Rio Quente: Parque das Fontes, Hot Park, guia completo dos hotéis

População: 3.311 hab DDD: 64 Distância de outras cidades: Caldas Novas: 27 km.

Por Bárbara Ligero

O ininterrupto vaivém de vans fazendo traslados para o Parque das Fontes não deixa dúvidas: a diversão dura 24 horas no Rio Quente Resorts, o maior complexo hoteleiro do Centro-Oeste do Brasil. A primeira fonte de águas quentes da região foi descoberta na futura Caldas Novas, em 1722, durante uma expedição bandeirante em busca de ouro e outros minérios. Os hotéis começaram a surgir na década de 1960, entre eles a Pousada do Rio Quente. Esse nome, familiar para quem tem mais de 40 anos, não condiz mais com a magnitude do atual Rio Quente Resorts. 

Localizado aos pés das nascentes do Parque Estadual da Serra de Caldas Novas, que compõem o maior manancial de água hidrotermal do mundo, o complexo surgiu em 1964 com o Hotel Pousada e as piscinas a 37°C do Parque das Fontes. Na década seguinte, ele cresceu com o Hotel Turismo, que tem paisagismo de Roberto Burle Marx e, já famoso, foi o grande responsável por emancipar o então distrito de Rio Quente de Caldas Novas, em 1988.

Mas foi só com a inauguração do Hot Park, em 1997, que o destino deu um passo além ao conquistar o público infantil. O parque aquático possui mais de 20 atrações, entre elas toboáguas como o Xpirado, que despenca de uma altura de 32 metros, e o Half Pipe, uma rampa inspirada nas pistas de skate com quase 90° de inclinação para descer de boia. Em 2008, a Praia do Cerrado entrou para a lista como a maior praia artificial do mundo. Tudo abastecido com água sempre morninha.

Para suportar tamanha estrutura, o Rio Quente Resorts inaugurou mais três hotéis – o Cristal Resort, o Giardino e o Luupi – e arranjou uma frota de vans para fazer traslados pelo complexo 24 horas por dia. Em 2019, uma nova onda de modernização trouxe as pulseiras eletrônicas à prova d’água, usadas para abrir a porta do quarto e pagar as contas em todo o complexo, e o sistema de inteligência artificial Sol, que responde todas as dúvidas dos hóspedes e faz reservas de serviços sem demora: basta scanear um QR disponível na recepção dos hotéis para começar a conversar com a Sol pelo WhatsApp.

QUANDO IR AO RIO QUENTE

Praia do Cerrado, Rio Quente Resorts, Goiás, Brasil
O solzão está presente o ano inteiro na Praia do Cerrado, que tem ondas artificiais e tudo. Crédito: Rio Quente Resorts/Divulgação

O ano todo, com algumas ressalvas. Os meses de janeiro e julho são movimentados devido às férias escolares. O verão, de novembro a março, é quente e chuvoso. A estação seca, de maio a agosto, tem temperaturas mais agradáveis para ficar nas piscinas quentes. 

COMO CHEGAR AO RIO QUENTE

Vista aérea do Rio Quente Resorts, Goiás, Brasil
Vista aérea do complexo do Rio Quente Resorts. Crédito: Rio Quente Resorts/Divulgação

Os aeroportos mais próximos do Rio Quente Resorts são o de Caldas Novas, a cerca de 30 quilômetros, e o de Goiânia, a 180 quilômetros. Se estiver de carro, siga pela BR-352, via Bela Vista de Goiás e Cristianópolis. Três quilômetros depois dessa cidade, entre na GO-139 até desembocar na GO-213. Vire à esquerda se for para Caldas Novas ou à direita se seu destino for o Rio Quente Resorts.

ONDE FICAR NO COMPLEXO RIO QUENTE

O Rio Quente Resorts possui um total de cinco hotéis. A primeira coisa que você deve saber sobre eles é que o Pousada, Turismo, Cristal e Giardino trabalham com regime de meia pensão e possuem acesso ilimitado tanto ao Parque das Fontes quanto ao Hot Park. O Luupi, por sua vez, inclui apenas o café da manhã e o Hot Park na estadia. Essas não são, porém, as únicas características que os distinguem. Cada um possui prós e contras que você confere a seguir:

Hotel Pousada

Hotel Pousada, Rio Quente Resorts, Goiás, Brasil
Fachada do Hotel Pousada, que deu origem ao Rio Quente Resorts. Crédito: Rio Quente Resorts/Divulgação

