Achados Adriana Setti escolheu uma ilha no Mediterrâneo como porto seguro, simplificou sua vida para ficar mais “portátil” e está sempre pronta para passar vários meses viajando. Aqui, ela relata suas descobertas e roubadas

Por que vale ir a shows de artistas brasileiros no exterior

Sua viagem coincide com a turnê de algum artista que você ama? Reserve seu ingresso!

Por Adriana Setti Atualizado em 1 ago 2022, 10h34 - Publicado em 30 jul 2022, 07h10

Foi uma semana gloriosa para a música brasileira em Barcelona. No dia 21 de julho, Gilberto Gil e família encantaram a plateia catalã no festival de verão que rola nos jardins do Palácio de Pedralbes, em um dos (poucos) shows da turnê mais esperada dos últimos tempos. E anteontem, dia 27, foi a vez do grande Alceu Valença levar ao delírio a pequena multidão que fez tremer a icônica e centenária Sala Apolo – que recebeu Milton Nascimento em junho – cantando seus maiores hits e rendendo homenagem a Luiz Gonzaga. É claro que pouca gente tem o privilégio de poder viajar só para assistir um show. Mas, se a sua viagem coincidir com algum espetáculo de um grande artista brasileiro, eis os motivos pelos quais eu acho que vale MUITO a pena aproveitar:

É um jeito incrível de conhecer uma cidade

Algumas casas de show na Europa e nos Estados Unidos estão entre as principais atrações de suas respectivas cidades. Em Barcelona, por exemplo, o Palau de la Música Catalana é uma das obras-primas do modernismo. Foi nesse cenário mágico que Seu Jorge se apresentou anos atrás. Também já tive o privilégio de ver Caetano e Gil, juntos, no Teatre Liceu, o equivalente ao Teatro Municipal de Barcelona, e Marisa Monte no Auditori, uma espécie de Sala São Paulo da capital catalã. No mesmo jardim do Palácio de Pedralbes, onde Gil e família brilharam, vi Toquinho emocionar brasileiros e catalães. E tudo isso – pasme – por preços mais acessíveis do que um show em um espaço equivalente no Brasil.

É uma oportunidade de ver esses artistas de perto

Por mais respeitados que sejam nossos artistas no Brasil, eles não têm o mesmo “tamanho” no exterior. Isso quer dizer que, muitas vezes, podemos ter a oportunidade de assistir a grandes estrelas em espaços pequenos – o que raramente acontece no Brasil. Meu recorde nesse sentido foi ver Ivete Sangalo no Grec, em Barcelona, um pequeno (e lindíssimo) anfiteatro ao ar livre geralmente dedicado a shows mais tranquilinhos e intimistas. Até agora eu acho que o produtor do evento não tinha muito ideia do peso da rainha-deusa-musa Ivete. Resultado: teve até gente invadindo o palco. Risos. BaianaSystem na Sala Apolo foi outro momento inesquecível.

É um momento pra sentir orgulho de ser brasileiro

Vamos combinar que não anda muito fácil sentir isso ultimamente. E ainda que boa parte da plateia nesses shows sempre seja formada pela comunidade brasileira local, é lindo de ver pessoas de outras nacionalidades compartilhando a emoção de escutar um Gil, um Caetano ou um Alceu ao vivo.

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