Quando você estiver lidando com questões complexas de transporte, a melhor coisa a se fazer é pegar uma cerveja gelada e deixar alguma outra pessoa descobrir o que fazer.”

Sobre o mundo

8. “É uma realidade irritante que muitos lugares e eventos desafiam a nossa capacidade descritiva. Angkor Wat e Machu Picchu, por exemplo, parecem exigir silêncio, como um caso amoroso que você nunca pode falar sobre. Por um tempo, você irá se atrapalhar com as palavras, tentando em vão montar uma narrativa, uma explicação, uma forma confortável de emoldurar os lugares onde você esteve e as coisas que aconteceram. No fim, você ficará feliz de simplesmente ter estado lá — com os seus olhos abertos — e vivido para ver.”

9. “Parece que quanto mais lugares eu vejo e experimento, mais eu percebo como o mundo é grande. Quanto mais eu conheço, mais eu percebo o quão pouco eu sei das coisas, quantos lugares eu ainda tenho para visitar, quanto ainda há para aprender. Talvez isso seja esclarecimento o suficiente; saber que não há um lugar de descanso final da mente, nenhuma clareza presunçosa. Talvez a sabedoria… seja perceber o quão pequeno e sem sabedoria eu sou, e o quão longe eu ainda tenho que ir.”

Sobre conectar-se com os outros

10. “São esses pequenos momentos humanos que ficam com você para sempre, esses atos de gentileza aleatórios.”

11. “Ser tratado bem em lugares em que você não esperava ser tratado bem, encontrar coisas em comum com pessoas que antes você pensava ter muito, muito pouco em comum, bom, isso não pode ser uma coisa ruim.”

Sobre a jornada

12. “Ao passar por essa vida e esse mundo, você muda um pouco as coisas, você deixa marcas, mesmo que pequenas. E, ao contrário, a vida — e as viagens — deixam marcas em você. Na maior parte do tempo, essas marcas — no seu corpo e no seu coração — são lindas. Mas em muitos casos, elas doem.”

13. “Viagens não são sempre bonitas. Não são sempre confortáveis. Algumas vezes dói, pode até doer o coração. Mas está tudo bem. A jornada te muda; ela deveria te mudar. Ela deixa marcas na sua memória, na sua consciência, no seu coração e no seu corpo. Você leva algo com você. Com sorte, você deixa algo para trás.”

Tradução: Victória Martins

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s