Por ter sido o primeiro do complexo, o Hotel Pousada possui uma localização privilegiada, a uma curta caminhada das entradas do Parque das Fontes e do Hot Park. Ele também é o melhor servido de restaurantes: além do Casa de Cora, onde o café da manhã e o almoço estão incluídos na hospedagem, há as geladas do Clube Chopp Brahma, os lanches do Marolo Café e os sorvetes do Bello Gelatto. Sem falar da Pizzaria Oliva, a única do complexo, que fica logo em frente. Porém, a sua maior qualidade é também o seu maior defeito: os arredores do Pousada podem ficar um pouco muvucados, já que os hóspedes de outros hotéis também acabam circulando bastante por ali. 

O fato do Hotel Pousada ser a única hospedagem sem uma piscina própria não faz muita diferença graças à proximidade com o Parque das Fontes. A sua idade também não é motivo de preocupação: ele passou por várias modernizações e não deixa nada a desejar nas acomodações. São quatro categorias: a Standard PNE, adaptada para pessoas com mobilidade reduzida e com capacidade para até duas pessoas; a Standard Casal, que acomoda duas pessoas e um berço; a Suíte Master, para no máximo quatro pessoas; e a Suíte Família, com camas para quatro pessoas e espaço para mais um berço. 

Hotel Turismo

Hotel Turismo, Rio Quente Resorts, Goiás, Brasil
O Hotel Turismo possui duas piscinas – uma infantil e uma adulta. Crédito: Rio Quente Resorts/Divulgação

O Hotel Turismo não está tão próximo do Parque das Fontes e do Hot Park quanto o Hotel Pousada, mas ainda pode ser considerado bem localizado, pois fica no meio do caminho entre as duas atrações (dá para ir andando). Ele também é a melhor opção para as famílias com crianças porque possui duas piscinas próprias, uma infantil e a outra adulta, e um Kid’s Club com recreação da Equipe Boto. Além disso, boa parte dos seus quartos, que foram totalmente reformados, são pensados para as famílias. A Suíte Presidencial e a Suíte Master acomodam até quatro pessoas e têm banheira. A Deluxe Double, com chuveiro, possui duas camas de casal. A Superior, por fim, é adaptada para pessoas com mobilidade reduzida e recebe até dois hóspedes. 

Outros diferenciais do Hotel Turismo são o paisagismo, projetado por Burle Marx, e o wi-fi, que pega tanto nas áreas comuns quanto nos quartos (uma comodidade que os demais hotéis do complexo não tem). Por aqui, a hospedagem inclui café da manhã e almoço no Restaurante Pequi. Ao anoitecer, a única opção para quem quiser jantar sem sair do próprio hotel é o Stella Artois Lounge, que serve algumas sopas e sanduíches.

Hotel Cristal Resort

Hotel Cristal Resort, Rio Quente Resorts, Goiás, Brasil
Um dos diferenciais do Hotel Cristal Resort é a piscina de borda infinita. Crédito: Rio Quente Resorts/Divulgação

Hospedagem mais cara do Rio Quente Resorts, o Hotel Cristal é famoso pela piscina de borda infinita e pelas suítes com varanda. As estruturas valorizam a sua localização, no ponto mais alto do complexo e com vista para a Serra de Caldas Novas. Mais uma vez, a vantagem é também desvantagem: os hóspedes do Cristal ficam dependentes das vans para chegar até o Parque das Fontes e o Hot Park, mas desfrutam de um ambiente mais tranquilo.

Entre as opções de acomodação, a Suíte Cristal é um verdadeiro apartamento para até dez pessoas, enquanto a Suíte Master acomoda até cinco, e a Suíte, com unidades adaptadas para pessoas com mobilidade reduzida, quatro. Também fazem parte do Hotel Cristal o Restaurante da Mata, que serve o café da manhã e o almoço incluídos na estadia, o Bar dos Ventos e a Adega Centro da Terra, com vinhos importados. Há ainda um Kid’s Club para a criançada.

