48 Horas em Bangcoc

Dois dias entre templos e <em>muay-thai</em>, de refeições na rua ao bar mais <em>posh </em>da Tailândia

Por Eduardo Jun Marubayashi Atualizado em 16 dez 2016, 00h47 - Publicado em 12 jan 2012, 13h18

Apenas dois dias na Cidade dos Anjos é um pecado, mas não é incomum. Para os apressadinhos que querem explorar logo as montanhas de Chiang Mai ou as praias de Phuket, ou para os executivos que conseguiram um finalzinho de semana livre, fizemos um mini-roteiro para sentir um pouquinho do viciante ar da capital tailandesa. Esta é a nossa sugestão para melhor aproveitar suas 48 horas em Bangcoc.

Dia 1

Bom-dia, Bangcoc! O dia está quente, o ar está úmido e a cidade já acordou há muito tempo. Comece o dia com um doce de coco e banana nos arredores do Palácio Real: você vai precisar de energia para bater pé nos próximos dois dias!

Visite o imperdível templo budista Wat Phra Kaew, com seus telhados coloridos, imagens de personagens mitológicos fantásticos, muito ouro e exuberância. Aqui você poderá dar também uma olhadinha no Grande Palácio, casa do popular monarca tailandês, o antigo rei do Sião. Pegue então o ferry que faz a travessia do rio Chao Phraya e vá para o Wat Arun ver a sua enorme estupa. Cinza ao longe, de perto você descobre que ela é um enorme mosaico de pedras. De volta ao outro lado do rio, almoce nas barraquinhas de comida do cais. Você irá se surpreender com a variedade de pratos e ingredientes. Tente o pad thai, um macarrão de arroz frito com camarões e brotos de feijão que é a essência da gastronomia tailandesa, que passa por latitudes gustativas que navegam entre salgado, azedo, doce e picante. Tudo muito nutritivo e colorido, explodindo de uma só vez em sua boca. Rume agora para outro templo, o Wat Pho, casa da famosa imagem do Buda reclinado. A essas horas suas pernas já estarão pedindo um descanso e suas costas uma pausa, então vá até a escola de massagistas do templo para ser amassado pelas mãos mais habilidosas do pedaço. Você sai de lá zerinho e com um sorriso bobo no rosto.

Devidamente recuperado, rume para o centro da cidade, no movimentado shopping Mahboonkrong, o MBK, para fazer comprinhas espertas e se refestelar em sua área de alimentação, repleta de restaurantes com especialidades de toda a Ásia – e um pouco mais além.

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De barriga cheia, termine o dia (ou comece a noite) passando por Pat Pong – e suas casas com shows bizarros, e caia no agito na balada mais famosa da cidade (para o bem e para o mal): o Bed Supperclub. Depois, vá direitinho para o seu hotel…

Dia 2

Vamos acordar cedo, pois o dia será longo! Chame seu taxista favorito e rume até o mercado flutuante de Damnoen Saduak. Refaça seu café-da-manhã aqui, tomando uma sopa de macarrão com um caldo perfeitamente preparado. O mercado tem quinquilharias diversas, frutas que você nunca viu e uma atmosfera alegre e informal. Tudo para aerar o cérebro para a próxima parada: Ayutthaya, a antiga capital e patrimônio da humanidade. Seus diversos templos e estupas requerem dedicação e boas caminhadas. É muita história e informação, mas vale a pena! Há quem prefira subir no lombo de um elefante mansinho, mas nós preferimos fazer o roteiro andando. Entre uma ruína e outra, almoce num dos quiosques do pedaço, bons e baratos.

Com o fim da tarde, volte para a Bangcoc e assista aos combates de muay thai, o boxe tailandês, em um dos estádios principais da cidade – Lumphini ou Ratchadamnoen. A atmosfera é tensa e os combates violentíssimos, em atroz contraste com a doçura e educação normal do povo. Simplesmente fascinante.

Cansado de tanta pancadaria? Suas pernas querem uma pausa? Eleja o Le Lys e sua calma atmosfera para saborear um pla sam rot (peixe frito acompanhado por delicioso molho de tamarindo) ou qualquer coisa que tenha a expressão kaeng no menu. Trata-se de curries de coco de poderes termonucleares que deixará seu porco, pato ou frango exponencialmente mais interessantes.

Para dizer adeus a Bangcoc, suba os 63 andares do hotel Lebua para tomar um drinque no skybar do restaurante Sirocco. Entre um dry-martini, fuzzy navel ou autêntica cerveja Singha, curta a paisagem com o vento refrescando o calor e arrependa-se por não ficar mais tempo por aqui.     

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