Achados Adriana Setti escolheu uma ilha no Mediterrâneo como porto seguro, simplificou sua vida para ficar mais “portátil” e está sempre pronta para passar vários meses viajando. Aqui, ela relata suas descobertas e roubadas

Filipinas: o roteiro ideal

Por Adriana Setti Atualizado em 27 fev 2017, 15h44 - Publicado em 23 jan 2013, 12h31

Na Tailândia, no Laos ou no Vietnã, há um roteiro “básico” cumprido pela maioria dos viajantes que transitam pelo Sudeste Asiático. Nas Filipinas é diferente. Nas duas vezes em que estive por lá fiz a mesma constatação: cada mochileiro que encontrei pelo caminho tinha estado em um (ou vários) lugares dos quais eu nem havia ouvido falar e/ou tinha traçado um roteiro completamente distinto do meu (e dos outros). Não é de estranhar. Num país formado por 7 mil ilhas e com atrações como praias, vulcões, arrozais, selva e muito mais, as possibilidades são infinitas.

O caríssimo leitor Nelson me escreveu pedindo uma sugestão de roteiro. Acho difícil pensar em algo sem conhecer as preferências dele. Mas, ainda assim, vamos lá. Depois de vários acertos e erros, acho que o roteiro mais próximo do ideal seria mais ou menos o seguinte:

PARA DUAS SEMANAS

Tendo Manila como ponto de partida, voaria para Boracay, a Ibiza das Filipinas. Muitas pessoas têm uma relação de amor e ódio com esta ilha, bela e frenética (barulhenta, boêmia, lotada) nas mesmas proporções. Mas gostei bastante de lá, e acho que vale para pelo menos três dias — a praia é definitivamente um espetáculo, por mais vítima do turismo de massa que seja. Depois, dedicaria o resto do tempo a explorar a dobradinha Palawan e Coron. Como? De volta à Manila, voaria para Puerto Princesa, capital de Palawan (que vale por uns dois dias, para explorar os arredores: praias de Honda Bay e o maior rio subterrâneo do mundo). De lá, subiria em direção ao norte pouco a pouco, parando uns dias no vilarejo de Port Barton, de onde é possível pegar um barco para El Nido, que vale a dedicação de pelo menos quatro dias. A travessia para Coron (famosa por seus espetaculares lagos no meio do mar e também pelos arrecifes de corais) pode ser feita de barco e, de lá, pega-se um voo de volta a Manila.

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PARA TRÊS SEMANAS

Ao roteiro anterior, acrescentaria uns dias na ilha de Siargao, na região do Mindanao (também acessível a parir de um voo de Manila, com escala em Cebu City) e, quem sabe, um bate e volta ao vulcão Pinatubo a partir de Manila.

PARA QUEM MERGULHA (uma semana extra)

Quem mergulha tem todo um outro universo a explorar nas Filipinas. De todos os pontos que conheci, destaco a dupla Cabilao e Balicasag (na província de Bohol) e Malapascua, na província de Cebu. As três ilhas são de acesso fácil a partir de barco e/ou ônibus a partir da feiosa Cebu City, a segunda maior cidade das Filipinas, onde há um aeroporto internacional. Para quem pretende ir fundo no assunto (literalmente), há dois roteiros de liveaboards sensacionais. Um pelo Tubbataha Reef e outro por Apu Reef, Ambos em alto mar.

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