Hotel Giardino

Hotel Giardino, Rio Quente Resorts, Goiás, Brasil
Diferente dos demais hotéis de meia pensão, o Giardino inclui o jantar, e não o almoço, na hospedagem. Crédito: Rio Quente Resorts/Divulgação

O Hotel Giardino fica afastado do Parque das Fontes e do Hot Park, então é bom estar ciente de que o transfer será necessário para se locomover dentro do complexo. Por causa dessa distância, vem a calhar que a meia pensão seja de café da manhã e jantar, e não de café da manhã e almoço, como acontece nos demais hotéis. Assim, os hóspedes podem sair pela manhã, comer um lanche dentro dos parques e só voltar para o hotel à noite. Apesar da inspiração italiana no nome e na decoração, o Giardino serve comidas brasileiras em seu único restaurante.

As acomodações estão com a decoração um pouco datada, mas são uma opção econômica para quem viaja em grupo. A Suíte Família, composta por dois quartos e uma sala, acomoda bem até sete hóspedes, enquanto a Suíte Júnior, adaptada para pessoas com mobilidade reduzida, recebe até cinco. Uma piscina completa a estrutura do hotel.

Hotel Luupi

Hotel Luppi, Rio Quente Resorts, Goiás, Brasil
A hospedagem no Hotel Luupi não dá acesso ao Parque das Fontes. Crédito: Rio Quente Resorts/Divulgação

O Hotel Luupi atende a demanda de um público específico que só deseja aproveitar o Hot Park. Com perfil mais budget, ele serve apenas o café da manhã em seu restaurante e possui uma única piscina, que tende a lotar quando o parque aquático fecha para manutenção às quintas-feiras (com exceção do mês de julho). Porém, oferece transfer para o Hot Park e tem acomodações grandes: a Suíte Família é dividida em dois cômodos para até sete pessoas e a Suíte Júnior acomoda cinco.

Busque hospedagem no Rio Quente

O que aconteceu com os flats?

Se você já foi para o Rio Quente Resorts no início dos anos 2000, deve estar se perguntando o que aconteceu com o Suíte & Flat I, II e III. As três hospedagens ficavam fora do complexo, mas também davam acesso ilimitado ao Parque das Fontes e ao Hot Park através das vans e funcionavam no regime de meia pensão. A sua principal vantagem eram as acomodações em estilo apartamento, alguns até com dois andares, que tinham dormitórios separados para as famílias ou grupos de amigos que viajavam juntos. Pois é, o I virou o Luupi, o II virou dormitório para os funcionários do complexo e o III está desativado.

ONDE COMER NO RIO QUENTE

Hotel Turismo, Rio Quente Resorts, Goiás, Brasil
Ilha de sobremesas do Restaurante Pequi, dentro do Hotel Turismo. Crédito: Rio Quente Resorts/Divulgação

Como as diárias no Pousada, Turismo, Cristal e Giardino incluem meia pensão, o café da manhã e o almoço (ou jantar, para quem se hospeda no Giardino) serão invariavelmente no restaurante do seu próprio hotel. A gastronomia é básica e varia pouco em cada hospedagem: todos servem buffet com comidas brasileiras, pratos kid-friendly e pelo menos uma opção mais elaborada a cada dia, como um risoto ou um filé mignon ao molho madeira.

Para beliscar ao longo do dia, há bares espalhados tanto pelo Parque das Fontes quanto pelo Hot Park que servem salgadinhos, porções, picolés, cervejas e drinks. Alguns deles são molhados, ou seja, você come e bebe sem nem sair da água (e paga a conta com a sua pulseira, caso seja hóspede do complexo). Dentro dos hotéis dá para fazer refeições um pouco mais elaboradas. No Hotel Pousada, o Clube Chopp Brahma, tem comidinhas de boteco e o Marolo Café, que fica aberto até de madrugada, prepara hambúrgueres com batata frita. Já o Stella Artois Lounge, no Hotel Turismo, serve algumas sopas, sanduíches naturais e pratos kids. 

À noite, o Restaurante de Cora e o Restaurante da Mata, que ficam respectivamente no Hotel Pousada e no Hotel Cristal Resort, recebem hóspedes de todo o complexo para jantares temáticos: tem japonês, árabe, italiano… Consulte a programação na recepção do seu hotel ou mande uma mensagem para a Sol no WhatsApp – ela faz inclusive a reserva da mesa. Fora isso, a principal opção gastronômica é a Pizzaria Oliva, entre o Parque das Fontes e o Hotel Pousada, que prepara as redondas no forno à lenha das 18h às 23h. Dica: dá para levar uma pizza para viagem, pedir para esquentar no hotel e comer no quarto. 

