Parque Campana é inaugurado em Brotas (SP)

Projeto dos irmãos Campana a três horas da capital paulista tem obras feitas com materiais naturais e locais

Por Rebeca de Ávila
23 dez 2024, 14h00
Parque Campana, Brotas, São Paulo
O Parque Campana está a oito minutos do centro da cidade (Parque Campana/Divulgação)
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Brotas, no interior de São Paulo, é a cidade onde os irmãos Humberto e Fernando Campana cresceram. Mais de cinco décadas depois de ganhar o mundo e chamar a atenção da cena internacional para o design brasileiro, a dupla voltou ao sítio de 78 hectares que pertencia à família para criar uma galeria a céu aberto, o Parque Campana, inaugurado em outubro.

Plástico, borracha, cordas e até bichos de pelúcia já ganharam novas funções e formatos nas mãos dos Campana, cujo trabalho é marcado pela ressignificação dos objetos. No parque não foi diferente: as obras, criadas especialmente para os oito pavilhões que compõem o parque – mais quatro estão a caminho –, foram feitas com bambu, cactos, terra e outros materiais rústicos disponíveis na região.

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O interesse inicial dos irmãos na terra foi o de reflorestamento, já que o terreno de Cerrado e Mata Atlântica era utilizado como pasto pelos antepassados dos artistas. A sustentabilidade se manteve como um norte para o Parque Campana, que tem arquitetura integrada ao meio ambiente e um projeto de regeneração dos biomas.

Parque Campana, Brotas, São Paulo
A propriedade foi herdada pelos irmãos Campana (Parque Campana/Divulgação)

O projeto foi idealizado durante a pandemia de Covid-19, em 2021, e continuou sendo tocado por Humberto depois da morte de Fernando, aos 61 anos, em 2022. Em sua homenagem, foi construído um espaço chamado de Santuário no alto de um mirante com vista para todo o terreno – o lugar favorito de Fernando no sítio.

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O silêncio impera nas caminhadas pelo chão de terra ao longo dos pavilhões, que têm diferentes simbologias. O Pavilhão de Mandacaru é uma lembrança da infância e a cerca dos vizinhos feita com os cactos. Já o Pavilhão de Eucaliptos é inspirado na arquitetura de Oscar Niemeyer em Brasília. Espreguiçadeiras de pedras estão na Catedral de Bambu e colunas alaranjadas com plantas na ponta, no Pavilhão de Concreto e Agave

Parque Campana, Brotas, São Paulo
Pavilhão de Eucaliptos (Parque Campana/Divulgação)

Também há várias referências à Itália, onde estão as raízes familiares dos Campana: entra elas, o número de pavilhões, que é uma representação das 12 cidades etruscas, a civilização que habitava a atual Toscana. Cada espaço será utilizado para performances, palestras, aulas e, acima de tudo, contemplação.

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Parque Campana, Brotas, São Paulo
Pavilhão de Mandacarus (Parque Campana/Divulgação)

Em um segundo momento, o Parque Campana ganhará uma cafeteria e um museu com mais de seis mil peças do Instituto Campana e oferecerá oficinas de técnicas manuais e residências artísticas. Para visitar, é preciso agendar uma visita guiada no site.

Serviço

Quando? Em 27 e 28 de dezembro; 10, 11, 24 e 25 de janeiro; 7, 8, 21 e 22 de fevereiro.

Quanto? R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). Ingressos disponíveis aqui.

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Onde? Parque Campana – Brotas, São Paulo (a oito minutos do centro da cidade).

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