Boipeba: La isla bonita
Nosso colunista adora comer e dormir bem, mesmo que o destino seja uma ilha rústica. Como Boipeba (BA)
Ilhas sempre despertaram fascínio nos homens, e em especial nos viajantes: da Ítaca de Ulisses à Capri dos jet-setters, o isolamento proporcionado por elas têm um quê de mistério. Entre nós não é diferente. Boipeba, ao sul de Salvador, desponta como “o lugar” para quem busca praias vazias, coqueirais, piscinas naturais, silêncio e, o melhor de tudo, nenhum carro. O tango para chegar (de Salvador são quatro horas de carro mais uma de lancha) é compensado pela excelente oferta de pousadas e restaurantes, pela simpatia dos ilhéus e dos europeus baianizados. Mas sobretudo pela paisagem deslumbrante que parece estar sempre sendo louvada pela algazarra de passarinhos.
A pousada top de Boipeba é a Mangabeiras (pousadamangabeiras. com.br), no alto de um morro, com vista para as praias da Boca da Barra e Tassimirim. Quartos grandes, iluminados, arcondicionado, piscina, conforto. Os exatos 119 degraus da praia até o hotel devem deixar de ser um problema em breve: a um monta-cargas já existente será acrescido um “monta-gente”.
Uma opção mais em conta é o vizinho pé na areia Dendê Loft (dendeloft.com), que tem espaçosos lofts com ofurôs e terraços enormes, além de cozinha equipada. A dona é uma ítalo-brasileira que se autoexilou na Boca da Barra sem perder as origens: os lofts são pintados na cor rosso romano.
Um pouco longe da praia, a Quinta do Caju (quintadocaju.com) tem um restaurante aberto para o jardim onde o chef faz as melhores massas de Boipeba – nada melhor do que uma matriciana ou carbonara para dar um tempo nos frutos do mar.
Encontre sua próxima hospedagem
Aliás, frutos do mar são excelentes na pousada Santa Clara (santaclaraboipeba.com) e na Pousada Luar das Águas by Robinsones (luardasaguasbyrobinsones.com), esta de dois amigos espanhóis que servem ótimas tapas. E ainda o restaurante do Orlando, na vila de Cova da Onça, onde me fartei com lagostas grelhadas. Faltou só um champanhe. Alô, Orlando? Em tempo: há a possibilidade de ir a Boipeba de bimotor desde Salvador em 30 minutos, mas, R$ 460 por trecho, eu acho caro. Meu conselho é trocar o avião por um bom champanhe na mala – as lagostas do Orlando pedem!
→ Rui Porto, autor da coluna Trotamundos da VT, vai levar champanhe na mala em sua próxima ida a Boipeba





