Além-mar Rachel Verano rodou o mundo, mas foi por Portugal que essa mineira caiu de amores e lá se vão, entre idas e vindas, quase dez anos. Do Algarve a Trás-os-Montes, aqui ela esquadrinha as descobertas pelo país que escolheu para chamar de seu

Lisboa vestida de Natal!

Mais de 200km de luzes, um parque temático, uma árvore de mais de 30 metros. Apesar do aumento de casos, o clima é de uma quase normalidade

Por Rachel Verano Atualizado em 21 dez 2021, 20h02 - Publicado em 20 dez 2021, 20h01
Prédio amarelo com uma grande árvore de Natal na frente, coberta de luzes amarelas e coroada com uma estrela
A árvore de Natal da Praça do Comércio, com 30 metros de altura: a mais emblemática da cidade. Crédito: Bruno Barata/Reprodução

Desde o início de dezembro, o governo decretou um estado que tem o terrível nome de calamidade e basta pronunciá-lo para meio mundo ficar de cabelo em pé. Não que a pandemia ande às mil maravilhas por aqui – mas mesmo com os casos aumentando (de infecções, de internações, de mortes), a vida tem seguido. Com mais restrições e mais consciência, mas segue. A quem interessar possa: no meu modesto e simplista entendimento do dicionário político, calamidade ou emergência são modalidades que dão mais autonomia ao governo para implantar medidas e decisões emergenciais.

Rua estreita, à noite, com dezenas de medusas de luz em azul e branco como enfeites de Natal
O Chiado, coberto de medusas. Crédito: Bruno Barata/Reprodução
Grande árvore de Natal verde com decoração em branco e dourado e duas renas de luz ao lado, na fachada de um prédio, entre duas janelas
A iluminação dos Armazéns do Chiado. Crédito: Bruno Barata/Reprodução

Dito isso… como está o Natal por aqui? Minha incursão pelo centro de Lisboa no fim de semana passado revelou ruas lotadas, milhares de celulares ou câmeras nas mãos, turistas dos quatro cantos, famílias passeando sem pressa, músicos tocando em pontos turísticos.

Enquanto as ruas do Chiado se encheram de medusas, as da Baixa esbanjam laços coloridos. A árvore da Praça do Rossio vai do rosa ao verde, mas a mais emblemática, que fica na Praça do Comércio, este ano é monocromática e linda, com seus 30 metros de altura.

Rua com alguns carros passando, à noite, iluminada com grandes laços de luzes vermelhas e azuis para o Natal
Rua da Baixa, cheia de laços. Crédito: Bruno Barata/Reprodução
Pinheiro de Natal decorado com luzes roxas
A árvore de Natal do Rossio: luzes que mudam de cor. Crédito: Bruno Barata/Reprodução

Ao todo, a cidade tem mais 200 quilômetros de luzes espalhadas – e plateia nas ruas para ver tudo isso de perto.

Trio de músicos tocando ao ar livre, encostados numa estrutura de ferro rebuscada
Músicos animados no Elevador de Santa Justa. Crédito: Bruno Barata/Reprodução
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Rua de prédios coloridos, no escuro da noite, com iluminação em forma de grandes flocos de neve
Flocos de neve na Baixa. Crédito: Bruno Barata/Reprodução

Até o Wonderland Lisboa, o maior parque temático de Natal da cidade, está aberto diariamente com pista de patinação no gelo, roda gigante, carrossel, escorregador e uma vila de Natal com dezenas de barraquinhas – e assim será até o dia 2 de janeiro.

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Mas o que, afinal, o decreto do estado de calamidade significa? Um passo atrás nas regras de segurança. Para quem está viajando pela cidade, as principais são: a obrigatoriedade de usar máscaras em lugares fechados, de apresentar o certificado de vacinação para entrar em restaurantes e hotéis, de apresentar, além do certificado, também um teste para entrar em bares e baladas (que seguem funcionando).

Oficialmente, o certificado brasileiro não é reconhecido em Portugal, mas muitos estabelecimentos fazem vista grossa, declarando que o que importa é ter a vacina. Naqueles que não aceitam, é preciso fazer um teste e apresentar o resultado negativo na porta.

Além disso, todos os passageiros que desembarcam em Lisboa vindos de outro país, mesmo os da União Europeia, têm que apresentar testes negativos (só o certificado de vacina não vale, nem para os moradores).

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