Imagem Blog Flanando por Paris Karina Jucá é escritora bissexta, tradutora e produtora cultural. Graduada em Letras, vive em Paris há mais de 4 anos e faz curso de história da arte no Museu de Belas Artes do Petit Palais. Aqui, ela vai ajudar a fazer seus euros renderem
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Paris: o essencial para aproveitar e não cair em roubada

Os dias de museus gratuitos, onde comer bem e barato, a etiqueta nos cafés, o “bonjour” e o “merci” que sempre abrem portas

Por Karina Jucá
Atualizado em 15 jan 2023, 11h11 - Publicado em 30 dez 2022, 13h56

1. Bonjour e merci sempre!

Em uma cena de Domicílio Conjugal, de François Truffaut, o filho da classe operária, Antoine Doinel, recém-casado com a mocinha burguesa, reclama que não suporta mais ouvir Christine dizer “merci” compulsivamente. De fato, agradecer é sinônimo de boa educação em todos os idiomas, mas em Paris nunca será demais. Essa marca simples de polidez acompanhada de um sorriso à brasileira é capaz de desarmar até mesmo o parisiense mais mal-humorado.

2. O metrô leva mesmo pra qualquer lugar

A malha ferroviária da cidade é uma das mais antigas e completas do mundo. Compre o passe do metrô, um mapinha e se jogue. Só evite parar ou fazer trocas na Gare Saint-Lazare, que é labiríntica e fácil de se perder (saiba mais sobre o metrô de Paris nesta matéria).

3. Boulangerie, kebab e supermarché

Nem só de restaurante se vive em Paris. Em quase qualquer padaria (boulangerie) ou supermercado (supermarché) dá pra fazer aquele lanche delicioso que vale por uma refeição e por bem menos. Nas boulangeries mais completas, o cardápio vai além da quiche. Outra opção econômica são os kebabs, os deliciosos e bem servidos sanduíches turcos que estão por toda parte e custam €4,50 em média.
Deixe para gastar um pouco a mais em um programa gastronômico especial e bem pensado, prestigiando os bons chefs. E quando for escolher o restaurante, evite os que estão muito próximos de áreas turísticas. São mais caros e, não raro, menos bons.

4. Pra se entrosar

Parisienses não são extrovertidos, pra dizer o mínimo. Eles têm amigos de infância e um círculo íntimo que dificilmente se altera. Um brasileiro tem “licença poética” de ser mais expansivo e quebrar o gelo, mas no geral vai pegar mal extrapolar. O lugar certo e universal para interagir com estranhos são os bares e boates. Em todo o resto, o mais provável é levar uma cortada.

5. Evite o verão

Verão pode ser uma delícia, mas é o pior momento para estar em Paris. Muito mais turistas do que locais, preços mais altos em todos os serviços e temperaturas que podem chegar a 40ºC ou mais. Se curte viajar no verão, escolha a Côté D’Azur, a Normandia, a Córsega… O território francês é bem grande e não faltam opções. Nos spots mais famosos vai ter muvuca, mas perto do refresco do mar. Paris será mais idílica em todas as outras estações do ano.

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6. Entrada gratuita nos museus da vila de Paris

São 11 museus que pertencem ao município e que são gratuitos no mínimo uma vez por mês (geralmente no primeiro domingo). O programa do domingo de portas abertas também se estende a outros museus federais ou particulares, como o d’Orsay e o Louvre. E a maioria também dá direito a gratuidade em quase todos os dias do ano para menores de 18 ou 26 anos! Veja uma lista completa neste site.

7. Jardins e parques

No Jardin du Luxembourg é proibido fazer piquenique, mas em quase todos os outros parques é possível levar uns quitutes, estender um paninho e relaxar na grama. Um piquenique compacto e fancy e não uma farofa, s’il vous plait.

8. Apoie a economia local

Sabe aquele café lindo que você sentou pra fazer a milésima foto idêntica para o Instagram? Tire ao menos uma meia horinha pra curtir o local e peça alguma coisa além de uma garrafa de água (diga “carafe d’eau”), que, sim, é de graça.

9. Paris não é Nova York

O código na cidade é o vestir com sobriedade e pouca excentricidade ou ostentação. Com um estilo exuberante, esteja pronto para atrair olhares curiosos (e por vezes reprovadores). Ok sair vestida com a sua personalidade, mas esteja avisada 😉

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10. Clico, logo sabem quem sou

Pode parecer um contrassenso, mas a verdade é que parisienses têm pouco costume de fotografar a cidade, os pratos, os encontros íntimos e não são muito ativos nas redes sociais. Eles são low profile, meio offline e estranham essa captura frenética. Se quiser colar um selo de turista na testa, mantenha o celular em punho o tempo todo.

11. Café é só o nome

Eu expliquei aqui a diferença entre café, bistrô e brasserie. E que Café é lugar de contemplar, mas que a bebida em si não é nada boa (parece que é por causa da água calcária da cidade). Peça qualquer outra coisa.

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