A Holanda não quer mais ser chamada de Holanda

A partir de agora o país quer ser chamado de Países Baixos. A mudança faz parte de uma estratégia para combater o excesso de turistas na região de Amsterdã

Não estranhe ao não ver a Holanda nas Olimpíadas de 2020. Seus atletas estarão lá, mas não mais representando a Holanda. O pequeno país europeu conhecido por seus canais, tulipas e liberalismo aproveitou a chegada do novo ano para fazer algumas mudanças e agora quer apenas ser chamado por seu nome oficial: Países Baixos (Netherlands, em inglês). 

Por anos, o governo alternou entre os dois termos, mas o fim do uso de Holanda para se referir oficialmente ao país chegou ao fim em 1 de janeiro, parte de um projeto de “reformulação da marca” da nação. 

A Holanda, na verdade, é uma região no oeste dos Países Baixos, dividida em duas províncias, Holanda do Norte e Holanda do Sul, que abriga os principais (e mais turísticos) destinos do país, como Amsterdã, Haia e Keukenhof. O nome foi adotado pelo governo como um apelido para popularizar o turismo no seu território. Só que, para a alegria da Holanda e infelicidade do restante do país, a propaganda fez sucesso até demais – e, agora, a Holanda chegou ao seu limite. 

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A campanha atual de marketing pretende criar uma imagem internacional renovada do país, que por um bom tempo sofre com os excessos do turismo de massa. Uma das estratégias ao adotar apenas o nome “Países Baixos” nos seus canais de comunicação e divulgação oficiais é atrair viajantes para lugares menos explorados, para além da região da Holanda (já muito lotada de turistas).   

Batalha contra o overtourism

Não é de hoje que o governo holandês toma medidas para conter o turismo de massa: há pelo menos três anos, políticas tentam aliviar o número de visitantes nos principais centros turísticos e redistribui-los pelo país. Em março do ano passado, Amsterdã baniu os tours guiados pelo Red Light District.

Mais recentemente, a taxa de turismo da capital aumentou e agora é a mais alta da Europa: hóspedes de hotel pagarão €3 por pessoa, por noite, além da tarifa de 7% sobre o valor da diária. Além disso, os aluguéis de Airbnb tiveram um aumento de 10% por noite. 

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A questão é: seria essa mudança de nome um exagero das autoridades holandesas? Estariam eles tampando o sol com a peneira? Especialistas em branding duvidam que essa reformulação terá algum impacto significativo. Pelo menos não se pode dizer que os holand… ops, neerlandeses, não tentaram. 

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