Encerram a lista os drinks do Bar dos Ventos e os vinhos da Adega Centro da Terra, no Hotel Cristal Resort, e os sorvetes do Bello Gelatto, no Hotel Pousada. Vale dizer que em todo o complexo os preços das comidas e bebidas são um pouco salgados – leve isso em consideração no orçamento da viagem. 

E as bebidas?

No Pousada, Turismo, Cristal e Giardino, os sucos e os refrigerantes que são consumidos durante as refeições já estão incluídos no regime de meia pensão. Entre as bebidas alcoólicas, as cervejas Antantica e Brahma também fazem parte do pacote, mas é preciso pagar à parte se quiser pedir um drink ou uma taça de vinho, por exemplo.

PARQUE DAS FONTES

Parque das Fontes, Rio Quente Resorts, Goiás, Brasil
As piscinas do Parque das Fontes são naturais, com areia e pedra no fundo. Crédito: Rio Quente Resorts/Divulgação

Ao mergulhar em qualquer uma das piscinas que compõem o Parque das Fontes, é possível ver as pequenas bolhas que se formam à medida que as águas termais brotam do chão a 37,5°C. A frequência e intensidade com que isso acontece é tamanha que a água das piscinas é totalmente renovada a cada vinte minutos. Por muito tempo acreditou-se que a temperatura de banho era consequência de algum vulcão adormecido na região, mas depois ficou comprovado que trata-se de um fenômeno natural chamado geotermia: a água da chuva penetra nas profundezas do solo, é aquecida pelo calor das rochas presentes no centro da terra e volta para a superfície ainda com uma temperatura alta. 

As águas são especialmente quentes no Poço do Governador e no Poço da Primeira Dama, espécie de ofurôs escavados na rocha. Outra experiência relaxante é se deixar massagear pelas duchas que se formam no “degrau” entre uma piscina e outra. Falando em piscinas, são oito no total, de diferentes estilos: há desde uma bem rasinha com brinquedos e escorregadores para as crianças até uma de cerca de dois metros de profundidade, querida entre os casais e os nadadores de plantão. O pessoal que gosta de um agito fica espalhado pelas três piscinas do miolo do parque, que são servidas por bares molhados e ficam perto do palco onde há shows de música ao vivo durante a noite – geralmente MPB, rock acústico ou um sambinha, nada que tire o clima de relaxamento do lugar.

De uso exclusivo dos hóspedes do Rio Quente Resorts, o Parque das Fontes realmente funciona 24 horas por dia. As piscinas ficam relativamente vazias durante o horário de funcionamento do Hot Park (veja mais abaixo) e começam a encher a partir das 18h. A quantidade de pessoas que ficam por lá até às 23h é considerável, mas o movimento volta a cair madrugada adentro, quando algumas piscinas são fechadas para limpeza e manutenção. O complexo garante, porém, que pelo menos uma das três piscinas que possuem bar molhado estejam sempre abertas para quem quiser estender a diversão até tarde. 

Dress Code

O roupão de banho é um item quase obrigatório na mala para o Rio Quente Resorts. Mesmo durante o verão, ele ajuda a remediar a sensação de choque térmico ao sair das águas a 37,5°C. É comum ver famílias inteiras, da vovó ao netinho, andando pelo complexo só de chinelo, roupa de banho e o roupão atoalhado por cima. 

HOT PARK

Xpirado, Hot Park, Rio Quente, Goiás, Brasil
No Hot Park, o toboágua Xpirado tem 32 metros de altura. Crédito: Rio Quente Resorts/Divulgação

Diferente do Parque das Fontes, o Hot Park não é de uso exclusivo dos hóspedes do Rio Quente Resorts. Aqueles que estão hospedados em qualquer um dos hotéis do complexo têm entrada ilimitada ao parque aquático, mas os visitantes vindos de fora (geralmente de Caldas Novas) devem adquirir ingressos com antecedência pelo site. Por esse motivo, o Hot Park fica bastante movimentado durante os finais de semana, feriados e meses de férias escolares.

Único parque aquático do Cerrado abastecido exclusivamente com as águas naturalmente quentes da região, ele possui 55 mil m² que, com o perdão do clichê, realmente guardam atrações para toda a família. Os quatro escorregadores do Clubinho da Criança são o point dos babys, já que as crianças maiorzinhas tendem a gostar mais do Hotibum, um brinquedão com dez mini-toboáguas. É ali que costumam aparecer os personagens da Turminha da Zooeira: um lobo-guará, um tucano, uma baleia, uma arara e uma tartaruga que fazem apresentações musicais, tiram fotos com a garotada e dão lições sobre a importância de preservar a natureza. 

