Achados Adriana Setti escolheu uma ilha no Mediterrâneo como porto seguro, simplificou sua vida para ficar mais “portátil” e está sempre pronta para passar vários meses viajando. Aqui, ela relata suas descobertas e roubadas

Enchentes na Bahia: como está a situação em Itacaré

O mar ainda não recuperou aqueles tons de azul da Bahia e a areia de algumas praias acumula matéria orgânica, mas isso está longe de inviabilizar a viagem

Por Adriana Setti Atualizado em 23 dez 2021, 08h55 - Publicado em 18 dez 2021, 19h55

Se você tem viagem marcada para Itacaré nos próximos dias, não desista. Entre a pandemia e a tragédia, o sul da Bahia como um todo precisa do seu dinheirinho. Mas, por aqui, não se trata apenas de fazer da sua viagem um ato solidário: a vida do turista está praticamente normal. E as coisas só tendem a melhorar.

Surpresas na estrada

Cheguei a Itacaré, vindo da Península de Maraú, há dois dias. E a estrada até aqui não só foi tranquila como trouxe uma boa surpresa. Uma operação tapa-buraco relâmpago eliminou grande parte das crateras no asfalto da BA-001, inclusive aquela onde furei dois pneus 15 dias atrás. Palmas!

Na Itacaré dos turistas, a vida segue boa. Não está faltando luz nem wifi, o abastecimento está normal e a cerveja segue gelada. Todo mundo com quem cruzei por aqui de férias parece feliz. O único porém é que ainda há muitos resíduos da tempestade, como troncos, plantas, folhas, etc, principalmente nas praias onde deságuam rios (ou seja, quase todas). Até duas sucuris foram encontradas nas ruas da cidade, arrastadas pela chuva, como muitos já devem ter visto nos noticiários e nas redes sociais, uma das cenas mais surreais dessas enchentes (as cobras foram resgatadas e passam bem).

Máquinas trabalhando na orla da cidade, na boca do Rio das Contas, uma das áreas mais afetadas
Máquinas trabalhando na orla da cidade, na boca do Rio das Contas, uma das áreas mais afetadas. Crédito: Adriana Setti/Arquivo pessoal

Limpeza em ação

Na orla urbana em geral, pra onde o Rio das Contas arrastou uma quantidade enorme de detritos, há máquinas trabalhando na limpeza. A da Concha, por exemplo, já está praticamente limpa, apesar do mar continuar da cor de Nescau, o que tende a melhorar daqui pra frente. Já nas selvagens, onde o acesso é mais difícil, não vi nada sendo feito. Em compensação, o mar não está tão turvo. Na praia da Engenhoca, ainda há muita matéria orgânica na areia e os barraqueiros não parecem muito animados em limpar por conta própria, como aconteceu em Havaizinho, que não tem rio, foi menos afetada e já está limpa. A divina Camboinha, que também não tem rio, recebeu uma rebarba de detritos do mar. Mas nada grave. Itacarezinho é outra que foi parcialmente limpa.

A praia da Engenhoca, que ainda está bom bastante matéria orgânica na areia, mas nem assim perde sua beleza
A praia da Engenhoca ainda tem bastante matéria orgânica na areia, mas nem assim perde seu encanto. Crédito: Adriana Setti/Arquivo pessoal
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Uma boa surpresa foi constatar que, apesar de toda água que caiu, as trilhas para as praias selvagens estão em boas condições, até nos trechos menos transitados, como de Havaizinho para Camboinha. Firmadas com brita nas partes mais íngremes, elas aguentaram o tranco e não estão escorregadias.

A divina Camboinha. que recebeu uma rebarba de detritos, mas nada grave.
A divina Camboinha, que recebeu uma rebarba de detritos, mas nada grave. Crédito: Adriana Setti/Arquivo pessoal

Bonita até feia

Resumindo a situação, o mar está longe “daquele” azul baiano, e as areias podem estar meio sujas de matéria orgânica. Mas, vamos combinar: Itacaré é linda até quando está “feia”. E as coisas estão melhorando a cada dia. Não desista da Bahia. E veja neste link um guia completo que fiz das praias de Itacaré.

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