Quando os pequenos atingem 1,20m de altura, o leque de opções se abre ainda mais. Crianças, adolescentes e adultos se divertem escorregando em um dos três percursos diferentes do Acqua Race e deslizando sobre boias ou tapetinhos pelos três toboáguas do Acqua River – um deles tem o percurso totalmente no escuro. Para mais adrenalina, siga para o Half Pipe: você e mais uma pessoa montam em uma boia dupla, se debruçam sobre uma rampa em formato de “U” com quase 90 graus de inclinação e descem por uma queda livre de 13 metros de altura.

Outra atração que proporciona frio na barriga é o Xpirado. Para chegar até o brinquedo, é preciso atravessar uma “vila abandonada” e um túnel envidraçado com piranhas ao redor, mas o que realmente faz os visitantes repensarem é a escadaria sem fim que leva a 32 metros de altura. Lá em cima, você entra dentro da boca de uma piranha e escorrega pelo toboágua de 142 metros de comprimento. O finalzinho é uma descida quase vertical, que dura só 17 segundos, mas faz o corpo chegar a 30km/h e quase descolar da parede do escorregador.

Bem mais tranquila é a experiência do Lazy River, uma leve correnteza de águas termais que vai levando os visitantes deitados em boias por um trajeto de 238 metros de comprimento. Também agrada a família toda a Praia do Cerrado, que se autoproclama a maior praia artificial com águas naturalmente quentes do mundo. São dois piscinões, cercados por areia branquinha, coqueiros, espreguiçadeiras, guarda-sóis, bares e um palco onde os monitores puxam sessões de hidroginástica ou ensinam as últimas coreografias de axé, sertanejo e funk. Para fugir da muvuca, há uma área reservada para os hóspedes do Rio Quente Resorts. De tempos em tempos, uma buzina toca para alertar os banhistas de que as ondas vão começar: nesse momento, as crianças deixam seus castelinhos de areia para ir correndo para a água.

Até aqui, todas as atrações mencionadas já estão incluídas no ingresso. Mas há outras que devem ser pagas à parte, independente de estar hospedado dentro do complexo ou não. É o caso da Escola de Surfe, que aproveita as ondas de até 1,20m de altura da Praia do Cerrado para introduzir a garotada ao esporte, e do Birdland, um enorme viveiro que abriga 200 aves de diferentes espécies. Para ver o Hot Park de cima, há o aerobike, a girolesa e a mega tirolesa, mas ainda mais especiais são os passeios de caiaque e os mergulhos no Lago das Águas Quentes, habitada pelos enormes pirarucus.

Diga 'xiiiis'

Representantes da Kodak ficam circulando pelo Parque das Fontes e pelo Hot Park para fotografar os visitantes dentro das piscinas. As fotos ficam à disposição para compra nos quiosques da Bella Photo – os cliques da família inteira debaixo d’água são um clássico. Se preferir fazer os seus próprios registros, leve um case à prova d’água para celular (também vende nas lojinhas do complexo).

A CIDADE DE CALDAS NOVAS

Vista área do Water Park, Caldas Novas, Goiás, Brasil
Também há uma abundância de parques aquáticos na vizinha Caldas Novas, como o Water Park. Crédito: Water Park/Divulgação

Em Caldas Novas, quase todos os hotéis de médio porte para cima têm piscinas termais. Mas lotados mesmo ficam os seis parques aquáticos da cidade: Water Park, diRoma Acqua Park, Náutico Praia Clube, Clube Privé, Ecologic Ville Resort & Spa e Lagoa Termas Park. Este último, aliás, foi o local em que o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva Filho encontrou a primeira fonte de água quente da região, a Lagoa de Pirapitinga, em 1772. A temperatura da água chega a desumanos 57°C. Busque mais opções de hospedagem em Caldas Novas aqui.

Não há oferta gastronômica variada na cidade, principalmente porque os hotéis costumam incluir as refeições na diária. Algumas boas opções, ainda que tímidas, são o Nonna Mia, Made in Brésil Bistrô e Café e o Empadão Goiano da Tânia, que serve diferentes versões do típico quitute. Veja o Chicago Steakhouse para carnes e o Deck Restaurante para buffet self-service.

Leia tudo sobre Goiás

  • Publicidade